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quinta-feira, 5 de março de 2026

SÉRIE SANTOS CASADOS - A SANTIDADE NO MATRIMÔNIO AO LONGO DOS SÉCULOS.

SANTA ADELAIDE e LOTÁRIO

Santa Adelaide é uma santa que foi casada não uma, mas duas vezes, certamente, uma rara exceção. Nasceu em 931, filha do Rei Rodolfo II da Borgonha, e de Berta, filha do duque Burcardo da Suábia.

Sua sina foi a mesma de muitas filhas nobre e, logo aos seis anos de idade, ficou noiva do Rei Lotário, da Itália. Em 947, com apenas dezesseis anos, casou-se com ele. Desta feliz união nasceu uma menina de nome Ema, que mais tarde casou-se com Lotário II, o rei dos francos e último dos reis carolíngios, e foi mãoe de Luíz V.

O casamento de Adelaide e Lotário da Itália furou apenas três anos, pois ele morreu em 22 de novembro de 950, supostamente envenenado por seu poderoso oponente, o margrave Berengário III de Ivrea. Adelaide tinha apenas dezenove anos quando enviuvou. Ela era conhecida por ser uma jovem bonita, inteligente e piedosa, e logo Berengário, rival de seu esposo morto, pediu-lhe a mão, não para si, mas para seu filho Adalberto, com quem Adeleide deveria se casar pela segunda vez. Desta maneira, Berengário queria garantir e, de certa forma, legitimar, a dignidade real que havia usurpado para si. No entanto, Adelaide abominava a ideia de casar-se com o filho do homem que envenenara Lotário, e recusou a proposta, o que a levou a ser aprisionada na fortaleza de Garda, à margem leste do Lago Garda, e sofrer todo tipo de maus-tratos. Martinho, fiel capelão de Adelaide, ajudou-a a fugir em segredo, e com o auxílio dos amigos de seu falecido esposo conseguiu chegar ao Castelo de Canossa, que Berengário tentou furiosamente sitiar, mas sem obter sucesso. Isto porque, desde seu refúgio em Canossa, Adelaide conseguiu pedir ajuda ao Rio Otão I, que marchou com seu exército sobre os Alpes, venceu Berengário, destronou-o e corrou-se em Pavia como rei dos lombardos.

Adelaide foi, então, a Pavia, agradecer ao seu benfeitor. O Rei Otão I, cuja primeira esposa, Edite, havia falecido em 946, impressinou-se com a beleza e o caráter de Adelaide, e pediua sua mão. No Natal de 951, ambos se casaram, em Pavia. Ela viveu como real consorte ao lado do rei e, em 962, quando ele foi coroado soberano de todo o Sacro Império Romano pelo Papa João XII, em Roma, ela subiu ao posto de imperatriz.

Como imperatriz e rainha, Adelaide teve muitas oportunidades para promover todo tipo de benfeitorias e causas sagradas. Aquela que outrora precisara de proteção agora abria seu coração maternal a todos os pobres e oprimidos, como Santo Odilo de Cluny registra em sua biografia da Imperatriz Adelaide, por volta do ano 1000. Ele escreveu non modo auditu, sed visuet experimento ("não do que ouvi falar, mas do que vi e testemunhei em primeira mão"), ou seja, ele tinha uma relação próxima e amistosa com a imperatriz. Adelaide, considerada com justiça "uma das mais nobres e majestosas figuras femininas da história alemã, viveu com o Imperador Otão I uma vida cristá exemplar, da qual nasceram quatro filhos: Henrique, Bruno, Otão (que se tornaria o imperador Otão II) e Matilda, que tornou-se abadessa de Quedlinbur. Além de seus quatro filhos, a Imperatriz Adelaide levou à corte imperial duas filhas do inimigo hereditário de seu primeiro marido e foi-lhes uma mãe protetora e amorosa.

Acima de tudo, Adelaide dedicou-se com muito amor ao seu marido e demonstrou interesse e compreensão quando às suas obrigações como governante. São Odilo, provavelmente a partir de suas próprias observações acerca do casamento e da vida doméstica de Adelaide, refere-se à parábola da esposa Sábia, atendiosa e amorosa do Libro dos Provérbios (31,20-29). Além de suas preocupações matrimoniais e familiares, Santa Adelaide via com bons olhos o movimento de reforma monástica iniciado com Cluny. Ela apoiou a construção de mosteiros em Peterlingen, San Salvatore, em Pavia, em em Seltz (Alsácia).

Depois de morte do Imperador Otão I, seu marido, em 7 de maio de 973, o filho de Adelaide subiu ao trono como imperador Otão II. Infelizmente sua esposa, a princesa grega Teofânia, sentia ciúmes da influência de Adelaide e colocou-o contra ela, inicialmente alegando que estava desperdiçando a fortuna imperial com sua generosidade. A imperatriz e mãe foi banida da corte e voltou à sua terra natal, contudo suportou essas humilhações com a mesma nobre serenidade e modesta grandeza com que, anteriormente, havia se tornado imperatriz ao lado de seu esposo.

O Imperador Otão II percebeu rapidamente o quanto lhe faziam falta os conselhos de sua experiente e confiável corregente, sua mãe, pois todos os seus planos afundaram e qualquer projeto que iniciava logo dava errado. Ele se arrependeu e chamou Adelaide de volta. Com a morte prematura de Otão II (em 7 de dezembro de 983, em Roma - seguido por Teofânia ao túmulo em 23 ou 24 de janeiro de 1002), a sexagenária imperatriz teve de assumir a regência de seu neto menor de idade, Otão III.

Em 994, Otão III iniciou seu reinado e Adelaide voltou à vida doméstica, dedicando seus últimos anos e preparar-se para a morte. Sua promessa derradeira foi uma viagem a Borgonha, sua terra natal, onde prevalecia uma amarga dissidência entre o rei, que era seu sobrinho, e o povo. Adelaide conseguiu restaurar a paz. Em sua viagem, também visitou ao longo do caminho todas as obras que havia fundado e apoiado, para verificar se estava tudo em ordem. Na viagem de volta, Adelaide passou algum tempo na Alsácia, lugar pelo qual tinha especial afeição. Permaneceu na abadia beneditina de Seltz (sua obra favorita) até a sua morte, em 16 ou 17 de dezembro de 999.

Na introdução à mais recente edição crítica latina da Vida da Imperatriz Adelaide, pelo abade Odilo de Cluny, o editor H. Paulhart afirma:

A mãe dos reinos (Mater Regnorum) era o nome como Gerberto D'Aurillac chamava a Imperatriz Adelaide em suas cartas, cunhando assim um termo que traduzia a elevada estima e respeito que nutria por ela, seja como esposa, mãe ou regente. Adelaide descendia da família real de Borgonha e ao longo de meio século exerceu importante papel no destino do império, primeiro como esposa do rei alemão, depois como imperatriz, mãe e avó de dois imperadores. Viúva ainda na juventude, envolveu-se em tumultoosos aconteceimentos no norte da Itália em meados do século X, e então superou essas dificuldades por meio de seu casamento com Otão I, subindo, enfim, ao pasto supremo om império. Após amorte seu segundo marido , seu destino em duas ocasiões posteriores foi assumir a responsabilidade de governar o império por seu filho, que morrera,e por seu neto, até que alcançasse a maioridade. Sendo uma mulher religiosa e fielmente dedicada à igreja, com o passar do tempo Adelaide começou a se sentir inclinada à vida contemplativa. Todavia, mesmo em idade avançada, não recuava de suas obrigações políticas em caso de necessidade. Quando morreu, em 999, espalhou-se um profundo pesr pelos círculos que frequentava.

Nem cem anos se passariam antes que Roma desse as honras do altar a essa imperatriz, então já universalmente respeitada, autorizando o culto que nasceu em volta de sua sepultura, Ninguém menos que Odilo de Cluny, amigo próximo da santa duranta a vida, sentiu-se impelido a louvar sua reputação. Para manter viva a memória de Adelaide, dedicou-lhe uma homenagem por escrito, que ainda hoje é a base mais importante para todos os trabalhos biográficos sobre a santa imperatriz.

Por fim, resta apenas dizer que o Papa Urbano II, ao canonizar Adelaide em 1097, desejou homenagear essa mãe, esposa e regente exemplar, e recomendá-la aos cônjugues de ambos os sexos como um modelo de vida cristã matrimonial.

HOLBÖCK, Ferdinand. Santos Casados: A santidade no matrimônio ao longo dos séculos. P. 87-91, RS: Minha Biblioteca Católica 2020. 

COMO CAMINHAR EM FAMÍLIA DURANTE A QUARESMA.

Muitas práticas de Quaresma são, por natureza, privadas e individuais; mas isso não significa que esse tempo de preparação seja essencialmente voltado para si mesmo. Tudo o que fazemos como cristãos é como comunidade, e como a nossa família é uma comunidade, podemos viver a nossa Quaresma com eles, tal como fazemos com qualquer outra coisa que seja bela, importante e profunda.

Veja algumas maneiras para se fazer junto com a família. No entanto, sinta-se livre para explorá-las e adicionar suas próprias tradições religiosas familiares:

A hora do jantar é tempo da família.
Trate as refeições como um momento sagrado que deve ser respeitado e honrado. Sempre haverá emergências e horários complicados sempre serão difíceis de trabalhar, mas deve-se fazer um esforço para aproveitar esse momento em família.

Agradecer antes das refeições.
Tanto nos restaurantes como em casa. De um modo geral, pode-se levar a sério o aviso de Cristo para orar longe de olhares indiscretos, mas quando feito para o bem dos outros, pode ser um meio gentil e eficaz de evangelização. Tal como outras demonstrações públicas de piedade, isto pode parecer imodesto, mas é uma oportunidade maravilhosa de dar a Deus o que é Seu.

Uma família que reza unida permanece unida.
Muitos dos problemas do mundo são resultados direto de não trazer Deus para nossas vidas. A Oração pode unir, curar, esclarecer, iluminar e motivar. Pode-se começar agradecendo pelas refeições e depois continuar com o rosário. Neste mundo, só isso pode ajudar.

Abençoar a casa.
É uma sensação calorosa e reconfortante ter um lar abençoado e dedicado. Se a família não tiver um padre amigo para fazer as honras, a paróquia pode providenciar a visita de um. A casa poderia ser abençoada duas vezes por ano, uma vez durante o Advento e outra durante a Quaresma. Isto ajudará a família a ter em conta a mudança dos tempos litúrgicos e a santidade da vida familiar.

Fazer decorações litúrgicas em casa.
As famílias que mantêm uma coroa de flores na porta o ano todo podem complementá-la com uma simples fita em volta, cuja cor reflita o período litúrgico atual. É uma ferramenta maravilhosa de evangelização e um interessante ponto de partida para conversas.

Rezar um terço em família.
"A família que reza unida, permanece unida". Dificilmente alguém poderia pensar em uma maneira mais bonita de levar a oração e a Luz de Cristo para dentro de casa. Cria intimidade, humildade, espiritualidade e profunda introspecção - todas as coisas que tanto faltam nas nossas vidas e na sociedade em geral.

Catequizar os filhos.
O principal dever para com as crianças é amá-las e mantê-las seguras. Algo importante para isso é ensinar-lhes a fé preservada por seus pais e antepassados. Nesse sentindo, a Quaresma é uma oportunidade para a família aprender e crescer junto na fé.

Celebrar os sacramentos em família.
Não há maior atividade comunitária na Igreja do que a celebração dos sacramentos, incluindo a santa missa. Viver os sacramentos em família os tornará mais próximos uns dos outros, da Igreja de Deus.

Monta um altar em casa.
Colocar um altar em casa pode servir como símbolo e foco da fé e como testemunhos para aqueles que não são cristãos.

Retiro familiar.
À medida que a vida fica mais ocupada, o tempo dedicado ao recolhimento torna-se ainda mais importante. Portanto, dedicar um tempo em família irá ajudá-lo a se reconectar consigo mesmo, com os outros membros da casa e com Deus.

Ser voluntário na paróquia em família.
Nenhuma paróquia no mundo tem voluntários suficientes para executar todos os seus trabalhos pastorais, por isso, uma ajuda sempre é bem-vinda. Fale com o seu pároco ou com os líderes das pastorais da paróquia. Há dezenas de oportunidades para as famílias ajudarem a espalhar o Reino de Deus na terra.

Visitar as pessoas sozinhas.
Imagine a solidão e o desespero vivido pelo esquecidos deste o mundo. Se queremos viver em Deus, devemos estender a mão aos doentes, aos idosos e aos desfavorecidos e demonstrar o amor de Deus por eles.

Colocar citações da Bíblia na porta.
Os judeus praticantes costuma colocar a mezuzá, um pequeno pedaço de pergaminho com várias passagens bíblicas e a palavra Shaddai, um antigo nome para Deus. O pergaminho é enrolado na mezuzá e colocado nas portas. Imitando sua declaração de fé, muitos cristãos fazem de forma semelhante sua própria mezuzá cristã. Pode ser tão simples quanto uma cruz. O objetivo é fazer uma declaração ousada e antissecular sobre fé, família e lar.

Participar da vigília pascal em família.
Assistir à Vigília Pascal é uma oportunidade única para participar juntos da missa. Estar em uma igreja escura que gradualmente se enche de lua à medida que as leituras avançam é emocionante e as crianças vão se lembrar disso por muitos meses.

Preparar cestas básicas de Páscoa.
Prepare duas cestas de alimentos e peça ao padre que as abençoe. Uma pode ser para a festa de domingo em família e outro para uma casa necessitada. Pergunte ao padre de toda a paróquia pode participar nesta doação anual.

Contribuir para uma despensa de alimentos.
Ao fazer compras para a família, compre alguns itens extras para ajudar a abastecer a despensa de alimentos da paróquia. Pergunte a opinião de seus filhos sobre o que comprar. Pergunte-lhes o que acham que você deveria fazer para ajudar outras pessoas necessitadas.

Viver uma vida exemplar.
Você pode gritar do alto o seu amor a Jesus, mas se você não for capaz de amar, o seu discurso não passará de um tambor barulhento ou um sino que se expande. O exemplo mais perfeito que você pode dar ao amor de Deus no lar é amar e honrar seu cônjuge. Esta é a base da educação moral e do desenvolvimento espiritual de qualquer criança. 

Colocar Deus em primeiro lugar.
Como exatamente você coloca Deus em primeiro lugar? Provavelmente seria o mesmo meio usado para substituí-lo com outras coisas. Como a profissão se torna número em em nossas vidas? Trocando coisas de valor por coisas que não têm valor duradouro. O mesmo acontece com Deus, nosso Criador, a pessoa mais valiosa do universo e aquele que nos chama para sermos d'Ele. Coloque-O em primeiro lugar e o amor e a alegria sempre serão Seus.

SANTO DO DIA - 05 DE MARÇO.

SANTO ADRIANO 
Patrono dos soldados dos açougueiros e intercessor contra pragas.

Adriano nasceu em uma família da aristocracia romana em Nicomédia, por volta do ano 278. Criado no seio de uma linhagem nobre, ele ingressou cedo na carreira militar, onde alcançou o posto de oficial de elite da guarda pretoriana (ou guarda herculiana). Por volta dos 28 anos, Adriajo já ocupava uma posição de confiança na corte do imperador Galério, sendo responsável pela manutenção da ordem e pela execução das sentenças imperiais, o que oncluía a repressão sistemática aos cristãos. Ele era casado com Natália, também de origem nobre, que mantinha sua fé cristã em segredo para evitar a perseguição.

A mudança em sua vida ocorreu em 303 d.C. quando Adriano presidiu o interrogatório de um grupo de vinte e dois cristãos capturados em uma caverna. Ao observar a dignidade e a paz daqueles homens enquanto era torturados, ele lhes perguntou que recompensa esperavam receber de seu Deus. Eles responderam com passagens das Escrituras sobre as glórias do Reino do Céus. Profundamente tocado por esse testemunho, Adriano declarou-se cristão no mesmo instante. Ele não apenas abandonou seu cargo, mas pediu aos escrivãos que riscassem seu nome das listas militares e o incluíssem entre os prisioneiros.

Adriano foi imediatamente preso e acorrentado. Ao saber da notícia, Natália correu para a preisão para encorajá-lo, revelando sua própria fé e pedindo que ele permacesse fiel até o fim. Ela cortou os cabelos e vestiu roupas masculinas para conseguir entrar na cela e cuidar das feridas do marido. O imperador Galério tentou persuadir Adriano a renunciar aos cristianismo, mas o oficial manteve sua decisão. Como punição, Adriano foi submetido a flagelação brutais; seu ventre foi aberto de tal forma que suas entranhas tarnaram-se visíveis.

A execução final ocorreu em 4 de março de 306. Adriano e os outros mártires tiveram seus membros quebrados sobre uma bigorna de ferreiro antes de serem decapitados. Natália permaneceu ao lado dele, segurando sua mão enquanto ele morria. Após a execução, quando so corpos iam se queimados, uma tempestade súbita apagou a fogueria. Natália conseguiu resgatar uma das mãos de Adriano e fugiu para Bizâncio para evitar um novo casamento com um oficial pagão. Ela viveu o resto de seus dias em oração e faleceu pacificamente pouco tempo depois, sendo considerada santa por sua dedicação er sofrimento espiritual. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

SANTO DO DIA - 04 DE MARÇO.

SÃO GIOVANNI ANTONIO FARINA.

São Giovanni Antonio Farina (1803–1888) foi um influente bispo e educador italiano, conhecido como o "Bispo da Caridade". Nascido em Gambugliano, ficou órfão de pai cedo e foi criado por um tio sacerdote, o que moldou sua vocação. Ingressou no seminário aos 15 anos e, após sua ordenação em 1827, dedicou-se ao magistério e à assistência social. Em 1836, fundou a Congregação das Irmãs Mestras de Santa Doroteia, Filhas dos Sagrados Corações, focada na educação de meninas pobres e no cuidado de enfermos.

Como bispo, governou as dioceses de Treviso (1850) e Vicenza (1860), onde se destacou pela renovação do clero e pelo auxílio incansável à população durante epidemias e crises. Participou do Concílio Vaticano I e defendeu a infalibilidade papal. Faleceu em 4 de março de 1888 e seus restos mortais repousam na Casa Mãe de sua congregação, em Vicenza. Foi beatificado em 2001 por João Paulo II e canonizado em 2014 pelo Papa Francisco, após o reconhecimento de milagres de cura ocorridos com religiosas de sua congregação no Equador e no Brasil.

VEJA A HISTÓRIA COMPLETA

SEIS PRÁTICAS CONCRETAS PARA VIVER A QUARESMA.


Para viver a Quaresma com propósito, devemos realizar práticas concretas para trabalhar a oração, a esmola e o jejum, pontos essenciais durante o tempo litúrgico.

Para trabalhar no ponto da oração, devemos "aprofundar a vida sacramental. Posso me confessar, posso participar da Missa mais dias, e não apenas aos domingos, e receber a comunhão". 

Além disso, recorda que "todos esses sacramentos nos encherão de graça e da força do Espírito Santo para perseverar e poder caminhar para a Páscoa do Senhor".

O segundo propósito implica a realização de mais oração. "Posso fazer alguma oração extra, com ler a Bíblia. Se lêssemos a Bíblia três ou cinco minutos por dia, quão diferente seria a nossa vida".

Com relação ao jejum, reflete sobre a associação imediata entre o jejum e os alimentos. "Quando pensamos em jejum, muitas vezes pensamos em quais coisas não vamos comer: não vou comer sobremesas, não vou tomar 'refrigerante'... Mas não se trata de fazer uma dieta".

Durante a quaresma podemos jejuar de "palavras desnecessárias", como queixas, críticas ou palavrões".

Para o quarto propósito, que está relacionado com o jejum. Jejuar de coisas que gostamos de "ver", como séries ou filmes, e considerar "o que eu posso parar de ver" nesta Quaresma.

A esmola anda de mão dadas com o jejum. "Se estamos jejuando de palavras, negativas, talvez possamos fazer esmolas de boas palavras: um comentário, uma ajuda, algo de bom que possamos dizer com palavras.

Para o sexto propósito, motivou a realizar atos de caridade para alguém que precisa de nós.

Podemos ir ao encontro de alguma pessoa que realmente precise de nossa ajuda e fazer um ato de caridade com essa pessoa sem que ele note e que ninguém perceba. 

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA QUINTA APARIÇÃO.
4 de março de 1858.
- Há 168 anos.
A quinzena de aparições conclui-se no dia 4 de março. Desta vez reuniram-se entre oito e vinte mil pessoas, segundo as versões. Havia avidez de um milagre.

O delegado de polícia  revistou a gruta e as proximidades, à procura de alguma espécie de fogo de artifício que servisse para simular uma aparição, mas nada encontrou. Bernadette era amparada por um grupo de guardas que continha a multidão. 

O êxtase durou quase uma hora, sem que acontecesse algo extraordinário.
Ela disse: "Oh, sim, Ela via voltar. Mas agora já não é mais necessário que eu vá à gruta. Quando ela voltar, então será necessário que eu retorne à gruta. Ela far-me-á saber".

SANTO DO DIA - 04 DE MARÇO

SÃO CASIMIRO
Nascido na Polônia, seu nome significa "aquele que impõe a paz", o que resultou profético já que ao longo de sua vida Casimiro lutou para pacificar o seu país e levou uma vida exemplar de estudos, virtude e caridade. Ele renunciou ao trono e entregou sua vida a Cristo através de jejuns e penitência. Faleceu aos 23 anos.

Casimiro era filho do rei da Polônia, nasceu com o título de grão-duque da Lituânia, sua terra natal, em 1458. De família real e Católica, Casimiro podia se envolver em perigos políticos por isso renunciou ao direito ao trono, acolheu a voz do Papa sobre a situação; livremente optou pelo celibato e com a ajuda da mãe e rainha começou a receber forte educação espiritual do cônego de Cracóvia.

São Casimiro com dezessete anos e debilitado pelo excesso de mortificações e penitência começou a ajudar o pai no governo da Lituânia, usando sempre da força da oração, prudência e tudo permeado pelo seu amor profundo ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora.

VEJA A HISTÓRIA COMPLETA DO SANTO

terça-feira, 3 de março de 2026

MEDITAÇÕES PARA QUARESMA

TERÇA-FEIRA DA II SEMANA DA QUARESMA.

A PAIXÃO DE CRISTO CAUSOU A NOSSA SALVAÇÃO A MODO DE MÉRITO.

1. A Cristo foi dada a graça, não só como a uma pessoa singular, mas enquanto cabeça da Igreja, de modo que dele redundasse para os membros dela. Por isso as obras de Cristo estão para o mesmo e para as suas obras, assim como estão as obras de um homem constituído em graça para com ele próprio. Ora é manifesto que quem, constituído em graça sofre pela justiça, por isso mesmo merece para si a salvação, segundo a Escritura: "Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça". Por onde, Cristo, pela sua paixão, mereceu a salvação não somente para si mas também para todos os seus membros. Em verdade, Cristo, desde o princípio da sua concepção, mereceu-nos a salvação eterna. Mas, de nosso lado, certos impedimentos constituíam um obstáculo a conseguirmos o efeito dos méritos precedentes. Por isso, a fim de remover esses impedimentos é que Cristo teve de sofrer.

E ainda que a caridade de Cristo não tenha aumentado mais na Paixão que antes, a Paixão de Cristo teve certo efeito que não tiveram os méritos precedentes; não por causa de uma caridade maior, mas pelo gênero da obra, que era concordante com esse efeito.

Os membros e a cabeça pertencem à mesma pessoa. Assim, uma vez que Cristo foi nossa cabeça pela divindade e plenitude de graça que redunda para os outros, e que nós somos os seus membros, seu mérito não nos é estranho, mas redunda em nós pela unidade do corpo místico.

2. Deve-se saber que, apesar de Cristo ter, por sua morte, merecido suficiente por todo o gênero humano, cada um deve procurar o remédio para sua própria salvação. A morte do Cristo é como uma causa universal de salvação, como o pecado do primeiro homem foi como uma causa universal de danação. Ora, é preciso que a causa universal seja aplicada a cada um especialmente, para que participe do efeito da causa universal.

Ora, o efeito do pecado dos nossos primeiros pais chega a cada indivíduo pela geração carnal; efeito da morte de Cristo, porém, pela regeneração, espiritual, em virtude da qual o homem é, de algum modo, unido e incorporado em Cristo. E, por isso, convém que cada um seja regenerado por Cristo, e que receba tudo por que opera a virtude da morte do Cristo.

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

14° APARIÇÃO
3 de março de 1858.
- Há 168 anos

Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Santa Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: "Não me apareceu".

No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora, Retornou à gruta, e desta vez A viu.

Bernadette cumpriu a ordem do pároco: 
"Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir".

Fechando a questão, o Padre Peyramale orientou: "Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta".

SANTO(A) DO DIA - 3 DE MARÇO.

SANTA CATARINA DREXEL.
Padroeira dos filantropos e da justiça social.
Santa Catarina Drexel é a fundadora das Irmãs do Santíssimo Sacramento para índios e negros em Santa Fé, Novo México, Estados Unidos. Dedicou sua vida ao serviço a estas pessoas e deixou toda a sua fortuna obtida em hernça para o apoio de sua missão evangelizadora.

Nasceu em 26 de novembro de 1858 na Pensilvânia (Estados Unidos) no seio de uma família rica, que a ensinou deste menina a ser generosa com os necessitados. Exemplo disso foram duas de suas irmãs, uma que fundou uma escola para órfãos e outra que fez o mesmo para pessoas negras em situação de pobreza.

Após a morte de seus pais, depois de ter cuidado deles, a jovem Catarina seguiu o exemplo de suas irmãs e começou a se preocupar pela situação dos índios em seu país. Por isso, pediu ao papa Leão XIII, durante uma audiência em 1887, que enviasse mais missionários ao estado de Wyoming para o seu amigo, o Bispo James O'Connor.

Diante disso, o papa lhe respondeu: "Por que você não se torna missionaria?".

Tempos depois, quando visitou os estados de Dakota do Norte e Dakota do Sul, conheceu o chefe índio da tribo Sioux e iniciou uma ajuda continua nas missões com os índios americanos.

Depois, entrou no9 noviciado dos Irmãs da Misericórdia e, em 1891, fundou a ordem das Irmãs do Santíssimo Sacramento, que seria aprovada em Roma em 1913.

Em 1942, santa Catarina Drexel contava com um sistema de escolas católicas para índios americanos e negros em 13 estados e, por isso, sofreu perseguição.

Morreu em 3 de março de 1955 em Bensalem, Pensilvânia, depois de passar 20 anos de sua vida concentrada na oração e meditação.

Foi beatificada em 20 de novembro de 1988 por são João Paulo II e canonizada por ele em 1º de outubro de 2000. É considerada apóstola dos índios americanos e negros. Sua memória litúrgica é recordada hoje, 3 de março.

HISTÓRIA COMPLETA