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PEREGRINUS FIDEI

Assim como o povo hebreu peregrinou pelo deserto para chegar à terra prometida.
Hoje nós peregrinamos para chegar ao Céu.

Sincronizando mural...

sexta-feira, 3 de abril de 2026

PORQUE A CRUZ É O SÍMBOLO DOS CRISTÃOS.

PORQUE A CRUZ É O SIMBOLO DOS CRISTÃOS

Hoje, Sexta-feira Santa, ao recordar a Paixão de Cristo, toda a Igreja olha para a cruz, o símbolo dos cristãos, sinal de um amor sem limites, que os ensina qual é sua autêntica vocação como seres humanos.

Hoje parece se assistir ao desaparecimento progressivo do símbolo da cruz. Desaparece das casas dos vivos e das tumbas dos mortos, e desparece sobretudo do coração de muitos homens e mulheres a quem incomoda contemplar um homem cravado na cruz. Não se deve estranhar isto, pois já no início do cristianismo são Paulo falava de falsos irmãos que queriam abolir a cruz: “Pois há muitos do quais muitas vezes eu vos disse e agora repito, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3,18).

Uns afirmam que é um símbolo maldito; outros que não houve tal cruz, e que era apenas um mastro, para muitos o Cristo da cruz é um Cristo impotente; há quem ensine que Cristo não morreu na cruz. A cruz é símbolo de humilhação, derrota e morte para todos aqueles que ignoram o poder de Cristo para mudar a humilhação em exaltação, a derrota em vitória, a morte em vida e a cruz em caminho para a luz.

Jesus, sabendo a repulsa que ia produzir a pregação da cruz, “começou a mostra aos seu discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse muito... que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo dizendo: ‘Deus não o permita, Senhor, isto jamais te acontecerá!’. Ele porém, voltando-se para Pedro, disse: Afasta-te de mim, Satanás! Porque não pensas as coisas de Deus, mas as dos homens!’” (Mt 16,21-13).

Pedro Ignorava o poder de Cristo e não tinha fé na ressurreição, por isso quis apartá-lo do caminho que leva a cruz, mas Cristo lhe ensina que quem se opõe à cruz fica do lado de Satanás.

Satanás, o orgulhoso e soberbo, odeia a Cruz, porque Jesus Cristo, humilde e obediente,  venceu-o nela, porque se humilhou e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” e assim transformou a cruz em vitória: “Por isso Deus o sobrexaltou grandemente e o agraciou com no Nome que é sobre todo o nome” (Fl 2,8-9).

Algumas pessoas, para nos confundir, perguntam-nos: Você adoraria a faca com que mataram o seu pai?

É obvio que não!
1º- Porque meu pai não tem poder para converter um símbolo de derrota em símbolo de derrota em símbolo de vitória; mas Cristo sim tem poder. Ou você não crê no poder do sangue de Cristo? Se a terra que pisou Jesus é Terra Santa, a cura banhada com o sangue de Cristo, com mais razão, é Santa Cruz.

2º- Não foi à cruz que matou Jesus, mas os nossos pecados. “Ele foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado em virtude de nossas iniquidades. O castigo que havia de trazer-nos a paz caiu sobre Ele, sim, por suas feridas fomos curados” (Isaias 53,5). Como pode ser a cruz um sinal maldito se nos cura e nos devolve a paz?

3º- A história de Jesus não termina na morte. Quando recordamos a cruz de Cristo, nossa fé e esperança se centram no ressuscitado. Por isso, para São Pedro a cruz era motivo de glória (Gl 6,14).

ENSINA-NOS QUEM SOMOS

A cruz, com seus dois madeiros, ensina-nos quem somos e qual é nossa dignidade: o madeiro horizontal nos mostra o sentido de nosso caminhar, ao qual Jesus Cristo se uniu fazendo-se igual a nós em tudo, exceto no pecado. Somos irmãos do Senhor Jesus, filhos de um mesmo Pai no Espírito! O madeiro que suportou os braços abertos do Senhor nos ensina a amar nossos irmãos como a nós mesmos. E o madeiro vertical nos ensina qual é nosso destino eterno. Não temos morada aqui na terra, caminhamos para a vida eterna. Todos temos uma mesma origem: A Trindade que nos  criou por amor. E um destino comum: o céu, a vida eterna. A cruz nos ensina qual é nossa real identidade.

RECORDA-NOS O AMOR DIVINO

“Pois Deus amou tanto ao mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16). Mas como o entregou? Acaso não foi na cruz? A cruz é a lembrança de quanto amor o Pai tem por nós e do amor maior de Cristo, que deu a vida por seus amigos (Jo 15,13). O demônio odeia a cruz, porque nos recorda o amor infinito de Jesus. Leia: Gálatas 2,20.

SINAL DE NOSSA RECONCILIAÇÃO
A cruz é sinal de reconciliação com Deus, conosco mesmos, com os humanos e com toda a ordem da criação em meio a um mundo marcado peça ruptura e pela falta de comunhão.

O SINAL DO CRISTÃO

Cristo tem muitos falsos seguidores que o buscam só por deus milagres. Mas ele não se deixa enganar, (Jo 6,64); por isso advertiu “Aquele que não toma sua cruz e me segue não é digno de mim” (Mt 10,38).

Objeção: A Bíblia “Maldito o que pende do madeiro...”
Resposta: Os malditos que merecíamos a cruz por nossos pecados éramos nós, mas Cristo, o Bendito, ao banhar com seu sangue a cruz, converteu-a em caminho de salvação.

CONTEMPLAR A CRUZ COM FÉ NOS SALVA
Jesus disse: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem, para que todo aquele que crer tenha nele vida eterna” (Jo 3,14-15). Ao ver a serpente, os feridos de veneno mortal ficavam curados. Ao ver o crucificado, o centurião pagão tornou-se crente; João, o apóstolo que presenciou o fato, converteu-se em testemunha. (Leia João 19, 35-37).

FORÇA DE DEUS
“Com efeito, a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem, mas para aqueles que se salvam, para nós é poder de Deus” (1Cor 1,18), como foi para o centurião, que reconheceu o poder de Cristo crucificado. Ele vê a cruz e confessa um trono; vê uma coroa de espinhos e reconhece um rei; vê um homem com os pés e mãos cravados e invoca um salvador. Por isso, o Senhor ressuscitado não apagou de seu corpo as chagas de cruz, mas mostrou-se como sinal de sua vitória. (Leia João 20, 24-29).

SÍNTESE DO EVANGELHO
São Paulo resumia o Evangelho como a pregação da cruz (1Cor 1,17-18). Por isso, o Santo Padre e os grandes missionários pregaram o Evangelho com o crucifixo na mão: “Os judeus porém pedem sinais e os gregos andam em busca de sabedoria; nós, porém anunciamos Cristo crucificado, que para os judeus é escândalo (porque para eles era um símbolo maldito), para os gentios é loucura (porque para eles era sinal de fracasso), mas para aqueles que são chamados, [...] é Cristo, pode de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23-24).

Hoje á muitos católicos que, como os discípulos de Emaús, vão se dar a Igreja porque acreditam que a cruz é derrota. Jesus sai ao encontro de todos eles e lhes diz: “Não era preciso que o Cristo sofresse tudo isso e entrasse na sua glória?” (Leia Lucas 24,25-26). A cruz é, pois, o caminho à glória, o caminho à luz. Quem rechaça a cruz não segue Jesus. (Leia Mateus 16,24).

Nossa razão, dirá João Paulo II, nunca vai poder esgotar o mistério de amor que a cruz representa, mas a cruz pode dar à razão resposta última que esta procura. São Paulo coloca, não a sabedoria das palavras, mas a Palavra da Sabedoria como critério, simultaneamente, de verdade e de salvação (João Paulo II, Fides et ratio, 23).

ENTENDA OS SÍMBOLOS DA SEXTA-FEIRA SANTA.

ENTENDA OS SÍMBOLOS DA SEXTA-FEIRA SANTA.

A tarde de Sexta-Feira Santa apresenta a drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo permanece de pé: não como um símbolo de derrota, mas como sinal de salvação e de esperança.

Ao meditarmos a Paixão segundo o Evangelho de João, somos convidados a contemplar o Crucificado com o coração do Discípulo Amado, de Maria e até do soldado que Lhe traspassou o lado. Neste dia, a Igreja não celebra a Missa, mas a Celebração da Paixão do Senhor, rica em símbolos profundos.

A CRUZ
A cruz foi, na época de Jesus, o instrumento de morte mais humilhante. Por isso, a imagem do Cristo crucificado se converte em "escândalho para os judeus e loucura para os pagãos" (1Cor 1,23). Teve que passar muito tempo para que os cristãos se identificassem com esse símbolo e o assumissem como instrumento de salvação, entronizado nos templos e presidindo as casas e habitações,m e pedendo no pescoço como expressão de fé.

Isto demonstra as pinturas nas catacumbas dos primeiros séculos, onde os cristãos, perseguidos por sua fé, representaram a Cristo como o Bom Pastor pelo qual “não temerei nenhum mal” (Salmo 22,4); ou fazem referência à ressurreição em imagens bíblicas como Jonas saindo do peixe depois de três dias; ou ilustram os sacramentos do Batismo e a Eucaristia, antecipação e alimento de vida eterna. A cruz aparece só velada, nos cortes dos pães eucarísticos ou na âncora invertida.

Poderíamos pensar que a cruz era já a que eles estavam suportando, nos anos da insegurança e a perseguição. Entretanto, Jesus nos convida a segui-lo negando a nós mesmos e tomando nossa cruz a cada dia (cfr. Mt 10,38; Mc 8,34; Lc 9,23).

Expressão desse martírio cotidiano são as coisas que mais nos custam e nos doem, mas que podem ser iluminadas e vividas de outra maneira precisamente desde Sua cruz.

Só assim a cruz já não é um instrumento de morte, mas de vida e ao “por que eu” expresso como protesto diante de cada experiência dolorosa, substituímo-lo pelo “quem sou eu” de quem se sente muito pequeno e indigno para poder participar da Cruz de Cristo, inclusive nas pequenas “lascas” cotidianas.

A COROA DE ESPINHOS, O LÁTEGO, OS PREGOS, A LANÇA E A ESPONJA COM VINAGRE.

Estes "acessórios" da Paixão muitas vezes aparecem graficamente apoiados ou suporpostos à cruz.

São a expressão de todos os sofrimentos que, como peças de um quebra-cabeças, conformaram o mosaico da Paixão de Jesus.

Eles materialmente nos recordam outros sinais ou elementos igualmente dolorosos: o abandono dos apóstolos e discípulos, as brincadeiras, as cusparadas, a nudez, os empurrões, o aparente silêncio de Deus.

A Paixão revestiu os três níveis de dor que todo ser humano pode suportar: física, psicológica e espiritual. A todos eles, Jesus respondeu perdoando e abandonando-se nas mãos do Pai.

LEIA MAIS

LITURGIA DIÁRIA - PALAVRA QUE ALIMENTA

03 de abril - Paixão do Senhor - Cor Vermelha

LITURGIA DIÁRIA - PALAVRA QUE ALIMENTA

1ª Leitura
Isaías 52,13-53,12

Salmo responsonrial
Salmo 31 (30)

2ª Leitura
Hebreus 4,14-16; 5,7-9

EVANGELHO
João 18,1-19; 19,42

- Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deu so exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

POSTAGEM DE TESTE.

Lorem Ipsum é simplesmente um texto fictício da indústria tipográfica e de impressão. Lorem Ipsum tem sido o texto fictício padrão da indústria desde os anos 1500, quando um impressor desconhecido pegou uma bandeja de tipos e os misturou para criar um livro de amostras de tipos. Ele sobreviveu não apenas a cinco séculos, mas também à transição para a editoração eletrônica, permanecendo essencialmente inalterado. Foi popularizado na década de 1960 com o lançamento de folhas Letraset contendo passagens de Lorem Ipsum e, mais recentemente, com softwares de editoração eletrônica como o Aldus PageMaker, que incluíam versões de Lorem Ipsum.

LITURGIA DIÁRIA - PALAVRA QUE ALIMENTA

 02 de abril - Ceia do Senhor - Cor Branco

LITURGIDA DIÁRIA

1ª Leitura
Exôdo 12,1-8.11-14

1- O Senhor disse a Moisés e a Aarão:
2- “Este mês será para vós o princípio dos meses: tê-lo-eis como o primeiro mês do ano.
3- Dizei a toda a assembléia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa.
4- Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer.
5- O animal será sem defeito, macho, de um ano podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito.
6- E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês então toda a assembléia de Israel o imolará no crepúsculo.
7- Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que o comerem.