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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

SANTO DO DIA - 16 DE FEVEREIRO.


Hoje (16/2), a Igreja celebra santo Onésimo, que foi um escravo fugitivo que e tornou bispo de Éfeso e que morreu mártir ao ser apedrejado em Roma. Seu nome vem do grego e significa "proveitoso". 

Segundo o Martirológico Romano, Onésimo "foi acolhido por são Paulo de Tarso e concebido como filho na fé". Isto ocorreu quando fugia da justiça depois de ter roubado seu amo Filêmon, um cristão fico e líder da Igreja de Colossos (território da atual Turquia).

Foi quando Onésimo entrou em contato com são Paulo, que se encontrava, então, como prisioneiro em Roma. O apóstolo o converteu, batizou e o enviou à casa de seu antigo amo com uma carta de recomendação tal como está escrito em sua carta a Filêmon 10-12: "Venho suplicar-te em favor deste filho meu, que gerei na prisão, Onésimo. Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora será muito útil tanto a ti como a mim. Torno a enviá-lo para junto de ti, e é como se fora o meu próprio coração".

Nos versículos 18-19 da mesma epístola, Paulo se compromete a pagar as dívidas de Onésimo. "Se ele te causou qualquer prejuízo ou está devendo alguma coisa, lança isto em minha conta. Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei. Para não ter dizer que tu mesmo te deves inteiramente a mim!".

Dos 25 versículos que a carta de São Paulo a Filêmon contém, 12 são dedicados a apresentar Onésimo com seu filho. Em sua carta aos Colossenses (4,7-9), cita novamente Onésimo e conta que voltou à casa de Filêmon e finalmente foi enviado como um verdadeiro irmão:

"Quando ao que me concerne, o caríssimo irmão Tíquico, ministro fiel e companheiro no Senhor, vos informará de tudo. Eu vo-lo envio para este fim, para que conheçais nossa situação e console os vossos corações. Ele vai juntamente com Onésimo, nosso caríssimo e fiel irmão, conterrâneo vosso. Ambos vos informarão de tudo o que aqui se passa".

Ao que parece, Filêmon perdoou e colocou a liberdade seu escravo arrependido e o mandou se reunir de novo com São Paulo.

São Jerônimo conta que Onésimo chegou a ser pregador do Evangelho e, em seguida, bispo de Éfeso por ordem do apóstolo Paulo. Posteriormente, Onésimo foi feito prisioneiro e levado a Roma, onde morreu apedrejado.

HISTÓRIA COMPLETE:

domingo, 15 de fevereiro de 2026

SANTO(A) DO DIA - 15 DE FEVEREIRO

Jesuíta entregue ao Coração de Jesus.
Hoje (15/2), a Igreja comemora são Cláudio Colombiere, sacerdote jesuíta francês do século VXII, que escreveu sobre as visões do Sagrado Coração de Jesus de outra grande santa, Margarida Maria Alacoque.

Quanto canonizou Cláudio em 1992, o papa João Paulo II o apresentou como modelo de jesuíta, recordando como "se entregou por completo ao Sagrado Coração, 'sempre abrasado de amor'. Inclusive, praticou o esquecimento de si mesmo a fim de alcançar a pureza do amor e de elevar o mundo a Deus".

Nascido no sul da França durante 1641, são Cláudio fazia parte de uma família de sete filho, dos quais quatro entraram no sacerdócio ou na vida religiosa. Frequentou uma escola da Companhia de Jesus em sua juventude e ingressou na ordem aos 17 anos.

Como noviço, Cláudio admitiu ter uma "terrível aversão" ao rigoroso tratamento requerido pela ordem, mas o noviciado conseguiu incrementar o seu talento natural, o que o levaria, em seguida, a fazer um voto privado de obedecer as regras o mais perfeitamente possível.

Depois de completar os períodos de estudo, Cláudio foi ordenado sacerdote em 1669. Conhecido como um grande pregador, também ensinou na universidade e serviu como tutor dos filhos do ministro de finanças do rei Luís XIV.

Em 1674, foi eleito superior de uma casa dos jesuítas na cidade de Paray-le-Monial. Nessa época, quanto também foi confessor em um convento de religiosas da localidade, Cláudio fez parte de diversos acontecimento que mudariam sua própria vida e a história da Igreja no Ocidente.

Uma dessas religiosas era santa Margarida Maria Alacoque, que dizia ter experimentado revelações privadas de Cristo, solicitando a devoção ao Seu coração. Entretanto, dentro do convento, esta notícia - que o tempo e a Igreja se encarregariam de mostrar que era verdadeira - foi recebida com certo desprezo.

Durante seu tempo em Paray-le-Monial, o padre  Cláudio se tornou o diretor espiritual desta grande santa e escutou cuidadosamente seu testemunho sobre as revelações, chegando à conclusão deque a Irmã Margarida Maria as tinha recebido, efetivamente, de maneira extraordinária.

Os escritos de Cláudio de la Colombiere e seu testemunho da realidade das experiências da santa ajudaram a estabelecer o Sagrado Coração como um dos pilares da devoção católica. Isto, por sua vez, ajudou a combater a heresia jansenista, que afirmava que Deus não que a salvação de algumas pessoas.

No outono de 1676, o padre Cláudio foi chamado à Inglaterra. Durante um momento de tensão no país religiosamente desgarrado, exerceu seu ministério como capelão e pregador de Maria de Modena, uma católica que havia se tornado a Duquesa de York.

Em 1678, um falso rumor se estendeu sobre um suposto complô católico contra a monarquia inglesa. A mentira levou à execução de 35 pessoas inocentes, entre eles, oito jesuítas. O padre Cláudio não foi assassinado, mas foi acusado, detido e preso em um calabouço durante várias semanas.

O jesuíta francês suportou heroicamente a provação, mas as condições na prisão maltrataram muito sua saúde antes de sua expulsão na Inglaterra. voltou par a França em 1679 e retomou seu trabalho como professor e sacerdote, fomentando o amor pelo Sagrado Coração de Jesus entre os fiéis.

Em 1681, Cláudio Colombiere voltou a Paray-le-Monial, o local das revelações de santa Margarida Maria Alacoque.

Lá, em 1682, quando tinha apenas 41 anos, o sacerdote morreu de um hemorragia interna no primeiro domingo da Quaresma, no dia 15 de fevereiro.

Foi beatificado em 1929 - nove anos depois da canonização de santa Margarida Alacoque - e canonizado em 63 anos depois, por são João Paulo II.

• História completa do santo: Clique aqui
• Novena a São Cládio colombiere: Clique aqui.
• Terço a São Cládio Colombiere: Clique aqui.
• Ladainha a São Cláudio Colombiere: Clique aqui

SANTO DO DIA - 14 DE FEVEREIRO

SÃO CIRILO E SÃO METÓDIO

A igreja celebra hoje (14/2) os irmãos CIRILO e METÓDIO, conhecidos como apóstolos dos escravos.

Antes de entrar na vida religiosa, São Cirilo se chamava Constantino e são Metódio tinha o nome de Miguel.

São Cirilo era monte e evangelizou a Rússia. Além disso, fundou a literaratura eslava, escrevendo textos litúrgicos como o missal, o apostolário e outros livros litúrgicos em caracters "cirílicos".

No ano 863, dirigiu-se com seu irmão Metódio para evangelizar a Moravia. São Cirilo morreu em Roma em 14 de fevereiro de 896. É possíveç que tenha sido bispo ou que tenha morrido logo depois de sua ordenação episcopal.

São Metódio chegou a ser ordenado bispo e desenvolveu um incansável trabalho evangelizador em Moravia, Bohemia, Panomia e Polônia. Em seguida, foi arcebispo de Vellehrad (Eslováquia), onde foi preso em 870, devido à oposição do clero alemão.

Alguns o acusaram de herege, mas foi liberado de todas as acusações. Também traduziu a Bíblia à língua eslava. Morreu em 6 de abril de 885, em Vellenrad.

Em 2004, são João Paulo II disse que "é impossível pensar na civilização europeia sem sua herança cristã".

sábado, 14 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES

2ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
14 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos

Apesar de ter sido proibida pelos pais de voltar a gruta, Bernadette sentiu uma força interior atraindo-a para lá. De tanto ela insistir, sua mãe acabou permitindo que ela fosse. 
Nessa 2ª aparição, Bernadette, leva água Benta para chagar na aparição, para ter certeza que era coisa de Deus.

RELATO DA APARIÇÃO
(Contada por Bernadette)

"A segunda vez foi no domingo seguinte. voltei com várias moças, para ver se não tinha me enganado. Eu me sentia muito constrangida interiormente. Minha mãe tinha-me proibido voltar. Depois da missa cantada, as outras duas jovens e eu fomos mais uma vez pedir licença a minha mãe. Ela não queria. Dizia-me temer que caísse na água. Temia que não voltasse para assistir às vésperas. Prometi que sim, e deu-me então a permissão parar ir.

"Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para jogá-la na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E Saímos para a gruta. Ao chegarmos lá, cada uma tomou o seu terço e nos ajoelhamos para rezá-lo. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama".

"Então comecei a jogar água benta nela, dizendo que se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água. Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais, água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, a mais a via fazer aqueles gestos. Eu então tomada pelo temos, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia. Quando terminei de rezar meu terço, Ela desapareceu e não me disse nada. Nós nos retiramos para assistir às vésperas.

Conheça mais de Nossa Senhora de Lourdes. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

SANTO DO DIA - 13 DE FEVEREIRO.

SANTA CATARINA DE RICCI
• Padroeira dos Doentes


Alessandra de Ricci era fiha de um nobre florentino. Aos treze anos, ingressou na Ordem Terceira de São Domingos, no mosteiro de Prato, tomando o nome religioso de Catarina, como sua padroeira de Siena. Tinha especial predileção pela Paixão de Cristo, da qual, por milagrosa concessão, veio a participar. Na Quaresma de 1541, então com 21 anos de idade, recebeu uma visão tão desoladora da crucifixação, que ficou confinada à cama por três semanas, e só se recobrou no Sábado de Aleluia, por uma aparição de Santa Maria Madalena e Jesus Ressuscitado.

Por doze anos, passou todas as sextas-feiras em êxtase. Recebeu as sagradas estigmas, a ferida no lado esquerdo e a coroa de espinhos. Todas essas graças lhe infligiam um sofrimento contínuo e intenso, e inispiravam-lhe uma amorosa compaixão pelas torturas ainda mais cruentas da almas no Purgatório. Em favor delas, oferecia cada prece e penitência, e sua caridade para com essas almas se tornoutão famosa por toda a Toscana, que, a cada óbito, os amigos do falecido corriam até Catarina para garantir suas orações.

Em uma ocasião, Santa Catarina de Ricci ofereceu inúmeras preces, jejuns epenitências por um certo grande homem, e assim obteve sua salvação. Recebera a revelação de que ele se encontrava no Purgatório; e tamanho era o amor dela por Jesus crucificado, que ofereceu sofrer todas as dores daquela alma em seu lugar. Sua prece foi atendida. A alma ingressou no Céu, e por quarenta dias Catarina sofreu agonias indescritíveis. Seu corpo ficou coberto de bolhas e emanava um calor tão intenso que sua cela parecia em chamas. Sua carne apareceu como tostada, e sua língua, como ferro incandescente. Em meio a tudo isso, permanecia calma e feliz, dizendo: "Anseio pelas mais inimagináveis dores, para que as almas possam logo ver e louvar seu Redentor". Conheceu, por revelação, a chegada de uma alma ao Purgatório, bem como a hora de sua libertação. Convivia com os antos na glória, e frequentemente conversava com São Filipe Néri em Roma sem deixar seu convento em Prato.

Faleceu ao som do cântico dos anjos, em 1590.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CELEBRAMOS HOJE, SANTA EULÁLIA DE BARCELONA

MENINA MÁRTIR DOS PRIMEIROS SÉCULOS.

A Igreja celebra hoje (12/2) santa Eulália, uma mártir da Igreja que nasceu em Mérida, Espanha, no final do século III e que morreu aos 12 anos, depois de ser torturada por se recusar e renegar sua fé cristã.

Naquela época, um decreto emitido pelo imperador Diocleciano proibia os católicos de cultuar Jesus Cristo e exigia que adorassem ídolos pagãos. Precisamente no "Martirológio romano", onde se encontra uma lista muito antiga dos mártires da Igreja, há uma frase que diz: "em 12 de fevereiro comemora-se Santa Eulália, mártir da Espanha, morta por proclamar sua fé em Jesus Cristo".

A mártir se tornou prontamente uma das santa mais famosas da Espanha e hoje ostenta o título de prefeita perpétua de Mérida e padroeira desta cidade.

Eulália decidiu protestar ante o governador Daciano contra as leis que proibiam o cristianismo. Do mesmo modo, conta os terríveis métodos de tortura empregados contra ela.

Eulália foi levada à prisão, acorrentaram-na, rasgaram com ganchos seus seios, ombros, todo seu corpo virginal.

Mas, com grande paz e alegria, dizia: "Veja Senhor, que escrevem teu nome em meu corpo. Quão agradável é ler estas letras que assinalam a vitória de Jesus Cristo, que o meu sangue proclame o teu nome!".

Como último tormento, queimaram-na com tochas acesas. A tradição assinala que seu carrascos viram um pomba branca sair de sua boca e voar para o céu.

História completa: Clique aqui

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA: NOSSA SENHORA DE LOURDES.

Santa Bernadette Soubirous redigiu de próprio punho, em sete ocasiões, a descrição da aparição, acrescentando novos detalhes em cada uma das versões. Eis um apanhado tão completo quanto possível de todos eles. Vamos conheceros relatos.

1ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES
11 de fevereiro de 1858
- Há 168 anos.


Acompanhada por sua irmã e uma amiga, Bernadette foi à gruta de Massabielle, nas margens do Rio Gave de Pau, para recolher madeira seca para aquecer a pequena casa da sua família. 

"Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de um gruta, não podendo mais prosseguir".

"Minhas duas companheiras se colocaram em condições de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada". 

"Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia"

Esta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Nessa ocasião ela catava galhos secos para aquecer a mísera habitação onde sua família arruinada era constrangida a viver. Prossegue o relato de Bernadette.

"Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania".

"Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos".

"Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um verstido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço".

"Eu pensava ser vítima de um ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía".

"Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranquila".

"Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquele bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acebei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente".

"Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheira se não haviam visto algo".
- Não
"Perguntei-lhe mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas interrogaram: 
- E tu viste algo?
Eu lhes disse que não.
- Se não viste nada, eu também não.

"Pensava que tinha me enganado, Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha vista. Voltavam sempre àquele assunto".

"Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo".

"Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez".

SANTO(A) DO DIA - 11 DE FEVEREIRO

Hoje 11/2, a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora de Lourdes, que em uma de suas aparições disse à Santa Bernadette. "Não prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no próximo".

Era 11 de fevereiro de 1858, Bernadette, sua irmã e outra menina foram para o campo para encontrar madeira seca, perto de uma gruta. Para chegar lá, tinham que passar por um riacho. Bernadette não se atrevia a entrar porque a água estava muito fria. Ela começou a tirar os sapatos quando de repente ouviu um forte barulho vindo da gruta.

Aproximou-se para ver o que estava acontecendo e ali naquele lugar apareceu A virgem envolta em uma luz resplandecente, com um traje branco de um tecido desconhecido, uma cinta azul na cintura, um grande véu branco e duas rosas douradas brilhantes que lhe cobriam a parte superior dos pés.

Em suas mãos, a Virgem tinha um grande rosário branco e dourado. Então, juntas, começaram a rezá-lo. No domingo, 14 de fevereiro, Bernadette rezava na gruta a primeira dezena do rosário e Maria apareceu. A menina jogou água benta para garantir que não era uma obra do inimigo. A Virgem sorriu, fez o sinal da cruz com o rosário e rezaram juntas.

Na quinta-feira dia 18, a Virgem pediu a Bernadette que regressasse quinze dias seguidos à gruta. Diante da aceitação e promessa da pequena, Maria prometeu fazê-la feliz no outro mundo. Os rumores das aparições começaram a se espalhar.

Em 19 de fevereiro, Bernadette foi com uma vela abençoada e acesa. Assim, nasceu o hábito de ir com velas para acendê-las diante da gruta. Em 20 de fevereiro, a Senhora ensinou uma oração pessoa a Bernadette.

No domingo, 21, a menina viu que a Virgem estava triste, perguntou o que se passava e Nossa Senhora lhe respondeu: "Orai pelos pecadores". Por esta altura, as autoridades ameaçavam levar Bernadette para a cadeia e todos zombavam dela.

No dia 22, a Virgem não apareceu, mas a menina não perdeu a esperança de volta a vê-la. No dia 23, dez mil pessoas foram ver o que acontecia. A virgem apareceu a Bernadette e pediu que dissesse aos sacerdotes que elevassem ali um santuário, onde se deveria ir em procissão.

A menina foi e comentou com o sacerdote, quem, em troca pediu o nome da Senhora e que florescesse uma roseira silvestre onde ela aparecia.

No dia 24, a pequena contou tudo à Virgem, que somente sorriu. Logo, Maria mandou que rezasse pelos pecadores e exclamou: "Penitência! Penitência! Penitência" Reze pela conversão dos pecadores! Beija a terra pela conversão dos pecadores!". Bernadette fez isso e pediu aos espectadores que fizessem o mesmo.

Em 25 de fevereiro, a Virgem ordenou-lhe beber, lavar os pés na fonte e comer grama. Bernadette, sob direção de Maria, cavou no fundo da gruta e começou a jorrar água.

No dia 26, o primeiro milagre ocorre. O pobre trabalhador Bourriete, que havia mutilado seu olho esquerdo, rezou e esfregou o olho com a água da fonte. Então, ele começou a gritar de alegria e recuperou a vista. Em 27 de fevereiro, a Virgem permaneceu em silêncio, Bernadette bebeu a água da fonte e fez gestos recorrentes de penitência. 

Em 28, Bernadette foi à gruta, mas depois seguiu para os juízes e foi ameaçada de ir para a cadeia. À noite, Catarina Latapie molhou se braço deslocado e o braço e mão recuperaram a sua agilidade, produzindo um segundo milagre.

Na terça-feira, 2 de março, Bernadette foi novamente ao pároco para lhe recordar o pedido da Virgem.

Em 3 de março, a pequena perguntou de novo seu nome e a Virgem sorriu. Naquele dia, uma mãe em desespero levou seu filho que estava quase morto. Colocou-o 15 minutos na água fria e quando chegou em casa notou melhoras na respiração da criança.

No dia seguinte, o menino estava cheio de vida e completamente saudável. Os médicos certificaram o milagre e o chamaram de primeira ordem.

Em 4 der março, no final dos quinze dias, a aparição permaneceu silenciosa. No dia 25 do mesmos mês, a Virgem apareceu a Bernadette, ergueu os olhos ao céu, junto em sinal de oração as mãos que estavam abertas e estendidas em direção ao chão e disse a Bernadette: "Eu sou a Imaculada Conceição".

A menina saiu correndo para dizer ao pároco, que se comoveu diante da revelação do nome já que quatro anos antes tinha sido proclamado o dogma da Imaculada Conceição.

Em 7 de abril, Bernadette na gruta e em êxtase colocou a mão sobre a chama da vela que tinha trazido e não se queimou. Depois da aparição, sua mão estava ilesa e foi comprovado por um médico que testemunhou o ocorrido.

Em 16 de julho, ocorreu a última aparição. Bernadette sentiu o chamado misterioso e ao chegar à gruta se deu conta de que estava cercada e não era possível passar. Dirigiu-se, então, ao outro lado, em frente da gruta, e viu a Mãe de Deus. Me apareceu que estava diante da gruta, na mesma distância que das outras vezes, não via mais do que a Virgem. Jamais a tinha visto tão bela!", disse Santa Bernadette.

Alguns consideram que a aparição de Nossa Senhora de Lourdes é um agradecimento do céu pelo dogma da Imaculada Conceição e é exaltação das virtudes de pobreza e humildade como tinha a pequena Bernadette.

Além disso, afirmam que é um chamado para aceitar a cruz para ser feliz na outra vida, a importância da oração, do Santo Rosário e da penitência com uma misericórdia infinita pelos pecadores e enfermos.

A água da gruta foi analisada por químicos, que assinalaram que é uma água virgem, pura, natural, sem propriedade térmica e na qual nenhuma bactéria sobrevive. Para os cristãos, este é um símbolo da Imaculada conceição. 

História Completa. Clique Aqui

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

SETE COISAS QUE DEVEMOS SABER SOBRE SÃO JOSÉ SÁNCHEZ DEL RIO.


"Joselito", como é conhecido o pequeno que deu testemunho de Cristo, foi torturado e assassinado em 10 de fevereiro de 1928 pelos oficiais do governo de Plutarco Elías Calles porque se recusou a renunciar a sua fé.

A guerra cristera no México começou depois da legislação anticlerical de 1926 promovida por Calles. Os católicos que se levantaram com armas em defesa da fé foram chamados cristeros.

A seguir, confira 7 coisas que dever saber sobre a vida de São José Sánchez del Rio, explicando pelo postulador da causa de canonização, padre Fidel González Fernández, em diálogo com o jornal "El Pueblo Católico'.

1. Ele pediu a Deus a graça de morrer mártir.
Quando a sua família se mudou para Guadalajara, José visitou o túmulo do advogado Anacleto González Flores, martirizado no dia 1º de abril de 1927. Ali, o menino pediu a Deus a graça de poder morrer como Anacleto em defesa da fé católica.

Uma das 27 testemunhas durante o seu processo indicou que o jovem decidiu se unir aos cristeros nessa visita-peregrinação. A sua decisão se tornou mais forte e implorou aos seus pais para que autorizassem que se unisse aos cristeros.

No inicio, eles negaram por causa de sua pouca idade. Ele mesmo chegou a dizer à sua mãe: "nunca foi tão fácil como agora ir para o paraíso". No final, deram-lhe sua permissão e bênção.

2. Deu a vida por um cristero
José serviu ais cristeros (que inicialmente não quiseram aceitá-lo porque era jovem e pelo perigo ao qual estaria exposto) como porta-estandarte da imagem da Virgem de Guadalupe, mas não chegou a participar ativamente nos confrontos armados.

Em 6 de fevereiro de 1928, durante um confronto entre as tropas do governo e os cristeros, atiraram no cavalo do chefe cristero luis Guízar Morfin.

Joselito desceu do seu cavalo e em um "ato heroico" para que o chefe não fosse preso, disse-lhe: "Meu general, peque o meu cavalo para que se salve; você é mais necessário e fará mais falta do que eu nesta guerra".

Então Guízar Morfín conseguiu fugir e o jovem foi capturado junto com o seu amigo Lázaro.

3. O local do seu batismo foi sua prisão.
Depois de ser capturado em 7 de fevereiro de 1928, Joselito foi preso no batistério da igreja de São Tiago Apóstolo, em Sahuayo, que havia sido transformado em um cárcere e cavalaria das tropas do governo. Assim, o local onde ele foi batizado se tornou sua prisão.

4. Defendeu uma igreja transformada em galinheiro
O postulador contou que o tabernáculo e presbitério da igreja onde estava preso foram transformado em um galinheiro, onde treinavam ois galos de briga do governador.

José "reagiu dom força, matando os galos, sem medo da ameaças de morte". Então, disse ao carcereiro: "A casa deDeus é para orar, não para refúgio de animais. Estou disposto a tudo. Fuzile-me para que eu esteja logo diante de Nosso Senhor e peça para confundi-lo!.

5. Viveu a sua fé sem medo do perigo
O presidente Plutarco Elías Calles promulgou várias restrições à Igreja e as pessoas que ousavam desobedecer e professar a sua fé eram enviados para a prisão e executadas.

"Participava das catequeses e estava muito comprometida nas difíceis atividades paroquiais (...) recebia os sacramentos, quando podia, pois o culto público estava proibido, colocando a sua vida em perido; rezava o terço todos os dias com a sua família. Embora ainda fosse muito jovem, José compreendia bem a perseguição que estavam vivendo no México", indicou o postulador.

"A etapa da adolescencia (explicou o sacerdote) tem características especiais muito conhecidas: tempo de buscar um modelo para se identificar e de um ideal que fundamenta a vida. José o encontrou em Cristo e seu maior desejo foi se entregar totalmente em favor da Igreja ofendida".

6. Seu padrinho de primeira comunhão mandou assassiná-lo
Segundo recordou o postulador, o padrinho de primeira comunhão de Joselito foi Rafael Picazo Sánchez.Também tinham parentesco e era amigo da família.

Foi ele quem, influenciado pelo presidente Calles e sesu ódio pela Igreja, mandou assassiná-lo. É considerado "o autor intelectual" do martírio de Joselito.

7. Costaram a sola dos seus pés
No princípio, Rafael Picazo não queria assassiná-lo, assim fez várias propostas tentadoras ao menino a fim de que renunciasse a sua fé. Ofereceram-lhe inscrevê-lo na prestigiosa escola militar do regime e até mesmo enviá-lo aos Estados Unidos. Entretanto, Joselito recusou a proposta.

Então Picazo pedeu à sua família 5 mil pesos de ouro para pagar o seu resgate. Seu pai conseguiu o dinheiro, mas José pediu para que não pagasse o resgate, porque ele já tinha oferecido a sua vida a Deus e "a sua fé não estava à venda".

Duas testemunhas do seu martírio contaram que cotaram a sola dos seus pés e lhe obrigaram a caminhar descalço até o seu túmulo, enquanto batiam nele.

O padre Gonzalez disse que "queriam obrigá-lo a abandonar a fé com a tortura, mas não conseguiram. Seus lávio somente se abriram para gritar 'Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!".

No cemitério, o chefe dos soldados ordenou que o esfaqueassem para que os tiros não fossem ouvidos. A cada facada, José gritava: "Viva Cristo Rei", Viva a Virgem de Guadalupe". Depois, o chefe deu dois tiros na sua cabeça. Eram 23h30 do dia 10 de fevereiro de 1928.

SANTA ESCOLÁSTICA CRIOU UMA TEMPESTADE NO SEU ÚLTIMO ENCONTRO COM SÃO BENTO.

Hoje (10/2) é a festa de santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento. Conta-se que a freira criou uma tempestade contra o irmão que fez o santo dizer: "Deus te perdoe, irmã. O que você acabou de fazer?".

Os livros dos diálogos do papa São Gregório Magno contam que Escolástica visitava São Bento uma vez por ano.

Os dois irmãos viviam de forma exemplar as famosas regras religiosas formuladas pelo santo e se reuniam fora do mosteiro, numa região próxima.

Em uma ocasião, a santa foi para o lado de fora do mosteiro e seu irmão saiu para vê-la junto com outros membros de sua comunidade. Naquele dia, eles cantaram louvores, tiveram longas conversas sobre a fé e jantaram felizes.

Como já era noite, Escolástica pediu a Bento que ficasse para continuar falando sobre as maravilhas de Deus até de manhã. O santo repreendeu a irmã, dizendo-lhe que não podia ficar fora do convento.

Então, santa cruzou os braços e começou a rezar a Deus tão profundamente que começou uma tempestade torrencial que parecia um dilúvio. São Bento e seus discípulos não puderam ir embora.

Diante da reclamação do irmão, a santa respondeu: "Eu lhe pedi, e você não quis me ouvir; eu roquei ao meu Deus, Ele ouviu. Agora saia, se puder, despeça-se de mim e volta par ao mosteiro".

O santo não teve outra escolha a não ser ficar e ambos continuaram conversando a noite toda sobre as grandezas do Senhor, sentindo uma alegria espiritual transbordante.

Três dias depois desse acontecimento, santa Escolástica faleceu. são Bento olhou para o céu e viu a alma de sua irmã sair do corpo em forma de pomba e entrar no paraíso.

Ele imediatamente começou a cantar canções de alegria a Deus e pediu a seus discípulos que trouxessem o corpo de sua irmã. O santo a enterrou em um sepulcro que ele havia feito para si. Ele também morreu 40 dias depois.