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PEREGRINUS FIDEI

Assim como o povo hebreu peregrinou pelo deserto para chegar à terra prometida.
Hoje nós peregrinamos para chegar ao Céu.

Sincronizando mural...

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

LITURGIA DIÁRIA - PALAVRA QUE ALIMENTA

14 de Outubro de 2026

4ª feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Cor: Verde

Liturgia Diária

1ª LEITURA

Gl 5,18-25

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas
Irmãos, 18se sois conduzidos pelo Espírito, então não estais sob o jugo da Lei. 19São bem conhecidas as obras da carne: fornicação, libertinagem, devassidão, 20idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, 21invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a essas. Eu vos previno, como, aliás, já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. 22Porém, o fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, 23mansidão, continência. Contra essas coisas não existe Lei. 24Os que pertencem a Jesus Cristo crucificaram a carne com suas paixões e seus maus desejos. 25Se vivemos pelo Espírito, procedamos também segundo o Espírito, corretamente.

SALMO RESPONSORIAL

Sl 1

Senhor, quem vos seguir terá a luz da vida!
– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. – Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. – Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

2ª LEITURA

Não há segunda leitura hoje!

Não há segunda leitura hoje!

EVANGELHO

Lc 11,42-46

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, disse o Senhor: 42“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso sem deixar de lado aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”. 45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!” 46Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis e vós mesmos não tocais nessas cargas nem com um só dedo”.

BEATA ALEXANDRINA MARIA DA COSTA.

Fotografia original da Beata Alexandrina Maria da Costa, colorida por IA.
Festa Litúrgica dia 13 de outubro

HISTÓRIA
Alexandrina Maria da Costa nasceu em 30 de março de 1904, na freguesia de Balasar, concelho da Póvoa de Varzim, região do Porto, Portugal. Filha de António Augusto da Costa e de Maria Ana Vaz de Miranda, cresceu num lar simples, marcado pelo trabalho agrícola, pela fé recitada em família e pela devoção à Santíssima Virgem. Frequentou a escola apenas nos primeiros anos, mas recebeu, desde cedo, uma formação cristã sólida, feita de catecismo, oração e confiança na providência. Era de temperamento alegre, pronta a ajudar a mãe nos serviços da casa e do campo, e gostava de cantar e de conviver com as crianças vizinhas.

O acontecimento decisivo
Em 1918, quando contava catorze anos, um episódio dramático alterou para sempre o curso de sua vida. Enquanto costurava em casa com a irmã Deolinda e uma amiga, três indivíduos forçaram a entrada na residência. Para preservar a sua pureza, Alexandrina lançou-se pela janela, de uma altura aproximada de quatro metros. As lesões na coluna foram graves. Durante algum tempo ainda conseguiu movimentar-se com dificuldade, mas as dores eram intensas e persistentes. 

Em 1925, após anos de agravos e tratamentos infrutíferos, ficou completamente paralisada da cintura para baixo. A jovem, outrora ativa, viu-se confinada ao leito; ali, porém, pela graça, amadureceu uma vocação de inteira oblação a Cristo.

Entrega total a Cristo
Diante do sofrimento, não se entregou à amargura. Pelo contrário, discerniu na sua condição a chamada de Deus a uma vida de reparação. Ofereceu-se pela conversão dos pecadores, pela santificação dos sacerdotes e pela pureza dos costumes. 

Transformou o quarto em oratório: crucifixo, terço, pequena lâmpada acesa, e o silêncio que favorece a contemplação. A Missa, quando possível, era acompanhada com intensa união de espírito; a comunhão eucarística tornava-se o alimento da alma e a força para suportar as provações diárias.

Experiências místicas
A partir de 1938, Alexandrina passou a reviver, sobretudo às sextas-feiras, as dores da Paixão do Senhor. Eram padecimentos reais, acompanhados de grande exaustão, mas acolhidos com serenidade e reverência. Não buscava notoriedade nem prodígios: obedecia aos diretores espirituais e submetia-se à Igreja, entendendo tais graças como convite à penitência e intercessão por muitos.

Alimentada unicamente da Eucaristia
Entre 1942 e 1955, por treze anos e meio, não ingeriu outro alimento além da Sagrada Comunhão. Médicos e testemunhas acompanharam o fenômeno; não se encontrou explicação natural que justificasse a manutenção das forças vitais apenas com a Eucaristia. Este fato, longe de ser exibido, foi vivido como sinal do primado de Cristo na sua existência e como apelo para que os fiéis reconhecessem, com fé humilde, a presença real do Senhor no Sacramento do altar.

Direção espiritual e missão reparadora
Alexandrina foi dirigida, primeiro, pelo padre Mariano Pinho, da Companhia de Jesus, e, posteriormente, pelo padre Humberto Pasquale, salesiano. Ambos a conduziram com prudência e firmeza, pedindo-lhe obediência e discrição. Sob essa orientação, compreendeu mais profundamente a sua missão de "vítima de amor": reparar as ofensas feitas ao Coração de Jesus e implorar misericórdia pelos pecadores, sempre em união com o Imaculado Coração de Maria. Por intermédio de seus diretores, elevou ao Papa Pio XII súplicas pela consagração do mundo ao Imaculado Coração, ato que o Santo Padre realizou em 1942. Em tudo, Alexandrina guardou atitude filial para com a Igreja, que reconhece, discerne e autentica os dons extraordinários.

Últimos anos e falecimento
Nos derradeiros anos, as dores físicas intensificaram-se. Apesar disso, a doente conservava palavra de ânimo para quem a visitava. Repetia, com convicção: "Sou de Jesus; tudo por Ele." No dia 13 de outubro de 1955 - data associada, na memória dos fiéis, à última aparição de Nossa Senhora em Fátima (13 de outubro de 1917) - entregou serenamente a alma a Deus, com 51 anos de idade. Foi sepultada no cemitério paroquial e, mais tarde, transladada para a igreja de Balasar, onde a piedade popular se reuniu em oração e ação de graças.

Processo e beatificação
A fama de santidade difundiu-se rapidamente. Em 1967, iniciou-se o processo diocesano. 

No dia 12 de janeiro de 1996, o papa João Paulo II reconheceu as virtudes heroicas de Alexandrina, conferindo-lhe o título de Venerável. 

No dia 25 de abril de 2004, na Praça de São Pedro, o papa João Paulo II procedeu à sua beatificação, apresentando-a à Igreja como testemunha eminente do primado da Eucaristia, da reparação e da esperança cristã no sofrimento.

Mensagem espiritual
A vida da Beata Alexandrina concentra-se em três eixos, que iluminam a espiritualidade dos fiéis. O primeiro é a primazia da Eucaristia: viver de Cristo e para Cristo, reconhecendo no Sacramento o alimento que fortalece, consola e santifica; a sua inédia eucarística, cuidadosamente acompanhada, foi sinal pedagógico para um tempo tentado a negligenciar o culto devido ao Santíssimo. O segundo é a reparação e intercessão: oferecer, com amor, dores e limitações pela conversão dos pecadores e pelo incremento da santidade sacerdotal; Alexandrina ensina a unir a própria cruz à do Senhor, dando sentido redentor às provações. O terceiro é a consagração mariana: caminhar sob a guia do Imaculado Coração de Maria, Mãe dolorosa e medianeira solícita; a sua vida confirma o apelo mariano à penitência e à oração, tão caro à tradição portuguesa e às mensagens de Fátima.

Atualidade do testemunho
Num mundo que exalta a eficácia e despreza a fragilidade, Alexandrina ergue a bandeira do amor paciente. Ensina que a verdadeira fecundidade da Igreja brota do altar e da cruz; que a santidade não se mede por sucessos visíveis, mas pela fidelidade cotidiana; e que a vida escondida, oferecida em caridade reparadora, sustenta silenciosamente muitos. Em linguagem simples e firme, repete a todos: a dor, quando abraçada com Cristo, torna-se lugar de salvação.

ORAÇÃO A BEATA ALEXANDRINA MARIA DA COSTA
Senhor Jesus Cristo, que associaste a vossa serva Alexandrina à vossa Paixão e alimentastes com o pão vivo descido do céu, concedei-nos, por sua intercessão, amor ardente a Eucaristia, espírito de reparação e fidelidade à Santa Igreja. Fortalecei os doentes e atribulados, para que unam suas dores ao vosso sacrifício redentor. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

LITURGIA DIÁRIA - PALAVRA QUE ALIMENTA

13 de Outubro de 2026

3ª feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Cor: Verde

Liturgia Diária

1ª LEITURA

Gl 5,1-6

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas
Irmãos, 1é para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai, pois, firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão. 2Eis que eu, Paulo, vos digo que Cristo não será de nenhum proveito para vós se vos deixardes circuncidar. 3Mais uma vez, atesto a todo homem circuncidado que ele está obrigado a observar toda a Lei. 4Vós que procurais a vossa justificação na Lei rompestes com Cristo, decaístes da graça. 5Quanto a nós, que nos deixamos conduzir pelo Espírito, é da fé que aguardamos a justificação, objeto de nossa esperança. 6Com efeito, em Jesus Cristo, o que vale é a fé agindo pela caridade; observar ou não a circuncisão não tem valor algum.

SALMO RESPONSORIAL

Sl 118(119)

Senhor, que desça sobre mim a vossa graça!
– Senhor, que desça sobre mim a vossa graça e a vossa salvação que prometestes! – Não retireis vossa verdade de meus lábios, pois eu confio em vossos justos julgamentos! – Cumprirei constantemente a vossa lei; para sempre, eternamente a cumprirei! – É amplo e agradável meu caminho, porque busco e pesquiso as vossas ordens. – Muito me alegro com os vossos mandamentos, que eu amo, amo tanto, mais que tudo! – Elevarei as minhas mãos para louvar-vos e com prazer meditarei vossa vontade.

2ª LEITURA

Não há segunda leitura hoje!

Não há segunda leitura hoje!

EVANGELHO

Lc 11,37-41

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, 37enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39O Senhor disse ao fariseu: “Vós, fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41Antes, dai esmola do que vós possuís, e tudo ficará puro para vós”.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

DIA DAS CRIANÇAS: CINCO PEQUENOS BRASILEIROS QUE SÃO MODELO DE SANTIDADE.

"O Brasil precisa de santos, de muitos santos", disse o papa são João Pailo II, em 1991, durante a beatificação de madre Paulina, hoje santa Paulina do coração Agonizante de Jesus. Atualmente, no país, há várias pessoas que são modelos de santidade. Entre eles estão algumas crinças que inclusive entregaram sua vida por amor a Deus. Hoje, ao celebrar no Brasil o Dia das Crianças, apresentamos cinco desses pequenos brasileiros.

1. Beata Albertina Berknbrock

Albertina Berkenbrock martirizada aos 12 anos por defender a sua virgindade. Nasceu em 11 de abril de 1919, em Imaruí (SC). Filha de agricultores, recebeu desde cedo uma formação católica. Costumava dizer que o dia de sua primeira comunhão foi o mais belo de sua vida; Confessava-se com frequência e sempre participava da Missa. Também cultivou especial devoção a Nossa Senhora.

Em 15 de junho de 1931, Albertina obedeceu a um pedido de seu pai e foi procurar um animal que estava perdido. No caminho, encontrou seu malfeitor, apelidado de "Maneco Palhoça". Perguntou se ele sabia onde estava o animal que procurava e o homem lhe indicou uma pista falsa, enviando a menina para o local onde tentou violentá-la. Albertina resistiu. Sem conseguir derrotá-la, Maneco degolou Albertina com um canivete.

Em seguida, o homem escondeu o canivete e foi avisar à família da menina que ela tinha sido assassinada. Maneco acusou um outro homem, chamado João Cândido, que chegou a ser preso. Segundo relatos, Maneco não parava de ir e vir na sala do velório e, ao aproximar-se do caixão, a ferida do pescoço de Albertina começou a sangrar novamente. Então, o prefeito da cidade mandou soltar João Cândido e, com ele, pegou um crucifixo na capela. A cruz foi colocada sobre o peito de Albertina, João se ajoelhou e, com as mãos no crucifixo, jurou ser inocente. Naquele momento a ferida teria parado de sangrar. Após ser preso, Maneco confessou o crime e deixou claro que Albertina não cedeu à sua intenção de manter relações sexuais com ela porque não quer pecar.

Albertina Berkenbrock foi proclamada Bem-Aventurada em 20 de outubro de 2007 pelo papa Bento XVI.

2. Beato Adílio Daronch

O beato Adílio Daronch também foi um mártir da fé. Nasceu em 25 de outubro de 1908, perto de Dona Francisca, na zona de Cacheira do Sul (RS). Seus pais Pedro Daronch e Judite Segabinazzi, tinham oito filhos. A família se mudou para Passo Fundo (RS) em 1911 e, em 1913, para Nonoai (RS). O menino fazia parte do grupo de adolescente que acompanhavam padre Manuel Gómez González em suas viagens pastorais, ajudando-o como coroinha.

Certa vez, o bispo de Santa Maria (RS), dom Ático Eusébio da Rocha, pediu que padre Manuel fosse visitar um grupo de colonos instalados na floresta de Três Passos (RS), viagem que o sacerdote realizou na companhia do jovem Adílio. Nesta época, o Rio Grande do Sul vivia a Revolução de 1923, a disputa aramada entre partidários do então presidente do Rio Grande do Sul, Borges de Medeiros, conhecidos como Ximangos, e os revolucionários aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil, chamados de Maragatos. Mesmo assim, padre Manuel não deixava de pregar e ensinar os valores cristãos.

Durante a viagem, padre Manuel e o coroinha Adílio pararam em Palmeiras (RS), onde o sacerdote administrou os sacramentos exortou os revolucionários ao dever da paz. Os revolucionários, porém, não gostaram das palavras do sacerdote nem do fato de ter dado sepultura cristã às vítimas dos bandos locais. Apesar dos riscos, padre Manuel seguiu a viagem. Adílio decidiu continuar o acompanhamento, embora soubesse das ameaças sofridas pelo sacerdote.

Os dois caíram em uma emboscada e foram levados para uma zona de floresta, onde foram amarrados em duas árvores e fuzilados, morrendo por ódio à fé e à Igreja Católica, em 21 de maio de 1924. Adílio tinha apenas 15 anos. Os dois foram beatificados em 21 de outubro de 2007. 

3. Venerável Nelsinho Santana

O venerável Nelson Santana, conhecido como Nelsinho, foi um menino brasileiro que teve seu braço amputado e sofreu muitas dores, mas suportou tudo por Jesus. Em um hospital, previu que morreria na noite da véspera de Natal.

Nelsinho nasceu em Ibitinga (SP), em 31 de julho de 1955, sendo o terceiro dos oito filhos do casal João Joaquim Santana e Ocrécia Santana. Certo dia, aos 7 anos, enquanto brincava na fazenda onde vivia com sua família, machucou gravemente o braços e precisou ser levado à Santa Casa de Misericórdia de Araraquara (SP). No hospital, conheceu irmã Genarina, que lhe propôs que aproveitasse o tempo que passaria internado para fazer uma boa catequese, algo que logo aceitou.

Tempos depois, recebeu alta hospitalar e retornou para casa de seus pais. Mas, por causa de fortes dores no braço, precisou ser internado novamente. Desta vez, o médico avisou que não havia outra solução a não ser amputar o braço da criança. Quando irmã Genarina foi contar para o menino que precisaria amputar o braço, disse-lhe que Jesus ia lhe pedir "bem mais do que sua dor". Para a surpresa da religiosa, o menino respondeu: "Mesmo que seja meu braço por inteiro, Jesus pode levar, pois que tudo o que é meu também é Dele".

Em 1964, o missionário redentorista Gerhard Rudolfo Anderer chegou a Araraquara para um curso dos novos padres e conheceu Nelsinho durante uma visita ao hospital. O menino lhe contou que estava ali há oito meses e que gostaria de comungar todos os dias. Padre Gerhard, então, se comprometeu a levar Jesus Eucarístico diariamente para Nelsinho.

Quando chegou o período do retiro dos redentoristas, padre Gerhard foi avisar a Nelsinho que ficaria fora por um tempo e o menino lhe revelou que gostaria de passar o Natal do Céu, se Jesus também quisesse. Como o Natal ainda estava longe, afirmou que assim teria mais tempo para se preparar.

Na véspera de Natal, padre Gerhard foi escalado para auxiliar na celebração na cidade de Fernando Prestes (SP). Antes de viajar, foi dar a comunhão a Nelsinho e o menino lhe disse que naquela noite Jesus o levaria para o céu. Disse ainda com o padre: "Todos os dias, na hora da Santa Missa, após a Consagração, quando o padre levantar Jesus na Hóstia, diga com poucas palavras a Ele o que quer, pois eu estarei bem atendo ao lado dele para insistir, com confiança, puxando Sua manga, dizendo: "Jesus atende o padre, atende toda esta gente".

Depois desse que seria o último encontro entre os dois, padre Gerhard foi para Fernando Prestes, onde presidiu a missa às 19 horas, mesma hora em que Nelsinho morreu, em 24 de dezembro de 1964. O papa Francisco reonheceu as virtudes heroicas de Nelsinho Santana em 2019.

4. Beata Benigna Cardoso da Silva

Benigna Cardoso da Silva, também conhecida como a "horoína da castidade", foi beatificada no dia 24 de outubro de 2022, após ter o seu martírio reconhecido pelo papa Francisco em 2019. Foi assassinada aos 13 anos, defendendo a sua virgindade.

A beata Benigna nasceu em 15 de outubro de 1928, em Santana do Cariri (CE). Era muito religiosa e temente a Deus. A menina era assediada por um colega de escola, mas rejeitou as propostas dele. Então, em uma tarde de sexta-feira, Raul Alves, sabendo que a menina costumava buscar água perto de casa, escondeu-se atrás do mato e a abordou, tentando abusar dela. Como Benigna resistiu e dizia "não" com veemência, o rapaz a golpeou com um facão e a matou.

Na época do assassinato, padre Cristiano Coelho Rodrigues, que foi mentor espiritual da menina, escreveu a seguinte nota ao lado do seu registro de batismo: "Morreu martirizada, às 4 horas da tarde, no dia 24 de outubro de 1941, no sitio Oiti. Heroína da Castidade, que sua santa alma converta a freguesia e sirva de proteção às crianças e às famílias da Paróquia. São os votos que faço à nossa santinha".

5. Venerável Odetinha

Odette Vidal de Oliveira nasceu do Rio de Janeiro (RJ), em 18 de fevereiro de 1931. Seu pai morreu de tuberculose antes que ela nascesses e sua mãe, Alice, se casou novamente com o rico Francisco Oliveira, que adotou a pequena e a educou na fé católica.

A menina ficou conhecida pelo seu amor à Eucarístia e pela caridade, sendo um testemunho de fé, simplicidade e humildade. Recebeu sua primeira comunhão em 15 de agosto de 1937, no Colégio São Marcelo, da Paróquia Imaculada Conceição, em Botafogo. Desde então, ao receber a comunhão, dizia: "Oh meu Jesus, vinde agora ao meu coração!" Seu confessor atestou sua fé viva, confiança inabalável, intenso amo a Deus e ao próximo.

Dedicada à caridade com os que mais precisavam, gostava de ajudar sua mãe, que fazia uma feijoada aos sábados  para os pobres. A menina, então, colocava seu avental e servia a todos alegremente. Rezava o terço diariamente, revelando sua total confiança em Nossa Senhora. Também se queixava pelo fato de São José, que tanto trabalhou e sofreu por Jesus a Nossa Senhora, ser tão pouco honrado.

Nos últimos quarenta e nove dias de sua vida sofreu dolorosa enfermidade, paratifo, suportada com paciência cristã. Dizia: "Eu vos ofereço, ó meu Jesus, todos os meus sofrimentos pelas missões e pelas crianças pobres". Em 25 de novembro de 1939, recebeu a Sagrada Comunhão de manhã e, em ação de graças, disse: "Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo". Pouco depois, a menina morreu.

Seu processo de beatificação teve início em 2013. No início de 2015 foi encaminhada à Santa Sé a documentação reunida pelo Tribunal Eclesiástico da arquidiocese do Rio, que recebeu parecer favorável pela Congregação da Causa dos Santos, em 2016. Suas virtudes pela congregação da Causa dos Santos, em 2016. suas virtudes heroicas foram reconhecidas pela Santa Sé em novembro de 2021.                                                                                                   

SANTO DE HOJE - 12 DE OUTUBRO

NOSSA SENHORA APARECIDA 
PADROEIRA DO BRASIL 

"Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida!". 

Esses versos são cantados em todo o Brasil em honra à padroeira do país, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, cuja solenidade a Igreja celebra hoje (12/10).

A imagem de Aparecida foi encontrada em 1717. Na época, com a notícia da passagem do Conde de Assumar pela Vila de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram para pescar no Rio Paraíba.

Após muitas tentativas sem êxito, foram até o porto de Itaguaçu. João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançando novamente as redes, pegou a cabeça que faltava da imagem. E o que se seguiu foi uma abundante para os três humildes pescadores.

A imagem, feita de terracota, possui uma cor escura, enegrecida, devido ao material com o qual é feita e por ter ficado por um tempo perdido do rio.

A família de Felipe Pedroso ficou com a imagem e levou-a para sua casa. Em um oratório construído no local, as pessoas da vizinhança vinham rezar à Virgem. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante a imagem. Assim, a devoção se espalhou por todo o Brasil.

Com o tempo, a casa já se fazia pequena para o grande volume de fiéis que vinham rezar e, por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas, o número de fiéis aumentava, e em 1834 foi iniciada a construção de uma Igreja maior, a atual Basílica Velha.

Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada solenemente pelo então bispo de São Paulo, dom José Camargo Barros. No dia 29 de abril de 1908, a Igreja recebeu o título de Basílica Menor. E, em 1929, o papa Pio XI proclamou nossa Senhora Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial.

Com o aumento da devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a primeira Basílica já não dava conta do fluxo de romeiro. Foi necessário, então, construir uma maior, que começou a ser erguida em 11 de novembro de 1955.

Em 1980, ainda em construção, a Basílica Nova foi consagrada pelo papa João Paulo II e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional, o "maior Santuário Mariano do mundo".

A festa da padroeira do Brasil já foi celebrada em diversas datas: dia da Imaculada Conceição (8/12), 5° domingo após a Páscoa, 1° domingo de maio (mês de Maria) e 7 de setembro (Dia da Pátria).

Foi durante a sua Assembleia Geral de 1953 que a CNBB determinou que a festa fosse celebrada definitivamente no dia 12 de outubro, por associação com a data de descobrimento da América, pela comemoração do Dia da Criança e por ser outubro o mês do encontro da Imagem, no rio Paraíba do Sul, em 1717.

Em 2013, ao visitar o Santuário Nacional de Aparecida, em sua viagem ao Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, o papa Francisco recordou a história da padroeira do país e questionou: "Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma mãe?".

LITURGIA DIÁRIA - PALAVRA QUE ALIMENTA

12 de Outubro de 2026

Bem-Aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, Solenidade

Cor: Branco

Liturgia Diária

1ª LEITURA

Est 5, 1b-2; 7, 2b-3

Leitura do Livro de Ester
Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7, 2bEntão, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida — eis o meu pedido! — e a vida do meu povo — eis o meu desejo!”

SALMO RESPONSORIAL

Sl 44

Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!
— Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! — O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro. — Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”

2ª LEITURA

Ap 12, 1. 5. 13a. 15-16a

Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 13aQuando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 15A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16aA terra, porém, veio em socorro da mulher.

EVANGELHO

Jo 2, 1-11

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

domingo, 11 de outubro de 2026

NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA - NONO DIA


- Pelo Sinal da Santa Cruz...
- Em nome do Pai do Filho...
- Creio em Deus Pai todos poderoso...

ORAÇÃO INICIAL 
Virgem puríssima, concebida sem pecado, e desde aquele primeiro instante toda bela e sem mancha, gloriosa Maria, cheia de graça, Mãe de Meu Deus, Rainha dos anjos e dos homens: eu vos saúdo humildemente como Mãe do meu Salvador, que com aquela estima, respeito e submissão, com que vos tratava, me ensinou quais sejam as honras e a veneração que eu devo prestar-vos; dignai-vos,eu vôlo rogo, de receber as que nesta Novena vos consagro. Vós sois o seguro asilo dos pecadores penitentes, e assim tenho razão para recorrer a vós; sois Mãe de misericórdia, e por este título não podeis deixar de enternecer-vos à vista das minha misérias; sois depois de Jesus Cristo toda a minha esperança, e por estas razão não podereis deixar de reconhecer a terna confiança que tenho em vós; fazei-me digno de chamar-me vosso filho, para que possa confiadamente dizer-vos: mostrai que sois nossa Mãe!

(Fazer os pedidos)

Ó viva luz de santidade e exemplo de pureza, Virgem e Mãe, Maria Santíssima, vós, apenas concebida, adorastes profundamente a Deus e lhe destes graças, porque, por meio de vós, levantada a antiga maldição, desceu uma grande bênção sobre os filhos de Adão.

Ah! Senhora, fazei que esta bênção acenda no meu coração um grande amor para com Deus; inflamai-o, para que, constantemente ame o mesmo Senhor, e depois goze eternamente no Paraíso,onde possa dar-lhe as mais vivas graças pelos singulares privilégios a vós concedidos e possa também ver-vos coroada de tamanha vitória.

- Pai Nosso que estás nos céus...
- 3 Ave Marias Cheia de graças...
- Glória ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo...

ORAÇÃO FINAL
• A Vossa Imaculada Conceição, ó Virgem Mãe de Deus.
- Anunciou a alegria ao mundo inteiro.

Ó Maria Santíssima, que em vossa imagem milagrosa de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil.
Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossas misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos; acolhei-nos debaixo de vossa proteção; socorrei-nos em todas as nossas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de nossa morte. Abençoai-nos, ó Mãe celestial, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-nos em nossas fraquezas, a fim de que, servido-vos fielmente nesta vida, possamos louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade.

Ó Senhora da Conceição Aparecida, mostrai que sois a padroeira da nossa pátria e a mãe querida do povo brasileiro! Abençoa, defendei, salvai o vosso querido Brasil. Amém.

• Ó Maria Concebida Sem Pecado
- Rogai por nós que recorremos a Vós.
• Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
- Rogai por nós.
• Bendita seja a Santa e Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Mãe de Deus, por todos os séculos dos séculos.
- Amém
• Senhora Aparecida, guiai a nossa sorte.
- Ó doce Mãe querida, na vida e na morte. 
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