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SÃO GIOVANNI ANTONIO FARINA.

Festa litúrgica dia 04 de março.

ORAÇÃO
Ó Deus, Pai de bondade, que em São Giovanni Antonio Farina nos destes um pastor incansável, um mestre corajoso e um pai dos pobres, nós Vos agradecemos porque ele, alimentado pela Sagrada Escritura e pela Eucaristia, tornou-se a imagem viva do Vosso amor. Concedei-nos, pos sua intercessão, a graça de que tanto necessitamos (fazer os pedidos). Fazei que, a seu exemplo, saibamos servir com caridade e humildade os nossos irmãos mas necessitados.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém

HISTÓRIA
GIOVANNO ANTONO FARINA nasceu em 11 de janeiro de 1803, em Gambugliano, na província de Vicenza, Itália. Ele era filho de Pedro Farina e Francisca Bellame, um casal de camponeses humildes que viviam do trabalho na terra.

Criado em um atmosfera de profunda fé cristã e simplicidade rural, Giovanni teve sua infância marcada pela perda precoce do pai. Diante das dificuldades financeiras da viúva Francisca para manter o sustendo e a educação dos filhos apenas com a lida do campo, o tio paterno de Giovanni, o clérigo Antonio Farina, assumiu a responsabilidade por sua formação inicial e o levou para morar consigo. Sob a tutela do tio, o jovem desenvolveu uma disciplina intelectual e espiritual rigorosa que o acompanharia por toda a vida.

Aos 15 anos, ele ingressou no seminário diocesano de Vicenza, onde se destacou rapidamente por sua inteligência. Sua trajetória acadêmica foi tão sólida que, mesmo antes de ser ordenado, já atuava como professor de humanidades no próprio seminário. Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 14 de janeiro de 1827, e ele iniciou seu ministério acumulando as funções de professor, capelão da paróquia de São Pedro e diretor espiritual.

Ao observar a realidade social de sua época, marcada pela pobreza extrema e pelo analfabetismo, Farina identificou que a educação era a ferramenta fundamental para a promoção da dignidade humana. Em 1831, ele fundou a primeira escola popular feminina em Vicenza, um projeto que visava retirar meninas da marginalidade por meio da instrução e da formação cristã. Para sustentar essa missão, em 1836, instituiu a Congregação das Irmãs Mestras de Santa Doroteia, Filhas dos Sagrados Corações. Sob sua orientação, a congregação expandiu sua atuação para o cuidado de doentes, idosos e pessoas com deficiências sensoriais em hospitais e asilos.

Em 1850, o Papa Pio IX o nomeou Bispo de Treviso. Sua gestão foi caracterizada por uma reforma profunda na disciplina do clero e na organização das paróquias, enfrentando um contexto político conturbado devido ao movimento de unificação italiana. Ele manteve uma postura firme na defesa dos direitos da Igreja e promoveu missões populares constantes para aproximar a hierarquia eclesiástica do povo.

Dez anos depois, em 1860, foi transferido para a Diocese de Vicenza, sua terra natal. Como bispo local, ele reorganizou o seminário, fundou associações de auxílio mútuo para sacerdotes e dedicou-se pessoalmente ao socorro das vítimas de epidemias de cólera e grandes inundações, o que lhe rendeu o título popular de "Bispo da Caridade".

No plano institucional, Giovanni Antonio Farina participou ativamente das sessões do Concílio Vaticano I entre 1869 e 1870, sendo um dos defensores da definição do dogma da infalibilidade papal. Seus últimos anos de vida foram marcados por problemas de saúde e por resistências internas de setores que não compreendiam seu rigor administrativo, mas ele manteve uma postura de humildade até o fim. 

Giovanni Antonio Farina faleceu em 4 de março de 1888, em Vicenza, vítima de um ataque cardíaco, foi sepultado no cemitério da cidade, mas posteriormente foi transladado para a capela da instituição  que ele mesmo fundou.

Ele foi beatificado em 4 de novembro de 2001 pelo Papa João Paulo II e canonizado no dia 23 de novembro 2014 pelo Papa Francisco, sendo reconhecido como um modelo de educador e pastor que uniu a origem humilde do campo ao impacto transformador na educação e na caridade.

MILAGRES DE SÃO GIOVANNI ANTONIO FARINA.
O milagre que levou à beatificação de São Giovanni Antonio Farina ocorreu em 1978 e envolveu a cura de uma religiosa equatoriana da sua própria congregação, a Irmã Inês Torres Córdova.
A imã sofria de um grave tumor maligno com metástases, e seu estado era considerado irreversivel pela medicina. Após pedir a intercessão do então Servo de Deus Giovanni Antonio Farina, ela obteve a cura completa e repentina. O decreto que reconheceu o milagre foi aprovado pela Papa João Paulo II em julho de 2001, permitindo que a cerimônia de beatificação ocorresse em novembro do mesmo ano.

O milagre que selou a canonização de São Giovanni Antonio Farina ocorreu em 2007 e envolveu a cura inexplicável de uma religiosa da sua própria congregação, a Irmã Inês Paixão Cortes, na cidade de Curitiba, Brasil. A freira sofria de um grave tumor maligno no pâncreas e nos canais biliares, apresentando um quadro clínico terminal com metástases. Diante da impossibilidade de tratamento médico eficaz, a congregação iniciou uma novena pedindo a intercessão de seu fundador. De forma súbita e completa, os sintomas desapareceram e os exames posteriores confirmaram a ausência total da doença, o que foi reconhecido pela junta médica do Vaticano como um fenômeno sem explicação científica.

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