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PEREGRINUS FIDEI

Assim como o povo hebreu peregrinou pelo deserto para chegar à terra prometida.
Hoje nós peregrinamos para chegar ao Céu.

Sincronizando mural...

SANTA GIANNA BERETTA MOLLA

Festa litúrgica dia 28 de abril.

ORAÇÃO
Ó Deus, amante da Vida, que doaste a Gianna Beretta Molla responder com plena generosidade à vocação cristã de esposa e mãe, concede também a mim (... ou pessoa para quem quer obter a Graça...), por sua intercessão (fazer os pedido e intenções) como também seguir fielmente os Teus Desígnios, apra que resplandeça sempre nas nossas famílias a Graça que consagra o amor eterno e à vida humana. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Teu Filho, que é Deus, e vive e reina Contigo na Unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

HISTÓRIA
GIANNA Beretta nasceu em outubro de 1922, em Magenta, Itália. Filha de uma numerosa família de treza filhos. Por causa de gripe espanhola, o número dos irmãos reduziu-se a oito, Etre os oito, Gianna era a penúltima. Filha de um lar cristão, ela e seus irmãos seguiram o caminho da fé e suas vidas foram exemplos para muitos.

A família de Gianna testemunhou lindamente a fé cristã e a cultura. Dentre os oito irmãos, uma se tornou pianista, dois foram engenheiros, quatro se tornaram médicos e uma formou-se farmacêutica. Um dos formados em engenharia, chamado José, mais tasrde se tornou padre, e dois dos médicos decidiram seguir a vida religiosa, tornando-se missionários: padre Alberto e madre Virgínia.

Gianna cresceu em Magente e ali se formou como médica cirurgiã. Especializou-se em pediatria, formando-se em 1952. Porém apesar da especialidade, preferiu o exercício da clínica geral, visando atender os idosos abandonados e sem recursos. Para Gianna, tudo era sagrado. Ela dizia sempre que: "Quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo".

Em 1955, Gianna se casou com o diretor industrial Pedro Molla. O casal viviu segundo a tradição cristã familiar: oração, missa e eucaristia. Ao mesmo tempo, eram inseridos com harmonia na vida moderna. Gianna amava esquiar na neve. Gostava também de pintar a apreciava muito a música. Frequentava o teatro e os concertos sempre que podiam.

Gianna fazia quetão de participar ativamente da Associação Católica Feminina, um movimento que visava unir as mulheres em torno da fé e da vida cristã na sociedade. O movimento preparava, com a ajuda de Gianna, retiros espirituais, que eram momentos preciosos de forte interiorização e descoberta da presença de Deus. Gianna vivia e colaborava com essas novidades que traziam renovação para a comunidade católica. Ela também colocava a serviço do movimento sua missão de médica.

O casal Gianna e Pedro Molla teve três filho: Pedro Luiz, Maria Rita e Laura. Felizes, tiveram a notícia de uma quarta gravidez em setembro de 1961. Pouco tempo, depois, porém, Gianna sentiu-se mal e teve que ser internada. Após exames, foi descoberta um fibrona no útero. O caso foi se agravando. E a gravidade chegou a tal ponto que a única perspectiva para a sobrevivência de Gianna seria interromper a gravidez (aborto), para que seus três filhos não ficassem órfãos.

Gianna tinha os valores cristãos profundamente enraizados em seu coração. Por isso, ela colocava sempre, em primeiro lugar, o direito à vida. Assim, ela decidiu ter o bebê, sabendo, como médica, que pagaria por esta decisão com o preço da sua própria vida. E assim aconteceu. Uma menina nasceu. Joana Emanuela. Gianna segurou-a nos braços antes de falecer. Era dia 28 de abril, de 1962. Sua morte se tornou uma mensagem do amor de Cristo para o mundo. Gianna Beretta Molla foi sepultada no cemitério municipal de Mesero, uma pequena comunidade na província de Milão, na Itália. Atualmente seu corpo se encontra na capela da família Beretta. Mesero era a cidade onde seu marido, Pietro Molla, possuía uma fábrica e onde o casal viveu parte de sua vida matrimonial. O local tornou-se um ponto de peregrinação para fiéis, especialmente após sua canonização. 

Após a morte de Gianna, Pedro Molla, o viúvo, encontrou anotações pessoais da esposa. Essas anotações eram feitas antes dos retiros espirituais. Nas notas de Gianna descobre-se uma conexão indissolúvel de seu coração com o amor, com o sacrifício e com a fé inabalável. A opção de Gianna pela vida da filha em seu ventre foi totalmente consciente, repleta de amor e respeito à vida.

Gianna Beretta Molla foi beatificada em 24 de abril de 1994 pelo papa João Paulo II e sua canonização foi em 16 de maio de 2004, também pelo papa João Paulo II.

Na ocasião, o papa exaltou não só seu heroísmo final, mas também sua vida inteira como exemplo de mulher, esposa, mãe, profissional e evangelizadora. Um verdadeiro exemplo para as mulheres e os casais modernos.

A filha que nasceu do sacrifício de santa Gianna, Joana Emanuela, por ocasião da canonização de sua mãe, ela fez um pronunciamento do qual se destaca o seguinte: "Sinto em mim a força e a coragem de viver, sinto que a vida me sorrir". Em seguida, rendeu eterna homenagem à mãe dizendo: "dedicando a minha vida à cura e assistência aos anciãos". (Confira o texto completo ao final).

MILAGRES DA SANTA GIANNA BERETTA MOLLA.
Os dois milagres para a beatificação e canonização da santa aconteceram no BRASIL. 

O milagre que levou Gianna à honra dos altares como beata aconteceu em 1977, no hospital fundado por seu irmão no Maranhão. Uma jovem chamada Lúcia Silva Cirilo, que sofria de uma grave fístula reto-vaginal após um parto complicado, estava em estado crítico e precisava de uma cirurgia que o hospital não tinha condições de realizar. Uma enfermeira, a Irmã Bernardina, que conhecia a história de Gianna por ser irmã do Padre Alberto, pediu a intercessão da então "Serva de Deus". Lúcia foi curada instantaneamente, e o caso foi aceito pelo Vaticano, permitindo a beatificação em 1994.

O milagre que levou a sua canonização ocorreu entre 1999 e 2000, na cidade de Franca, em São Paulo. Elisabete Comparini Arcolin enfrentava uma gravidez dramática: sua bolsa rompeu precocemente no segundo mês de gestação, deixando o bebê totalmente sem líquido amniótico. Tecnicamente, a sobrevivência da criança era considerada impossível pelos médicos, que sugeriram o aborto para salvar a vida da mãe. Apoiada por seu bispo, Com Diógenes Silva Matthes (que era um grande propagador da devoção a Gianna no Brasil), Elisabete decidiu levar a gravidez adiante, confiando na intercessão da Beata italiana. A menina, chamada Gianna Maria, nasceu perfeitamente saudável e meio de 2000.

PRONUNCIAMENTO DE JOANA EMANUELA MOLLA.
O pronunciamento da filha de Santa Gianna Beretta Molla, no dia de sua canonização, foi um dos momentos mais marcantes da história da canonizações, pois era a primeira verz que uma filha presensiava a sua mãe se declarada santa.

"Minha diletíssima mãe, obrigada por me teres dado a vida pela segunda vez. Eu não estaria aqui hoje com todos estes devotos se não tivesse sido tão amada por ti.

A vida e verdadeiramente o dom mais belo, mais precioso e mais sagrado, e nós devemos sempre honrá-la, respeitá-la e defendê-la. Tu a defendeste com o sacrifício da tua própria vida.

É para mim uma alegria imensa e uma grande honra ver-te hoje glorificada pela Igreja. Ajuda-me, mãe, a carregar a minha cruz dia após dia, a saber ler sempre a vontade de Deus em minha vida e a cumpri-la com alegria, para que eu possa um dia alcançar a santidade e estar contido no Paraíso, junto com o papa e com os meus irmãos que já lá estão.

Faz com que, a cada dia, possamos aproximar-nos sempre mais de ti e subir um degrau na escada da santidade. Intercede por todas as famílias, pelas mães, pelos médicos e por todos aqueles que sofrem, para que, seguindo o teu exemplo, saibam sempre dizer 'sim' ao Senhor da Vida.

Obrigado, mãe, por tudo o que fizeste por mim e por todos nós. Eu amo-te com todo o meu coração."
 

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