Foi à guerra e acabou feito prisioneiro. Depois de libertado, adoeceu, até que ouviu uma voz que lhe perguntou: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". De volta a casa, foi compreendendo, na oração, que Deus queria algo mais dele.
Começou então a visitar e a servir os doentes, chegando a dar de presente suas roupas e seu dinheiro. Assim cresciam nele o espírito de pobreza, a humildade e a compaixão.
Acreditando que o pedido se referia ao templo físico, vendeu roupas da loja de seu pai, levou o dinheiro ao sacerdote e pediu para viver ali. O presbítero permitiu que ficasse, mas recusou o dinheiro. O pai foi buscá-lo, golpeou-o com fúria e, ao ver que o filho não queria voltar para casa, exigiu que lhe devolvesse o dinheiro. Por conselho do bispo, Francisco devolveu ao pai tudo, inclusive a roupa que trazia no corpo.
Mais adiante, ajudou a reconstruir as igrejas de São Damião e de São Pedro. Com o tempo, mudou-se para uma capela chamada Porciúncula, que também reparou e onde passou a viver. Pelos caminhos, costumava saudar as pessoas dizendo: "A paz do Senhor esteja contigo".
Fez da pobreza o fundamento de sua ordem, e o amor a ela se manifestava no modo de vestir, nos utensílios e nos atos dos frades. Apesar disso, eram sempre vistos alegres e contentes.
Considerando-se indigno, Francisco recebeu apenas o diaconato. Deu à sua Ordem o nome de frades menores porque queria que seus irmãos fossem servos de todos e buscassem sempre os lugares mais humildes.
Atribui-se a Francisco o início da tradição do presépio, que se mantém até hoje. Deus lhe concedeu, ainda, o milagre dos estigmas.
Testemunho de respeito e de paz
Ao visitar Assis, em 4 de outubro de 2013, o Papa Francisco afirmou que o santo "dá testemunho de respeito por tudo, dá testemunho de que o homem é chamado a salvaguardar o homem, de modo que o homem esteja no centro da criação, no lugar onde Deus — o Criador — o quis; e não instrumento dos ídolos que nós criamos! Harmonia e paz! Francisco foi homem de harmonia e de paz".
Que a vida de São Francisco, pobre e alegre, nos ensine a buscar o que basta: Cristo crucificado.

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