HISTÓRIA
Léonie Aviat naceus no dia 16 de setembro de 1844, na pitoresca vila de Sézanne, situada na região de Champagne, na França, era a filha mais velha de Théodore Aviate Émilie Castel, pequenos comerciantes de tecidos. Seu pai era um homem respeitadopor sua integridade e senso de dever, enquanto sua mãe trazia para o lar e para o negócio uma mistura de doçura materna e uma visão prática da vida.
Ela creceu em um lar onde a fé e o trabalho cominhavam lado a lado. Foi observando o esforço deseu pai em manter a honestidade nos negócios e a dedicação de sua mãe em equilibrar as contas e o cuidado com a casa que a futura santa aprendeu que o serviço ao próximo começa nos pequenos gestos e na retidão do trabalho manual.
Desde cedo, a pequena Léonie demonstrou uma inclinação natural para a piedade e uma ingeligência vivaz, o que levou seus pais a matriculá-la no pensionato do Mosteiro da Visitação em Troyes aos onze anos de idade. Léoni ficou durante seis anos, onde recebeu a Promeira Eucaristia e a Crismae sob a sábia orientação do capelão Luiz Brisson e da superiora, recebeu uma educação humanística, uma profunda formação religiosa e moral e foi iniciada na doutrina salesiana de abandono à Divina Providência.
Foi entre os muros daquele mosteiro que sua alma encontrou o solo fértil de que precisava, sendo moldada pela doçura e pelo equilíbrio da espiritualidade salesiana sob a tutela da venerável Madre Maria de Sales Chappuis e do Padre Luiz Brisson, o capelão do mosteiro. Ao concluir sues estudos, Léonie sentiu que seu coração não pertencia mais ao mundo secular, mas a voz de Deus a chamava para um caminho que ainda não estava totalmente traçado nos moldes tradicionais da vida contemplativa.
O cenário da França naquela época era de uma transformação industrial profunda, a cidade de Troyes tinha se tornado um pólo de indústrias onde jovens camponesas deixavam suas aldeias em busca de sustento nas fábricas têxteis das cidades, acabando por viver em condições de miséria moral e física absoluta.
Atento a essa situação e sensível às necessidades das adolescentes camponesas, que deixava suas famíliasem busca do trabalho promissor, padre Brisson, fundou a Congregação das Irmãs Oblatas de São Francisco de Sales; uma casa-família que acolhia assegurava a assistência e educação cristã aquelas jovens operárias. Porém era difícil encontrar uma pessoa para diretora da casa. Foi durante uma visita de Léonie que o padre viu na jovem Léonie a força de caráter e a caridade necessárias para liderar tal obra, convidou-a a assumir a direção do projeto.
Léonie enfrentou um dilema profundo: seu coração ansiava pelo silêncio contemplativo e pela clausula tradicional.
Ao entrar pela primeira vez em uma oficina de tecelagem e ver a exaustão nos rostos daquelas jovens, Léonie compreendeu que sua missão não seria dentro do silêncio de um claustro fechado, mas no coração pulsante e sofrido das indústrias. Em 1868, ela recebeu o hábito religioso, e adotou nome de Irmã Francisca de Sales.
Desde então, Francisca de Sales se dedicou aos apostolado entre as jovens operárias.
Sob a liderança de Madre Francisca de Sales, a congregação cresceu rapidamente, transformando os lares de acolhida em centros de verdadeira promoção humana e espiritual, onde as operárias aprendiam não apenas um ofício, mas o valor de sua própria dignidade como filhas de Deus. Ela vivia o lema de se esquecer inteiramente para que os outros fossem felizes, enfrentando com um sorriso sereno as inúmeras dificuldades financeiras e os preconceitos da sociedade da época.
No entanto, a maior provação de sua vida surgiu no início do século XX, quando as leis anticlericais na França forçaram o fechamento de inúmeras casas religiosas e a expropriação de seus bens. Com uma coragem inabalável, ela viu as obras que construiu com tanto suor serem confiscadas pelo governo, mas não permitiu que o desânimo paralisasse sua missão. Em 1903, ela foi forçada ao exílio, transferindo a sede da congregação para Perugia, na Itália, onde começou do zero com a mesma confiança absoluta na Divina Providência que a guiara na juventude.
Os últimos anos de sua vida foram passados em solo italiano, onde ela continuou a irradiar uma paz profunda e a expandir sua obra para além das fronteiras europeias, enviando missionárias para terras distantes como a África do Sul e as Américas.
Madre Francisca de Sales faleceu serenamente em 10 de janeiro de 1914, em Perugia, onde foi sepultada. Mais tarde, seu corpo foi transladado para a cripta da Casa Mãe da Congregação em Troyes na frança.
Foi beatificado no dia 27 de setembro de 1992 pelo Papa João Paulo II. Foi canonizada pelo Papa João Paulo II em 25 de novembro de 2001.

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