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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
QUAL O SIGNIFICADO DA QUARESMA?
A Igreja possui uma longa tradição pedagógica e, a cada ano, convida-nos a imitar Nosso Senhor. Como lemos nos Evangelhos, Cristo retirou-se para o deserto, onde viveu quarenta dias de jejum e, ao ser tentado, santificou a nossa Quaresma. Mas o que isso significa, afinal? Qual é o seu sentido concreto na realidade da nossa vida?
De
fato, a nossa existência assemelha-se à caminhada do povo de Israel pelo
deserto. Depois de sair do Egito, que simboliza o pecado e a escravidão, o povo
atravessa o Mar Vermelho, figura das águas do Batismo. Contudo, antes de
alcançar a Terra Prometida — imagem do céu ou da santidade — é preciso passar
pelos “quarenta anos no deserto”, tempo de purificação. Nesse caminho, os
“rebeldes” que existem em nós, como as paixões desordenadas, as más influências
e as tentações externas, precisam ser vencidos para que possamos alcançar a
renovação interior e a verdadeira liberdade.
Esse
itinerário configura, portanto, um verdadeiro deserto, isto é, uma luta
exigente. Como afirma o livro de Jó: “A vida do homem na terra é um combate”
(Jó 7,1). Assim, a Quaresma nos faz viver a dinâmica de um exercício
concentrado, quase como uma escola, que nos ensina de forma intensa aquilo que
somos chamados a praticar ao longo de toda a vida.
A
Igreja, por assim dizer, oferece-nos todos os anos um “curso intensivo” de
quarenta dias para nos ajudar a retomar o essencial da nossa missão: aprender a
amar Jesus. No entanto, somos constantemente puxados pelo egoísmo, seja pelas
paixões desordenadas, pelo espírito do mundo ou pela ação de Satanás. Essa luta
contra o egoísmo é simbolizada pelos quarenta dias de Jesus no deserto, antes
de iniciar seu ministério e anunciar o Evangelho. Nesse período, Ele viveu de
forma condensada aquilo que o povo de Deus experimentou nos quarenta anos no
deserto, marcados por tentações e provações. O simbolismo é belíssimo e, mais
ainda, revela uma verdade profunda: ao vencer Satanás no deserto, Jesus
conquistava a vitória também para nós.
A
vida humana é, portanto, um combate contra o inimigo de nossas almas. E, assim
como os soldados se preparam para a guerra, nós também iniciamos todos os anos
um exercício espiritual. Por isso, o inimigo procura nos convencer de que a
Quaresma não é necessária, insinuando que Deus, sendo o Deus da vida, não
deseja sacrifícios, mas apenas aquilo que nos agrada. É preciso resistir a essa
tentação e compreender a Quaresma como um autêntico treino de combate
espiritual.
Por
essa razão, a Igreja, em sua sabedoria, oferece-nos sacramentais, como as
cinzas recebidas anualmente na Quarta-feira de Cinzas. Elas simbolizam uma
espécie de declaração de guerra aos inimigos da alma e a súplica da graça
divina para enfrentá-los. Ao usar com devoção esse sacramental, bem como o
crucifixo e a água benta, participamos ativamente dessa batalha espiritual,
permitindo que o egoísmo enfraqueça e que a graça de Deus atue cada vez mais em
nossas vidas, para que possamos amar e servir melhor a Nosso Senhor.
SÉRIE SANTOS CASADOS,
SANTA LUDMILA e BORIVAR DA BOÊMIA
Nas figuras de Ludmila e Borivar, estamos diante de uma esposa e de um marido pagãos que encontraram juntos seu caminho para a fé, foram batizados em uma única cerimônia por Metódio, o apóstolo dos eslavos, e (ao que parece) viveram uma exemplar vida cristã. Graças a eles, a Boêmia rejeitou o paganismo e se uniu ao Ocidente cristão.
Há uma lenda, certamente com base histórica, que conta a conversão de Santa Ludmila e seu casamento com Borivar de Melník. No condado da linhagem nobre de que Ludmila descendia, foi erguida uma estátua de Baba, deusa pagã do clima, e em determinadas épocas do ano as pessoas se reuniam ali. Certa vez, num desses momento, apareceu o eremita critão Ivan. Numa linguagem inflamada, condenou as adoração de ídolos e louvou a fé católica. Enquanto falava, Ivan foi até a estátua da deusa pagã e as destruiu diante dos olhos de todos. Muda e horrorizada, a multidão aguardava a vingança dos deuses. No entanto, o eremita voltou imperturbável para o bosque de onde saíra. Ludmila, que havia testemunhado tudo ao lado da multidão, ficou profundamente abalada.Pela primeira vez, a fagulha da fé crsitã começou a brilhar em sua alma. Ela seguiu o eremita até o seu abrigo e tornou-se sua pupila. Certo dia, enquanto estava ali, repentidamente notou o duque Borivar, da dinastia Premislida, que estava a caçar. Ele ficou encantado com a beleza de Ludmila e imediatamente a pediu em casamento. Ela exigiu, entretanto, que o duque se convertesse ao cristianismo com ela e seguisse o seu exemplo. Borivar concordou com essa condição, e os dois foram batizados e unidos em matrimônio por Metódio, na igreja de Velehrad. Logo, a maioria dos cidadãos da Boêmias seguiu o exemplo de seu duque, agora cristão, e de sua duquesa, professanto a fé em Cristo.
Diz-se que o casamento do duque e da duquesa foi abençoada com três filhos e três filhas, eo casal (especialmente Ludmila) deu grande importância à educação cristã em seu palácio em Praga, o que se testemunha claramente em seu neto, São Venceslau. Junto com o duque Borivar, Ludmila construiu várias igrejas. Além disso, foi sempre muito generosa com os necessitados e ganhou o honroso título de "Mãe dos pobres".
Por volta do ano de 894, depois da morte precose do duque Boriva e de seus sucessores, Spytihnev e Vratislau I, a nora de Ludmila. Draomira, assumiu como regente do ducado da Boêmia. Ela ainda era pagã, e por isso o duque instruirá sua esposa a garantir que Venceslau, seu nero mais velho, recebessse uam educação cristã. Mulher virtuosa que era, Ludmila seguiu essa recordação com sucesso. Sua influência despertou no jovem príncipe o início de uma profunda piedade cristã, graças à qual ela mais tarde se tornaria santo. Entretanto, Draomira, que ainda venerava seus antigos ídolos, nutria um ódio maligno pela sogra, devido ao fato de ela ter disseminado o cristianismo naquela região. Draomira conseguiu arrabanhar parte da nobreza à sua causa, tanto que, conforme relata a tradição, dois nobres boêmios dispuseram-se a acuar Ludmila em sua propriedade em Tetin, no dia 15 de setembro de 921, e estrangulá-la com seu próprio véu. O corpo de Ludmila foi enterrado em Tetin, sob as ordens de Vencelau, foi transferida a Praga, à Igreja de São Jorge.
APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.
QUARTA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
Atendendo ao pedido feito pela Senhora, Bernadette voltou à gruta. Nesse dia, inspirada pelo exemplo das pessoas que a tinham acompanhado na véspera, pela primeira vez ela levou uma vela acesa.
19 de fevereiro de 1858
- Há 168 anos
E continuou a fazer isso nos dias seguintes.
Isso deu origem à tradição de levar velas e acendê-las em frente à gruta, seguida até hoje pelos peregrinos em Loudes e uma das características marcantes do Santurário.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026.
Com a Quarta-feira de Cinzas a Igreja inicia o tempo quaresmal. No Brasil a Igreja inicia a Campanha da Fraternidade, uma iniciativa anual que convida os fiéis e reflexão, à conversão e à prática da solidariedade.
A Campanha da Fraternidade 2026 versará sobre a Moradia e o seu Lema será: "ELE VEIO MORAR ENTRE NÓS" (Jo, 1,14). O tema e o lema condizem muito com a nossa realidade devido à objetividade de toda a população ter uma moradia Digna. É dever próprio do Estado dar as condições complíticas públicas para que as pessoas tenha acesso à moradia e a Igreja colabora nesta missão possibilitando vida nova em Jesus Cristo, porque Ele se encarnou em nossa realidade.
A especificação do Objetivo Geral
A campanha da Fraternidade 2026 (CF) possui como objetivo geral a necessidade de promover tendo como base a Boa-Nova do Reino de Deus e hum espírito de conversão quaresmal, a moradia digna não só como prioridade, mas como direito, em unidade com os demais bens e serviços essenciais a toda a população. A ação da CF é dada na vida da sociedade e também na vida eclesial, possibilitando a evangelização, a Boa-Nova para analtecer o REino de Deus pela vida das pessaso com uma moradia condizente, digna.
A oração da Campanha da Fraternidade 2026
Ela merece uma consideração a ser aprofundada, porque a nossa vida de cristãos e de cristãs tem com base a oração em vista de uam ação caritativa. Ela dirige-se a Deus Pai que enviou o seu Filho, Jesus Cristo porque ele veio morar entre nós, ensinando-nos o valor da dignidade humana. Há um agradecimento a Deus por muitas pessoas e grupos na comunidade e na sociedade que sob o impulso do Espírito Santo estão empenhadas em prol da moradia digna para todas as pessoas. A oração impulsiona a um pedido de terra, teto e trabalho para todas as pessoas para que um dia tenhamos com o a graça da unidade com Deus, habitar na casa do Céu, amém.
O surgimento da Campanha da Fraternidade 2026
O texto-base apresenta um relato no surgimento da Campanha da Fraternidade em 1962. Ela surgiu em Nísia Floresta, Rio Grande do Norte, por iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, como Bispo auxiliar de Natal e sendo responsável na época pelo Secretariado Nacional da ação Social, e tendo como colaboradores os sacerdotes Edmundo Nelson Leising, Hilário Pandolfo e Alfred Sheneider. Foi toda uma organização pastoral e comunitária que possibilitou a Campanha da Fraternidade, a adesão de outras dioceses em 1964 havia a primeira Campanha da Fraternidade com a devida coleta em vista da evangelização.
A metodologia do texto-base
Ela segue a metodologia percebida há décadas nos documentos eclesiais a partir do ver a realidade da moradia no Brasil: o iluminar. Ele veio morar entre nós (Jo 1,14); o agir: a construção de casas e nelas habitarão. O fato é que a moradia é uma mercadoria muito importante para as pessoas, porque ninguém vive sem moradia. Pensemos nas milhares de pessoas em situação de rua, onde não tem um lar para viver. A realidade é que uma boa parte da população brasileira não tem renda suficiente para obter um financiamento e logo comprar uma moradia no mercado imobiliário privado e não tendo também políticas públicasd da habitação. Para a superação desta constatação será preciso um bom trabalho comunitário, social, em vista de moradia adequada ou digna para todas as pessoas;
Ele veio morar entre nós (Jo 1,14).
Este é o lema que norteará toda Companha da Fraternidade 2026 e ao longo do ano. Jesus assumiu a realidade humana, igual a nós em tudo menos o pecado. Ele também necessitou de um lar, de uma moradia para crescer como pessoa humana e como Filho de Deus na terra. Desta forma percebemos nós a importãncia de uma moradia para o crescimento humano, relacional entre pessoas, pais, avós, filhos e filhas, parentes para uma boa convivência em vista do crescimento do Reino de Deus aqui, agora e um dia na eternidade.
A fomentação da moradia digna.
A Igreja estimulará a fomentação de construção de moradias dignas para as pessoas mais necessitadas. Esta missão é parte de políticas públicas dos governos, que estão em nossa frente. Um dos objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2026 é justamente o empenho para efetivar leis e viabilizar políticas púplicas de moradia nas esferas sociais e políticas.
O tempo da quaresma convida-nos a conversão pessoal, comunitária, sociel e com Deus. Nós assumamos bem a Quaresma em preparação à Páscoa do Senhor e à Campanha da Fraternidade 2026 possibilitando uma vida conforme o Evangelho do Senhor, de ajuda e amor às pessoas que passam por dificuldades em ter moradia digna.
SIGNIFICADO E ORIGEM DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS.
A quaresma começa na quarta-feira de cinzas, quando acontece o rito da imposição das cinzas. Mas qual é o significado e a origem das cinzas usadas neste tempo litúrgico.
Bento XVI disse durante uma audiência geral que a cinza é um sinal que convida os cristãos à penitência e a intensificar o compromisso de conversão para seguir cada vez mais o Senhor.
Segundo Antonio Lobera y Abio, padre do século XIX e autor do livro "O porquê de todas as cerimônias da Igreja e seus mistérios", esta penitência deve vir acompanhada de arrependimento e dor por ter ofendido a Deus.
O artigo 125 do Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia diz que o rito da imposição das cinzas, longe de ser "um gesto puramente exterior, a Igreja conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal".
As cinzas também simbolizam a mortalidade dos homens. Isso se reflete claramente quando o padre impõe cinzas na testa do fiéis enquanto diz "lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar.
No Antigo Testasmento, as cinzas são usadas pera expressar luto: "Filha de meu povo, veste-te de saco, revolve-te no pó, lamenta-te como por um filho único; uma lamentação amarga, porque, de repente, chega sobre nós o devastador". (Jeremias 6,26), desejo de obter algum favor de Deus: "E voltei minha face para o Senhor Deus, implorando-o em oração e súplicas. no jejum, no cilício e na cinza. (Daniel 9,3) e arrependimento "Todos os homens de Israel, as mulheres e as crianças que habitavam em Jerusalém prostraram-se diante do santuário, cobriram suas cabeças de cinzas e estenderam as mãos diate do Senhor". (Judite 4,11).
A Enciclopédia Católica diz que durante a Quinta-feira Santa os primeiros cristãos colcoavam cinzas sobre a cabeça e um "hábito penitencial", como símbolo de penitência pública.
Embora a quaresma tenha adquirido um caráter totalmente penitencial no século IV que o rito da imposição de cinzas na Quarta-feira de Cinzas foi implementado.
O rito da imposição das cinzas rapidamente espalhou pela Igreja Católica e tornou-ser uma parte importante da Quaresma.
O QUE FAZER DEPOIS DE RECEBER AS CINZAS?
Um primeiro ponto é que não há indicação do que a pessoa deve dizer ou fazer, portanto, é um momento para meditar em silêncio sobre o que foi ouvido após a imposição das cinzas.
O padre argentino Mauro Carlorosi, do Oratório de São Felipe Neri, especialista no tema da Divina Misericórdia, disse que não haja um tempo mínimo" estabelecido para o uso das cinzas na testa ou na cabeça, elas podem servir como um testemunho.
O sacerdote disse que as cinzas "são muito úteis como testemunho de que a pessoa é cristã e esta vivendo a Quaresma".
"Não se deve ter medo de dar testemunho onde quer que se esteja", destacou.
"Mas é claro que as cinzas em sua cabeça nesse dia não o impedem de cumprir se dever. Se tiver que se lavar ou se molhar, pode fazê-lo, mas não deve tirá-las por covardia por usar um sinal externo", acrescentou.
Para o padre Carlorosi, "nestes tempos, precisamos saber como exteriorizar nossa fé, especialmente os leigos. Assim como usamos alianças de casamento em nossas mãos ou fazemos o sinal da cruz em frente às igrejas, podemos usar cinzas com coragem para dar testemunha de Cristo".
"Se as cinzas caírem sozinhas ou se alguém se lavar, então que seja devido à perda no uso natural desse sinal", recomendou o padre.
"E se houver uma mancha feia na testa, que se deteriora com o passar do dia, não há problema em removê-la para que não pareça sujeira. Então, não haveria problema em se lavar", concluiu.
Por: Walter Sánchez Silva.
APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES
3ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
18 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
"Ela só me falou na terceira vez. Foi na quinta-feira seguinte: Fui ali com algumas pessoas importantes, que me aconselharam a pegar papel e tinta e lhe pedisse que, se tinha algo a me dizer, que tivesse a bondade de colocá-lo por escrito".
"Tendo chegado lá, comecei a recitar o terço. Após ter rezado a primeira dezena, vi a mesma Dama. Transmitir esse pedido à Senhora. Ela se pôs a sorrir, e me disse que aquilo que tinha para me dizer, não era necessário escrevê-lo.
O SIGNIFICADO E A ORIGEM DAS CINZAS E DA QUARESMA.
Hoje (quarta-feira 18/2) a Igreja celebrará a QUARTA-FEIRA DE CINZAS e o inicio da quaresma, um período marcado por celebrações e práticas específicas de preparação para a Páscoa.
Nesse post vamos mostrar informações fundamentais para entender a importância da quarta-feira de cinzas e, assim viver adequadamente esse tempo litúrgico de preparação par a Páscoa.
1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?
É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama o fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa. Este ano será celebrada no dia 18 de fevereiro.
A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano No final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.
2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?
A tradição de impor as cinzas remonta à Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas sobre a cabeça e se apresentavam diante da comunidade com um "hábito penitencial" para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.
A quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.
3. Por que se impõe as cinzas?
A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:
"O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoas a conversão e ao esforço do renovação pascal".
4. O que as cinzas simbolizam e o que recordam?
A palavra cinza, que provém do latim "cinis", representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.
A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra" (Gn 2,7); "até que te tornes à terra: porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó ter tornarás (Gn 3,19).
5. Onde podemos conseguir as cinzas?
Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Antes de queimá-los, asperge-se água benta e incensam-se os ramos.
6. Como se impõe as cinzas?
Este ato acontece durante a missa, depois da homilia, hoje é permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em foram de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: "Lembra-te de que és pós e ao pó voltarás" ou "Convertei-vos e crede no Evangelho".
Depois de receber as cinzas, o fiel deverá retirar-se em silêncio, meditando na frase proferida.
7. O que devem fazer quando não há sacerdote?
Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.
É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.
8. Quem pode receber as cinzas?
Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), "sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela".
9. A imposição das cinzas é obrigatória.
A quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.
10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?
Quando tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.
11. O jejum e a abstinência são necessários?
O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição "principal" uma vez durante o dia.
A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. Às sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.
SANTO DO DIA - 18 DE FEVEREIRO
SÃO SIMEÃO BISPO E MÁRTIR
No século I, São Simeão serviu como o segundo Bispo de Jerusalém. Além diss, foi parente de Jesus Cristo, segundo descrevem os Evangelhos de São Mateus (13,55) e São Marcos (6,3).
No livro ('História Eclesiástica' de Eusébio de Cesareia (Pai da história da Igreja), este santo é descrito como primo do Senhor (segundo a carne) por ser filho de Cléofas, o irmão de São José.
Do mesmo modo, a mãe de Simeão é mencionada pelo escritor Hegesipo como concunhada da Virgem Maria. No evangelho de São João e da São Mateus é mencionada uma "irmã" da Mãe de Deus, que viria a ser Maria, esposa de Cléofas (pai de Simeão).
Depois do martírio pelos judeus do primeiro Bispo de Jerusalém, São Tiago o Justo, e a imediata tomada da cidade, a tradição conta que os apóstolos e discípulos do Senhor, que ainda permaneciam vivos, se reuniram e deliberaram que Simeão seria noemado seu sucessor.
Como descreve Eusébio de Cesareia, na época do imperador Trajano, ressurgiu nas cidades e outros lugares da Palestina uma nova perseguição contra os cristãos por causa das revoltas do povo.
Foi então que o Bispo de Jerusalém, Simeão, foi denunciado como cristão e descendente de Davi, sendo sentenciado à morte pelo governador romano Ático. Foi torturado e crucificado aos 120 anos.
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