SANTO ADRIANO
Patrono dos soldados dos açougueiros e intercessor contra pragas.
Adriano nasceu em uma família da aristocracia romana em Nicomédia, por volta do ano 278. Criado no seio de uma linhagem nobre, ele ingressou cedo na carreira militar, onde alcançou o posto de oficial de elite da guarda pretoriana (ou guarda herculiana). Por volta dos 28 anos, Adriajo já ocupava uma posição de confiança na corte do imperador Galério, sendo responsável pela manutenção da ordem e pela execução das sentenças imperiais, o que oncluía a repressão sistemática aos cristãos. Ele era casado com Natália, também de origem nobre, que mantinha sua fé cristã em segredo para evitar a perseguição.
A mudança em sua vida ocorreu em 303 d.C. quando Adriano presidiu o interrogatório de um grupo de vinte e dois cristãos capturados em uma caverna. Ao observar a dignidade e a paz daqueles homens enquanto era torturados, ele lhes perguntou que recompensa esperavam receber de seu Deus. Eles responderam com passagens das Escrituras sobre as glórias do Reino do Céus. Profundamente tocado por esse testemunho, Adriano declarou-se cristão no mesmo instante. Ele não apenas abandonou seu cargo, mas pediu aos escrivãos que riscassem seu nome das listas militares e o incluíssem entre os prisioneiros.
Adriano foi imediatamente preso e acorrentado. Ao saber da notícia, Natália correu para a preisão para encorajá-lo, revelando sua própria fé e pedindo que ele permacesse fiel até o fim. Ela cortou os cabelos e vestiu roupas masculinas para conseguir entrar na cela e cuidar das feridas do marido. O imperador Galério tentou persuadir Adriano a renunciar aos cristianismo, mas o oficial manteve sua decisão. Como punição, Adriano foi submetido a flagelação brutais; seu ventre foi aberto de tal forma que suas entranhas tarnaram-se visíveis.
A execução final ocorreu em 4 de março de 306. Adriano e os outros mártires tiveram seus membros quebrados sobre uma bigorna de ferreiro antes de serem decapitados. Natália permaneceu ao lado dele, segurando sua mão enquanto ele morria. Após a execução, quando so corpos iam se queimados, uma tempestade súbita apagou a fogueria. Natália conseguiu resgatar uma das mãos de Adriano e fugiu para Bizâncio para evitar um novo casamento com um oficial pagão. Ela viveu o resto de seus dias em oração e faleceu pacificamente pouco tempo depois, sendo considerada santa por sua dedicação er sofrimento espiritual.

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