sexta-feira, 6 de março de 2026

FESTA DO PADROEIRO SÃO JOSÉ

DE 19 A 22 DE MARÇO
Sítio Serra dos Vaqueiros - Ibirajuba/PE.

CONVITE
Com grande alegria que acomunidade do sítio Serra dos Vaqueiros, convida você para participarem dos 10 ano da festa de São José.
Tema: "São José nos ensina a viver a fidelidade a Deus!.

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira - 19 de março
18:30 Hs- Reza do Terço e procissão da bandeira saíndo da casa de Nego e Elizaine;
19 Hs- Celebração da palavra com o Diácono Josias.
Animação: Sagrada Família
Noiteiros: Nego e Elizaine
Comunidade Noiteiras: MCC, Nossa Senhora da Conceição (St. Gavião), Nossa Senhora das Graças (St. Carnijó), Divino Pai Eterno (St. Sete Voltas) e Sagrada Família (Cachoeirinha).

Sexta-feira - 20 de março
18:30 Hs- Reza do Terço.
19 Hs- Celebração da santa missa presidida pelo Padre Silvano
Animação: Ministério Luz Divina
Noiteiros: Mendonça e Família
Comunidade Noiteiras: Santo Expedito (Mutirão); Nossa Senhora das Dores (St. Boqueirão); São Miguel Arcanjo (St. Mandioca).

Sábado - 21 de março
18:30 Hs- Reza do Terço.
19 Hs- Celebração da santa missa presidida pelo Padre Jerônimo Alves.
Animação: Ministério Reavivados pelo Espírito
Noiteiros: Téo e Zé Guariba
Comunidade Noiteiras: Santa Luzia (St. Rosilho); Jesus Eucarístico (St. Caiana); São Francisco das Chagas (St. Minduri); Mãe Rainha (St. Cantinho); Terço dos homens e das mulheres; Pastoral da Acolhida; Pastoral do Batismo.

Domingo - 22 de março
16:00 Hs- Procissão com imagem do padroeiro SÃO JOSÉ, saindo da casa de Zé Valdo para a igreja, onde será celebrada a Santa Missa presidida pelo padre José Adeildo de Santana.
Animação da procissão: Batalhão 07 e e Carlinhos do Pai Eterno.
Animação da missa: Ministério Unidos em Cristo.
Noiteiros: Zé Valdo, Edjailson, Emerson, Ednaelson, Jucineide e família. José Gomes dos Santos e Sidney (Nei) e Joseane.
Comunidade Noiteiras: São Sebastião e Santo Antônio (St. Cajá); Filhos do Pai Eterno (Comunidade do Cruzeiro); São Francisco de Assis (Vila do Alto); Nossa Senhora Aparecida (St. Pachola) e todos os devotos e devotas de São José.

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A ABSTINÊNCIA DE CARNE.


Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é apenas na sexta-feira Santa e na Quarta-feira de Cinzas que devemos cumprir a absitinência de carne.

Nesse post, você vai esclarecer todas as suas dúvidas.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE JEJUM E ABSTIÊNCIA.
A Quarta-feira de Cinas e a Sexta-feira Santa são ocasiões em que devemos não apenas no abster de carne, mas também observar o Jejum Eclesiástico obrigatório.

Isso significa que, nesses dias, deve-se fazer apenas uma refeição completa (normalmente o almoço) e outros dois pequenos lanches que, juntos, não formem uma refeição completa.

O jejum dever ser realizado por pessoas que tenham entre 18 e 60 anos.

O QUE A IGREJA ENSINA SOBRE A ABSTINÊNCIA DE CARNE?
Para nós, católicos, comer carne em todas as sextas-feiras do ano (com raras exceções, que explicaremos logo mais) configura pecado de narureza grave

Por isso, antes de seguirmos com a questão da abstinência em si, vamos relembrar o conceito de pecado mortal. Sobrel ele, o Catecismo diz que:
"O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição a lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado."

Isso significa que, para que se cometa um pecado grave, é preciso estar consciente de que o ato é uma ofensa a Deus e, mesmo assim, consentir com ele.

Ainda segundo a definição, também cometem pecado grave as pessoas que teriam condições de buscar saber o que a Igreja diz em relação a determinado assunto, mas escolhem não conhecer a verdade, é o que chamamos de ignorância afetada.

Dito isso, daqui em diante, explicaremos a origem desta prática e por que defemos acatá-la com toda a seriedade.

QUANDO SURGIU O COSTUME DA ABSTINÊNCIA ÀS SEXTAS-FEIRAS?
Apesar de muitas pessoas nunca terem ouvido falar deste costume, basta seguirmos o seguinte raciocínio: segundo a Tradição, cada um dia da semana faz memória a um acontecimento da história da Redenção.

Por exemplo, quinta-feira é o dia dedicado à Eucaristia, sábado à Virgem Maria, domingo à Ressurreição.

Nesse sentino, a sexta-feira tem, por excelênci, um apelo penitencial. Foi numa tarde de sexta-feira que Nosso Senhor remiu a humanidade. Logo, ainda que a Liturgia celebre a Paixão somente um avez ao ano, no Tríduo Pascoal todas as demais sextas também devem ser dias de penitência.

QUEM DEVE CUMPRIR ESTE PRECEITO?
Cabe a nós a obeservância do que a Igreja expressa no número 1251 do Código de Direito Canônico:

"Quando à obstinência, á qual estão obrigadas todos os que completaram 14 anos, a Igreja prescreve que são dias de penitência todas as sexta-feiras do ano, dias em que, salvo no caso de coincidirem com alguma solenidade, estamos obrigados a abster-nos de carne.

Deste trecho, ainda, vale pontuar duas questões importantes:

1. De que tipo de carne, especificamente, devemos nos abster?
No Código de Direito Canônico, não há nenhuma referência ao termo "Carne Vermelha", que é de uso comum (e equivocado) quando o assunto é abstinência.

Em função disso, é importante entendermos quais alimentos se enquadram no conceito legítimo de "carne" e, portanto, dever ser evitados.

São eles: aves, bovinos, suínos, caprinos e quaisquer outros animais de sangue quente. Ou seja, não é porque a carne é "branca", como a de frando, por exemplo, que pode ser consumida.

Já peixes e frutos do mar em geral não são considerados carnes para fins de abstinência. E essa distinção se dá por um motivo muito simples: o tempo de digestão dos alimentos. Basta observar: ao consumidor a carne de um animal de sangue frio, em pouco tempo, você volta a sentir fome, e aí está o espírito penitencial.

2. Existe alguma exceção à regra da abstinência?
Caso alguma solenidade do ano litúrgico caia em uma sexta-feira, neste dia, estaremo dispensados da abstinência.

O Natal, por exemplo, é um dia de festa e alegria para toda a Igreja. Logo, não há motivo para fazermos penitência.

Outro exemplo é a Oitava de Páscoa, saiba mais sobre ela neste artigo: O que é a Oitava de Páscoa?

É POSSÍVEL TROCAR A ABSTINÊNCIA DE CARNE POR OUTRA PENITÊNCIA?
Agora, ainda falando sobre as exceções, responderemos a uma pergunta que pode estar passando pela sua cabeça: "e se eu estiver em uma situação que não me permite fazer a abstinência?"

No nosso país, a Conferência Nacional de Bispos do Brasil nos dá a opção de comutar (ou seja, substotuir, não ignorar) a abstinência de carne às sextas-feiras por alguma obra de misericórdia.

Ao todo, são 14:7 corporais e 7 espirituais:

Obras de misericórdia corporais:
1) Dar de comer a quem tem fome;
2) Dar de beber a quem tem sede;
3) Dar pousada aos peregrinos;
4) Visitar os enfermos;
6) Visitar os presos e
7) Enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espirituais:
1) Ensinar os ignorantes;
2) Dar bom conselho;
3) Corrigir os que erram;
4) Perdoar as injúrias;
5) Consolar os tristes;
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo e
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos.

Além disso, também é possível abster-se de outro alimento (lembrando sempre de agir com intenção penitencial, não em benefício próprio) ou algum exercício de piedade que não faça parte de sua rotina, como rezar um terço a mais ou ir à santa missa em dia de semana.

SÉRIE HISTÓRIA DOS PAPAS

SÃO PIO I
10º Papa da Igreja


HISTÓRIA
PIO nasceu em Aquileia, no norte da Itália, sendo filho de um homem chamado Rufino. Existem fortes indícios históricos, de que ele era irmão de Hermas, o autor da obra cristã O Pastor de Hermas. Essa ligação sugere que Pio pertencia a uma família de antigos escravos libertos, o que situava sua origem nas camadas mais humildes da sociedade romana do século II. Ele assumiu o bispabado de Roma por volta do ano 140, sucedendo Higino, e exerceu seu pontificado durante aproximadamente quinze anos, sob o domínio dos imperadores Antonino Pio e Marco Aurélio.

Sua liderança ocorreu em um momento de profunda crise doutrinária, pois Roma havia se tornado o centro de diversas correnes gnósticas que desaviava a unidade da fé cristã primitiva. PIO I enfrentou diretamente figuras influentes como Valentim e Cerdão, mas seu principal opositor foi Marcião de Sinope. Marcião pregava que o Deus do Antigo Testamento era uma divindade inferior e vingativa, distinta do Deus de amor refvelado por Jesus. Sob a autoridade de Pio, Marcião foi formalmente excomungado em 144, uma decisão que marcou um passo decisivo na definição do cânone das escrituras e na separação clara entre o cristianismo ortodoxo e as heresias da época.

Além do combate às heresias, PIO I dedicou-se à organização administrativa e litúrgica da Igreja. Ele é tradicionalmente creditado por estabelecer normas para a celebração da Páscoa, insistindo que a data deveria ocorrer sempre em um domingo, em oposição à prática de algumas comunidades orientais que seguiam o calendário judaico.Também se atribui a ele a consagração de diversas igrejas em Roma, incluindo a transformação de termas romanas em locais de culto, como a fundação da atual Basílica de Santa Pudenziana. Sua administração buscou fortalecer a disciplina eclesiástica e a assistência aos fiéis em meio a um ambiente urbano frequentemente hostil.

PIO I faleceu por volta dos ano 154. Embora o Liber Pontificalis e outras tradições posteriores o listem como mártir, os registros históricos contemporâneos não fornecem detalhes sobre um martírio específico dos as leis romans daqule período, o que leva muitos historiadores a acreditar que ele tenha morrido de causas naturais. Seus restos mortais foram depositados na Colina do Vaticano, perto do túmulo de São Pedro. A Igreja Católica celebra sua memória no dia 11 de julho, reconhecendo-o como 10º (nono depois de Pedro) da história e um defensor fundamental da integridade doutrinária nos primeiros séculos.

Durante seu governo, o Igreja romana enfrentou heresias como gnosticismo e as doutrinas de Marcião, que negavam a unidade do Antigo e Novo Testamento. PIO I opôs-se energicamente a essas ameças, defendendo a fé ortodoxa, com apoio de figuras como São Justino Mártir, que estava em Roma na época.

Realizações que lhe são atribuídas:

Desenvolvimento da estrutura eclesial: Fortaleceu a organização de Igreja primitiva em meio a desafios doutrinais e perseguições ocasionais.

Padronização litúrgica: É creditado por estabelecer a celebração da Páscoa no domingo, uniformizando obsevãncia litúrgicas.

PIO I representa a Igreja primitiva em consolidação, preservando a doutrina contra heresias e preparando o terreno para o crescimento institucional. Sua santidade é reconhecida na tradição católica como exemplo de zelo pastoral em tempos turbulentos.

Em resumos, São PIO I é uma figura envolta em mistério histórico, mas essencial para a ortodoxia primitiva: opositor de heresias, organizador eclesial e possível padronizador litúrgico, cujo pontificado ajudou a Igreja a navegar perseguições e divisões doutrinais.

FORMAS DE AJUDAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO DURANTE A QUARESMA.

A quaresma é um tempo de penitência, oração e caridade, e uma das maneiras mais belas de vivenciar esse período é intercedendo pelas almas do purgatório. Segundo a doutrina católica, essas almas estão em um estado de purificação antes de entrarem na glória celestial. Podemos ajudá-la por meio de atos de amor e sacrifício. Aqui estão cinco formas eficazes de oferecer alívio e acelerar suas entradas no Paraíso durante a Quaresma:

1. Com Missas: A Santa Missa é amais poderosa oração que podemos oferecer pelas almas do purgatório. Durante a Quaresma, participar das Missas e solicitar intenções especiais para essas almas é uma forma eficaz de lhes proporcionar alívio e esperança.

2. Rezar o terço e o Terço das Almas: A oração do Santo Terço e do Terço das Almas é um poderoso meio de intercessão. A igreja ensina que a Virgem Maria tem uma atenção especial pelas almas que aguardam sua purificação. Durante a Quaresma, aumentar nossa devoção e dedicação a essa prática pode ser de grande ajuda para elas.

3. Praticar o Jejum e a abstinência oferecendo pelos falecidos: O jejum e a abstinência são formas de mortificação que podemos oferecer em favor das almas do purgatório. Ao renunciar a algo e oferecer esse sacrifício para o bem delas, estamos ajudando-as a alcançar mais rapidamente a purificação necessária.

4. Dar esmolas e praticar a caridade: A esmola e os atos de caridade, realizados com a intenção de ajudar as almas do purgatório, têm grande valor espiritual. Oferecer ajuda ao necessitados, seja material ou emocional, pode ser dedicado como um ato de amor em favor dessas almas.

5. Ganhar e aplicar indulgências em favor das almas: A Igreja concede indulgências aos fiéis que cumprem certas condições, como rezar pelo Papa, confessar-se e comungar. Essas indulgências podem ser aplicadas às almas do purgatório, aliviando-as suas penas e aproximando-as da vida eterna.

Durante a Quaresma, somo chamados a intensificar nossa vida de oração, penitência e caridade. Ao dedicarmos nossas orações e sacrifícios pelas almas do purgatório, exercemos um ato de misericórdia e amor cristão, ajudando-as a alcançar a felicidade eterna junto a Deus. 

SANTO DO DIA - 06 DE MARÇO.


Hoje (06/3), a Igreja celebra santo Olegário, que foi ao mesmo tempo bispo de Barcelona, arcebispo de Tarragona e administrador dos territórios de uma terceira diocese. Orador ilustre, estimado pelos seus contemporâneos, atuou como organizador eclesiástico e administrador prudente. Trabalhou incansavelmente para fortalecer a religiosidade do seu povo e a presença da Igreja na vida cotidian dos fiéis.

Santo Olegário também atuou como mediador quando necessário. Em dezembro de 1134, juntamente com outras figuras civis e eclesiásticas, chegou a Saragoça e conseguiu um acordo de paz entre o rei Ramiro II de Aragão e Afonso VII de Castela, à beira de um confronto. 

HISTÓRIA COMPLETA DO SANTO

quinta-feira, 5 de março de 2026

SÉRIE SANTOS CASADOS - A SANTIDADE NO MATRIMÔNIO AO LONGO DOS SÉCULOS.

SANTA ADELAIDE e LOTÁRIO

Santa Adelaide é uma santa que foi casada não uma, mas duas vezes, certamente, uma rara exceção. Nasceu em 931, filha do Rei Rodolfo II da Borgonha, e de Berta, filha do duque Burcardo da Suábia.

Sua sina foi a mesma de muitas filhas nobre e, logo aos seis anos de idade, ficou noiva do Rei Lotário II, da Itália. Em 947, com apenas dezesseis anos, casou-se com ele. Desta feliz união nasceu uma menina de nome Ema, que mais tarde casou-se com Lotário II, o rei dos francos e último dos reis carolíngios, e foi mãe de Luíz V.

O casamento de Adelaide e Lotário da Itália furou apenas três anos, pois ele morreu em 22 de novembro de 950, supostamente envenenado por seu poderoso oponente, o margrave Berengário III de Ivrea. Adelaide tinha apenas dezenove anos quando enviuvou. Ela era conhecida por ser uma jovem bonita, inteligente e piedosa, e logo Berengário, rival de seu esposo morto, pediu-lhe a mão, não para si, mas para seu filho Adalberto, com quem Adeleide deveria se casar pela segunda vez. Desta maneira, Berengário queria garantir e, de certa forma, legitimar, a dignidade real que havia usurpado para si. No entanto, Adelaide abominava a ideia de casar-se com o filho do homem que envenenara Lotário, e recusou a proposta, o que a levou a ser aprisionada na fortaleza de Garda, à margem leste do Lago Garda, e sofrer todo tipo de maus-tratos. Martinho, fiel capelão de Adelaide, ajudou-a a fugir em segredo, e com o auxílio dos amigos de seu falecido esposo conseguiu chegar ao Castelo de Canossa, que Berengário tentou furiosamente sitiar, mas sem obter sucesso. Isto porque, desde seu refúgio em Canossa, Adelaide conseguiu pedir ajuda ao rei Otão I, que marchou com seu exército sobre os Alpes, venceu Berengário, destronou-o e coroou-se em Pavia como rei dos lombardos.

Adelaide foi, então, a Pavia, agradecer ao seu benfeitor. O Rei Otão I, cuja primeira esposa, Edite, havia falecido em 946, impressinou-se com a beleza e o caráter de Adelaide, e pediu a sua mão. No Natal de 951, ambos se casaram, em Pavia. Ela viveu como real consorte ao lado do rei e, em 962, quando ele foi coroado soberano de todo o Sacro Império Romano pelo Papa João XII, em Roma, ela subiu ao posto de imperatriz.

Como imperatriz e rainha, Adelaide teve muitas oportunidades para promover todo tipo de benfeitorias e causas sagradas. Aquela que outrora precisara de proteção agora abria seu coração maternal a todos os pobres e oprimidos, como Santo Odilo de Cluny registra em sua biografia da Imperatriz Adelaide, por volta do ano 1000. Ele escreveu non modo auditu, sed visuet experimento ("não do que ouvi falar, mas do que vi e testemunhei em primeira mão"), ou seja, ele tinha uma relação próxima e amistosa com a imperatriz. Adelaide, considerada com justiça "uma das mais nobres e majestosas figuras femininas da história alemã, viveu com o Imperador Otão I uma vida cristã exemplar, da qual nasceram quatro filhos: Henrique, Bruno, Otão (que se tornaria o imperador Otão II) e Matilda, que tornou-se abadessa de Quedlinbur. Além de seus quatro filhos, a Imperatriz Adelaide levou à corte imperial duas filhas do inimigo hereditário de seu primeiro marido e foi-lhes uma mãe protetora e amorosa.

Acima de tudo, Adelaide dedicou-se com muito amor ao seu marido e demonstrou interesse e compreensão quando às suas obrigações como governante. São Odilo, provavelmente a partir de suas próprias observações acerca do casamento e da vida doméstica de Adelaide, refere-se à parábola da esposa Sábia, atendiosa e amorosa do Livro dos Provérbios (31,20-29). Além de suas preocupações matrimoniais e familiares, Santa Adelaide via com bons olhos o movimento de reforma monástica iniciado com Cluny. Ela apoiou a construção de mosteiros em Peterlingen, San Salvatore, em Pavia, em em Seltz (Alsácia).

Depois de morte do Imperador Otão I, seu marido, em 7 de maio de 973, o filho de Adelaide subiu ao trono como imperador Otão II. Infelizmente sua esposa, a princesa grega Teofânia, sentia ciúmes da influência de Adelaide e colocou-o contra ela, inicialmente alegando que estava desperdiçando a fortuna imperial com sua generosidade. A imperatriz e mãe foi banida da corte e voltou à sua terra natal, contudo suportou essas humilhações com a mesma nobre serenidade e modesta grandeza com que, anteriormente, havia se tornado imperatriz ao lado de seu esposo.

O Imperador Otão II percebeu rapidamente o quanto lhe faziam falta os conselhos de sua experiente e confiável corregente, sua mãe, pois todos os seus planos afundaram e qualquer projeto que iniciava logo dava errado. Ele se arrependeu e chamou Adelaide de volta. Com a morte prematura de Otão II (em 7 de dezembro de 983, em Roma - seguido por Teofânia ao túmulo em 23 ou 24 de janeiro de 1002), a sexagenária imperatriz teve de assumir a regência de seu neto menor de idade, Otão III.

Em 994, Otão III iniciou seu reinado e Adelaide voltou à vida doméstica, dedicando seus últimos anos e preparar-se para a morte. Sua promessa derradeira foi uma viagem a Borgonha, sua terra natal, onde prevalecia uma amarga dissidência entre o rei, que era seu sobrinho, e o povo. Adelaide conseguiu restaurar a paz. Em sua viagem, também visitou ao longo do caminho todas as obras que havia fundado e apoiado, para verificar se estava tudo em ordem. Na viagem de volta, Adelaide passou algum tempo na Alsácia, lugar pelo qual tinha especial afeição. Permaneceu na abadia beneditina de Seltz (sua obra favorita) até a sua morte, em 16 ou 17 de dezembro de 999.

Na introdução à mais recente edição crítica latina da Vida da Imperatriz Adelaide, pelo abade Odilo de Cluny, o editor H. Paulhart afirma:

A mãe dos reinos (Mater Regnorum) era o nome como Gerberto D'Aurillac chamava a Imperatriz Adelaide em suas cartas, cunhando assim um termo que traduzia a elevada estima e respeito que nutria por ela, seja como esposa, mãe ou regente. Adelaide descendia da família real de Borgonha e ao longo de meio século exerceu importante papel no destino do império, primeiro como esposa do rei alemão, depois como imperatriz, mãe e avó de dois imperadores. Viúva ainda na juventude, envolveu-se em tumultosos aconteceimentos no norte da Itália em meados do século X, e então superou essas dificuldades por meio de seu casamento com Otão I, subindo, enfim, ao posto supremo do império. Após a morte seu segundo marido, seu destino em duas ocasiões posteriores foi assumir a responsabilidade de governar o império por seu filho, que morrera, e por seu neto, até que alcançasse a maioridade. Sendo uma mulher religiosa e fielmente dedicada à igreja, com o passar do tempo Adelaide começou a se sentir inclinada à vida contemplativa. Todavia, mesmo em idade avançada, não recuava de suas obrigações políticas em caso de necessidade. Quando morreu, em 999, espalhou-se um profundo pesar pelos círculos que frequentava.

Nem cem anos se passariam antes que Roma desse as honras do altar a essa imperatriz, então já universalmente respeitada, autorizando o culto que nasceu em volta de sua sepultura, Ninguém menos que Odilo de Cluny, amigo próximo da santa durante a vida, sentiu-se impelido a louvar sua reputação. Para manter viva a memória de Adelaide, dedicou-lhe uma homenagem por escrito, que ainda hoje é a base mais importante para todos os trabalhos biográficos sobre a santa imperatriz.

Por fim, resta apenas dizer que o Papa Urbano II, ao canonizar Adelaide em 1097, desejou homenagear essa mãe, esposa e regente exemplar, e recomendá-la aos cônjugues de ambos os sexos como um modelo de vida cristã matrimonial.

HOLBÖCK, Ferdinand. Santos Casados: A santidade no matrimônio ao longo dos séculos. P. 87-91, RS: Minha Biblioteca Católica 2020. 

COMO CAMINHAR EM FAMÍLIA DURANTE A QUARESMA.

Muitas práticas de Quaresma são, por natureza, privadas e individuais; mas isso não significa que esse tempo de preparação seja essencialmente voltado para si mesmo. Tudo o que fazemos como cristãos é como comunidade, e como a nossa família é uma comunidade, podemos viver a nossa Quaresma com eles, tal como fazemos com qualquer outra coisa que seja bela, importante e profunda.

Veja algumas maneiras para se fazer junto com a família. No entanto, sinta-se livre para explorá-las e adicionar suas próprias tradições religiosas familiares:

A hora do jantar é tempo da família.
Trate as refeições como um momento sagrado que deve ser respeitado e honrado. Sempre haverá emergências e horários complicados sempre serão difíceis de trabalhar, mas deve-se fazer um esforço para aproveitar esse momento em família.

Agradecer antes das refeições.
Tanto nos restaurantes como em casa. De um modo geral, pode-se levar a sério o aviso de Cristo para orar longe de olhares indiscretos, mas quando feito para o bem dos outros, pode ser um meio gentil e eficaz de evangelização. Tal como outras demonstrações públicas de piedade, isto pode parecer imodesto, mas é uma oportunidade maravilhosa de dar a Deus o que é Seu.

Uma família que reza unida permanece unida.
Muitos dos problemas do mundo são resultados direto de não trazer Deus para nossas vidas. A Oração pode unir, curar, esclarecer, iluminar e motivar. Pode-se começar agradecendo pelas refeições e depois continuar com o rosário. Neste mundo, só isso pode ajudar.

Abençoar a casa.
É uma sensação calorosa e reconfortante ter um lar abençoado e dedicado. Se a família não tiver um padre amigo para fazer as honras, a paróquia pode providenciar a visita de um. A casa poderia ser abençoada duas vezes por ano, uma vez durante o Advento e outra durante a Quaresma. Isto ajudará a família a ter em conta a mudança dos tempos litúrgicos e a santidade da vida familiar.

Fazer decorações litúrgicas em casa.
As famílias que mantêm uma coroa de flores na porta o ano todo podem complementá-la com uma simples fita em volta, cuja cor reflita o período litúrgico atual. É uma ferramenta maravilhosa de evangelização e um interessante ponto de partida para conversas.

Rezar um terço em família.
"A família que reza unida, permanece unida". Dificilmente alguém poderia pensar em uma maneira mais bonita de levar a oração e a Luz de Cristo para dentro de casa. Cria intimidade, humildade, espiritualidade e profunda introspecção - todas as coisas que tanto faltam nas nossas vidas e na sociedade em geral.

Catequizar os filhos.
O principal dever para com as crianças é amá-las e mantê-las seguras. Algo importante para isso é ensinar-lhes a fé preservada por seus pais e antepassados. Nesse sentindo, a Quaresma é uma oportunidade para a família aprender e crescer junto na fé.

Celebrar os sacramentos em família.
Não há maior atividade comunitária na Igreja do que a celebração dos sacramentos, incluindo a santa missa. Viver os sacramentos em família os tornará mais próximos uns dos outros, da Igreja de Deus.

Monta um altar em casa.
Colocar um altar em casa pode servir como símbolo e foco da fé e como testemunhos para aqueles que não são cristãos.

Retiro familiar.
À medida que a vida fica mais ocupada, o tempo dedicado ao recolhimento torna-se ainda mais importante. Portanto, dedicar um tempo em família irá ajudá-lo a se reconectar consigo mesmo, com os outros membros da casa e com Deus.

Ser voluntário na paróquia em família.
Nenhuma paróquia no mundo tem voluntários suficientes para executar todos os seus trabalhos pastorais, por isso, uma ajuda sempre é bem-vinda. Fale com o seu pároco ou com os líderes das pastorais da paróquia. Há dezenas de oportunidades para as famílias ajudarem a espalhar o Reino de Deus na terra.

Visitar as pessoas sozinhas.
Imagine a solidão e o desespero vivido pelo esquecidos deste o mundo. Se queremos viver em Deus, devemos estender a mão aos doentes, aos idosos e aos desfavorecidos e demonstrar o amor de Deus por eles.

Colocar citações da Bíblia na porta.
Os judeus praticantes costuma colocar a mezuzá, um pequeno pedaço de pergaminho com várias passagens bíblicas e a palavra Shaddai, um antigo nome para Deus. O pergaminho é enrolado na mezuzá e colocado nas portas. Imitando sua declaração de fé, muitos cristãos fazem de forma semelhante sua própria mezuzá cristã. Pode ser tão simples quanto uma cruz. O objetivo é fazer uma declaração ousada e antissecular sobre fé, família e lar.

Participar da vigília pascal em família.
Assistir à Vigília Pascal é uma oportunidade única para participar juntos da missa. Estar em uma igreja escura que gradualmente se enche de lua à medida que as leituras avançam é emocionante e as crianças vão se lembrar disso por muitos meses.

Preparar cestas básicas de Páscoa.
Prepare duas cestas de alimentos e peça ao padre que as abençoe. Uma pode ser para a festa de domingo em família e outro para uma casa necessitada. Pergunte ao padre de toda a paróquia pode participar nesta doação anual.

Contribuir para uma despensa de alimentos.
Ao fazer compras para a família, compre alguns itens extras para ajudar a abastecer a despensa de alimentos da paróquia. Pergunte a opinião de seus filhos sobre o que comprar. Pergunte-lhes o que acham que você deveria fazer para ajudar outras pessoas necessitadas.

Viver uma vida exemplar.
Você pode gritar do alto o seu amor a Jesus, mas se você não for capaz de amar, o seu discurso não passará de um tambor barulhento ou um sino que se expande. O exemplo mais perfeito que você pode dar ao amor de Deus no lar é amar e honrar seu cônjuge. Esta é a base da educação moral e do desenvolvimento espiritual de qualquer criança. 

Colocar Deus em primeiro lugar.
Como exatamente você coloca Deus em primeiro lugar? Provavelmente seria o mesmo meio usado para substituí-lo com outras coisas. Como a profissão se torna número em em nossas vidas? Trocando coisas de valor por coisas que não têm valor duradouro. O mesmo acontece com Deus, nosso Criador, a pessoa mais valiosa do universo e aquele que nos chama para sermos d'Ele. Coloque-O em primeiro lugar e o amor e a alegria sempre serão Seus.

SANTO DO DIA - 05 DE MARÇO.

SANTO ADRIANO 
Patrono dos soldados dos açougueiros e intercessor contra pragas.

Adriano nasceu em uma família da aristocracia romana em Nicomédia, por volta do ano 278. Criado no seio de uma linhagem nobre, ele ingressou cedo na carreira militar, onde alcançou o posto de oficial de elite da guarda pretoriana (ou guarda herculiana). Por volta dos 28 anos, Adriajo já ocupava uma posição de confiança na corte do imperador Galério, sendo responsável pela manutenção da ordem e pela execução das sentenças imperiais, o que oncluía a repressão sistemática aos cristãos. Ele era casado com Natália, também de origem nobre, que mantinha sua fé cristã em segredo para evitar a perseguição.

A mudança em sua vida ocorreu em 303 d.C. quando Adriano presidiu o interrogatório de um grupo de vinte e dois cristãos capturados em uma caverna. Ao observar a dignidade e a paz daqueles homens enquanto era torturados, ele lhes perguntou que recompensa esperavam receber de seu Deus. Eles responderam com passagens das Escrituras sobre as glórias do Reino do Céus. Profundamente tocado por esse testemunho, Adriano declarou-se cristão no mesmo instante. Ele não apenas abandonou seu cargo, mas pediu aos escrivãos que riscassem seu nome das listas militares e o incluíssem entre os prisioneiros.

Adriano foi imediatamente preso e acorrentado. Ao saber da notícia, Natália correu para a preisão para encorajá-lo, revelando sua própria fé e pedindo que ele permacesse fiel até o fim. Ela cortou os cabelos e vestiu roupas masculinas para conseguir entrar na cela e cuidar das feridas do marido. O imperador Galério tentou persuadir Adriano a renunciar aos cristianismo, mas o oficial manteve sua decisão. Como punição, Adriano foi submetido a flagelação brutais; seu ventre foi aberto de tal forma que suas entranhas tarnaram-se visíveis.

A execução final ocorreu em 4 de março de 306. Adriano e os outros mártires tiveram seus membros quebrados sobre uma bigorna de ferreiro antes de serem decapitados. Natália permaneceu ao lado dele, segurando sua mão enquanto ele morria. Após a execução, quando so corpos iam se queimados, uma tempestade súbita apagou a fogueria. Natália conseguiu resgatar uma das mãos de Adriano e fugiu para Bizâncio para evitar um novo casamento com um oficial pagão. Ela viveu o resto de seus dias em oração e faleceu pacificamente pouco tempo depois, sendo considerada santa por sua dedicação er sofrimento espiritual. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

SANTO DO DIA - 04 DE MARÇO.

SÃO GIOVANNI ANTONIO FARINA.

São Giovanni Antonio Farina (1803–1888) foi um influente bispo e educador italiano, conhecido como o "Bispo da Caridade". Nascido em Gambugliano, ficou órfão de pai cedo e foi criado por um tio sacerdote, o que moldou sua vocação. Ingressou no seminário aos 15 anos e, após sua ordenação em 1827, dedicou-se ao magistério e à assistência social. Em 1836, fundou a Congregação das Irmãs Mestras de Santa Doroteia, Filhas dos Sagrados Corações, focada na educação de meninas pobres e no cuidado de enfermos.

Como bispo, governou as dioceses de Treviso (1850) e Vicenza (1860), onde se destacou pela renovação do clero e pelo auxílio incansável à população durante epidemias e crises. Participou do Concílio Vaticano I e defendeu a infalibilidade papal. Faleceu em 4 de março de 1888 e seus restos mortais repousam na Casa Mãe de sua congregação, em Vicenza. Foi beatificado em 2001 por João Paulo II e canonizado em 2014 pelo Papa Francisco, após o reconhecimento de milagres de cura ocorridos com religiosas de sua congregação no Equador e no Brasil.

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SEIS PRÁTICAS CONCRETAS PARA VIVER A QUARESMA.


Para viver a Quaresma com propósito, devemos realizar práticas concretas para trabalhar a oração, a esmola e o jejum, pontos essenciais durante o tempo litúrgico.

Para trabalhar no ponto da oração, devemos "aprofundar a vida sacramental. Posso me confessar, posso participar da Missa mais dias, e não apenas aos domingos, e receber a comunhão". 

Além disso, recorda que "todos esses sacramentos nos encherão de graça e da força do Espírito Santo para perseverar e poder caminhar para a Páscoa do Senhor".

O segundo propósito implica a realização de mais oração. "Posso fazer alguma oração extra, com ler a Bíblia. Se lêssemos a Bíblia três ou cinco minutos por dia, quão diferente seria a nossa vida".

Com relação ao jejum, reflete sobre a associação imediata entre o jejum e os alimentos. "Quando pensamos em jejum, muitas vezes pensamos em quais coisas não vamos comer: não vou comer sobremesas, não vou tomar 'refrigerante'... Mas não se trata de fazer uma dieta".

Durante a quaresma podemos jejuar de "palavras desnecessárias", como queixas, críticas ou palavrões".

Para o quarto propósito, que está relacionado com o jejum. Jejuar de coisas que gostamos de "ver", como séries ou filmes, e considerar "o que eu posso parar de ver" nesta Quaresma.

A esmola anda de mão dadas com o jejum. "Se estamos jejuando de palavras, negativas, talvez possamos fazer esmolas de boas palavras: um comentário, uma ajuda, algo de bom que possamos dizer com palavras.

Para o sexto propósito, motivou a realizar atos de caridade para alguém que precisa de nós.

Podemos ir ao encontro de alguma pessoa que realmente precise de nossa ajuda e fazer um ato de caridade com essa pessoa sem que ele note e que ninguém perceba.