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SÃO JOÃO DE BRITO.

 

Padroeiro dos Missionarios e dos jovens que buscam a sua vocação.
Festa Litúrgica dia 04 de fevereiro

ORAÇÃO
Senhor, que fortalecestes com invensível constãncia o mártir São João de Brito para pregar a fé entre os povos da Índia, conceidei-nos, por seus méritos e intercessão, que, celebramos a memória do seu triunfo, imitemos os exemplos de sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Amém
São João de Brito, rogia por nós.

HISTÓRIA
João de Brito nasceu na cidade de Lisboa em 1 de março de 1647, filho de Salvador de Brito e Brites de Portalegre, nobres membros da corte de Portugal. Seu pai, mais tarde, viria a ser o governador do Rio de Janeiro. Desde a infância, sendo de família cristã, alimentou o desejo de se tornar um missionário evangelizador em terras distantes, apesar da saúde frágil. Dedicou-se aos estudos e fez o máximo de sua parte, contando com a providência divina.

Mesmo com suas dificuldades de saúde, o jovem João de Brito perseverou no anseio de dedicar sua vida à missão nas terras mais longínquas. Era tempo das grandes navegações e ele sonhava ir para a Índia como missionário. Por isso, completou seus estudos chamados "superiores" na grande Universidade de Coimbra. Ao completar vinte e seus anos, João de Brito foi ordenado sacerdote e ingressou na Companhia de Jesus. Apesar da saúde frágil, viajou para a Índia, onde se sentia chamado a pregar a Palavra de Deus.

O padre João de Brito iniciou sua missão apostólica em Malabar, na Índia. Desde o início procurou fazer igual aos nativos em tudo o que fosse possível. Andava descalço por enormes distâncias portanto tão somente uma simples manta de algodão e livros cristãos. O Padre João de Brito criou uma nova maneira de evangelizar, que foi seguida por vários outros missionários. O segredo era seguir a máxima de São Paulo: "Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns para Cristo". 1Coríntios 9.

Para se aproximar dos hindus, o Padre João de Brito passou a caminhar com um cajado de bambu, vestir-se com um roupão avermelhado e calçar palmilhas de madeira. Procurava viver em tudo como um Hindu, inclusive no comportamento e nos costimes alimentares. Porém sem jamais deixar de pregar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, padre João de Brito conquistou muitos corações. Estes, abraçavam a fé em Cristo com firmeza e renovação de coração.

Porém a fé cristã demonstrava vários princípios hindus, principalmente a divisão da sociedade em castas, como destino irreversível de todos os sseres humanos. O cristianismo prega exatamente o contrário, afirmando que todos são filhos de Deus, iguais, irmãos, filhos do mesmo Pai. Por isso João de Brito passou a sofre severas perseguições. Foi preso e vítima de terríveis torturas, mas não desistiu.

A sua missão frutificou. Chegou a converter várias comunidades hindus à fé em Jesus Cristo. E essas comunidades se tornaram vivas, cheias de fé, maduras e exemplares na prática da caridade entre os irmãos. Os cristãos indianos convertidos por São João de Brito sentiam particularmente felizes ao se libertarem da crendice na sina das castas e ao se reconhecerem todos irmãos, filhos do mesmo Pai. O apostolado do Padre João de Brito na Índia durou quinze anos.

No fim desses quinze anos na Índia, João de Brito voltou para Portugal, Lá, recebeu um convite irrecusável para muitos o de ser conselheiro do rei Pedro II e mestre de seu filho. O padre João de Brito, porém recusou esta honraria. Atendeu o pedido de seu coração e voltou para a Índia.

Quando João de Brito pisou em Malabar, voltando de Portugal, deparou-se com um cenário devastador: os cristãos tinham sido mortos; as casas e as igrejas de todos  eles foram saqueadas e incendiadas. Tratava-se de uma revolta dos líderes religiosos hindus, conhecidos como brâmanes. Eles sea revoltaram especialmente contra todos os que se diziam cristão. Por isso, João de Brito foi igualmente preso e decapitado. 

Seu martirio foi no dia 4 de fevereiro de 1693. Antes de ser executado, João de Brito obteve permissão para orar. No mesmo local seu corpo teve os membros decepados e foi exposto. O papa Pio XII celebrou sua canonização em 1947 e determinhou sua festa litúrgica para o dia de sua morte.

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