Ó Deus, que destes a Santa Francisca Romana a graça de viver o sacramento do matrimônio, a maternidade e a vida religiosa com toda fidelidade e perseverança, dai também a nós a graça de vivermos bem nosso estado de vida (casados, solteiros ou consagrados). Que nossa vida seja abençoada pela intercessão de Santa Francisca Romana e que suas visões do céu nos ajudem a desejar e a procurar de todo o coração pátria celestial. Amém.
Santa Francisca Romana, rogai por nós".
HISTÓRIA
Nasceu no dia 6 de outubro de 1384 em Roma, no seio de uma família nobre e rica. Filha de Paolo Buxxo e Lacobella. Seu pai era um nobre influente e rico, detentor de propriedades e envolvido na vida política e social da cidade. Sua mãe também vinha de um alinhagem de prestígio, sendo descrita nos registros histórico como uma mulher de profunda piedade cristã, responsável pela primeira formação religiosa de Francisca.
Foi batizada no dia do seu nascimento na Igreja de Santa Inês, onde recebeu o nome Francisca Buxxo de Buxis de Leoni.
Desde a infância, manifestou-se chamada para uma vida de oração, recolhimento e penitência. Seu desejo era tornar-se freira, por isso, buscava, cada vez mais, instruir-se na fé e na prática das virtudes cristãs.
Porém o seu pai tinha prometido a filha em casamento, assim aos doze anos, foi forçada por seus pais a se casar com Lorenço de Ponziani, um comandante de tropas papais. Felizmente, Lourenço era cristão e procurava vier a fé. Por isso, tiveram um casamento feliz, apesar dos sofrimentos que a vida impôs ao casal.
O casal teve seis filhos e viveram a fidelidade, o amor e a paternidade responsável e evangelizadora. Além disso, sempre que possível, praticavam a caridade para com os necessitados. Se Lourenço não podia dedicar-se a essas obras, autorizava Francisca. E a obra se expandiu de tal maneira que a casa rica dos dois foi se transformando num asilo-albergue-hospital para os necessitados.
Na época, Roma estava dividida em facções a favor e contra o Papa, e que guerreavam entre si. Era uma verdadeira situação de guerra civil. Além disso, a cidade foi assolada por epidemias, fomes, revoluções. Nestas situações, Santa Francisca assistiu a morte de três de seus filhos. Mais tarde, outro filho foi feito refém, seu marido foi ferido na guerra e, depois, feito prisioneiro. Ainda assim ela prosseguiu com sua obra de caridade. Vendeu quase tudo o que possuía par mantê-la funcionando. Foi nessa época que o povo, agradecido, deu a ela o título de "Mãe de Roma".
Francisca frequentava a abadia de Santa Maria Nova, dos monges Beneditinos. Lá, em contato com as ricas matronas de Roma, convenceu um bom número delas a se unirem para prestar um serviço social aos pobres, doentes e necessitados. Ela fundou uma espécie de "instituto das mães de Roma". Tratava-se de um organismo sem votos, sem regras, sem hábito, formado por mães romanas. Elas viviam seu cotidiano de mães e esposas, mas procuravam tempo para a oração e para a prática da caridade efetiva para com os necessitados acolhidos na casa de Santa Francisca e em outras paróquias de Roma.
Terminada a guerra, Lourenço, o marido de Francisca voltou para a casa e teve grande parte de seus bens restituídos. Ele apoiava Santa Francisca na caridade e também participava. A santa esposa conseguiu, com muita oração e conselhos, que seu marido se reconciliasse com inimigos surgidos nas guerras de Roma. E ela conseguiu sei intento. Antes de falecer, seu marido tinha se reconciliado com todos os antigos inimigos e estava em paz.
Após a morte do seu marido Lourenço, Francisca intensificou seu trabalho junto aos pobres. A essa altura, cinco de seus filhos e filhas tinha falecido. Quando o último filho sobrevivente se casou, ela entregou o governo da casa à sua nora. Esta nora convertera-se à fé cristã por causa de Francisca. Em seguida, Francisca e suas companheiras viúvas de Roma, fundaram a Ordem das Irmãs Oblatas Olivetanas de Santa Maria Nova. Em 1433 dez oblatas da nova Ordem receberam o hábito religioso e começaram a viver em comunidade. Daí a pouco meses, o Papa Eugênio IV instituiu a congregação dando-lhe o nome de Congregação das Oblatas da Santíssima Virgem. Mais tarde, após a morte de Francisca, este nome foi mudado para Congregação das Oblatas de Santa Francisca Romana. A congregação continuou bravamente a obra começada por Francisca.
Francisca Romana fez questão de ingressar na Congregação que fundara como qualquer outra, sendo uma simples postulante. Em pouco tempo, porém, foi eleita a superiora e exerceu seu ministério com humildade e santidade, procurando sempre descobrir e cumprir a vontade de Deus para a Obra.
Francisca teve vários dons sobrenaturais e carismas, que serviram para a edificação da congregação e da Igreja em geral. Ela tinha visões de seu Anjo da Guarda, do combate entre as forças satânicas e as forças celestiais, profecias, êxtases, colóquios com Jesus Cristo e nossa Senhora. Teve também visões dos sofrimentos do inferno, do purgatório e da felicidade profunda do céu, deixando claro que o maior sofrimento na terra, não tem comparação com a felicidade do céu. Por isso, suportava tudo com amor, paciência e perseverança.
Francisca viveu apenas três anos no convento. Sua última semana de vida foi de muito sofrimento, mas ela permaneceu firme, sabendo que sua hora estava chegando. Assim, conseguiu dar suas última orientações às irmãs.
Ela faleceu em 09 de março de 1440, aos 56 anos de idade. Seus funerais precisaram ser estendidos por três dias para que toda a cidade de Roma pudesse se despedir dela.
Ela foi canonizada no dia 29 de maio de 1608 pelo Papa Paulo V e recebeu o título de Santa Mística da Igreja.
Santa Francisca é a padroeira dos motoristas e dos automobilistas.
Esse patrocínio foi estabelecido pelo Papa Pio XI em 1925. A escolha baseou-se na tradição biográfica de que ela era constantemente guiada por um anjo da guarda que iluminava o seu caminho durante a noite, protegendo-a de perigos e colisões enquanto caminhava pelas ruas escuras de Roma.
Ela também é padroeira das Viúvas, porque ela viveu essa condição de forma exemplar, transformando o luto em uma entrega total ao serviço religios e à caridade.

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