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PEREGRINUS FIDEI

Assim como o povo hebreu peregrinou pelo deserto para chegar à terra prometida.
Hoje nós peregrinamos para chegar ao Céu.

Sincronizando mural...

SANTA EDITH STEIN

Foto Original de Santa Edith Stein melhora por IA
• Padroeiro dos Filósofos, Judeus convertidos ao catolicismo, do mártires e da juventude
• Festa liturgica 9 de agosto

HISTÓRIA
EDITH nasceu no dia 12 de outubro de 1891, em Breslau (então pertencente ao Império Alemão, Atual Wroclaw, na Polônia), filha de Siegfried Stein, um comerciante de madeiras e proprietário de uma empressa do ramo florestal, e de Auguste Stein. Seu nome de nascimento era Edith Theresa Hedwig Steins, sendo a filha mais nova de 11 irmãos em uma família devota. Seu nascimento ocorreu no Dia do Perdão (Yom Kippur), o que fez sua mãe nutrir por ela um carinho especial.

Seu pai faleceu no ano de 1893, vítima de insolação, quando Edith tinha apenas dois anos, deixando sua mulher Auguste à frente da criação dos filhos e da gestão da empresa familiar, a qual ela salvou da falência e tornou um negócio próspero.

Embora tenha sido educada na fé judaica, durante a adolescência Edith abandonou a prática religiosa e declarou-se ateia, buscando a verdade através do estudo rigoroso da razão e do conhecimento humano. Em 1911, ingressou na Universidade de Breslau e, posteriormente, na Universidade de Gotinga, onde se tornou aluna e assistente do célebre filósofo Edmund Husserl, fundador da Fenomenologia. Edih destacou-se no cenário acadêmico, defendendo sua tese de doutorado sobre o conceito de empatia e tornando-se uma das primeiras mulheres a obter o doutorado em filosofia na Alemanha.

A Conversão e o Batismo
A busca de Edith pela verdade intelectual gradualmente aroximou-a da fé. Durante a Primeira Guerra Mundial, trabalhou voluntariamente como auxiliar de enfermagem em um hospital militar na Áustria, testemunhando a dor humana e a força expiritual dos cristãos diante do sofrimento.

A grande virada espiritual ocorreu no verão de 1921, enquanto visitiva a casa de amigo em Bergzabern. Ao procurara algo para ler na biblioteca da casa, encontrou a autobiografia de Santa Teresa de Ávilha. Edith leuy o livro inteiro em uma única noite e, ao fechá-lo, afirmou para si mesma: "Aqui está a verdade".

Em 1º de janeiro de 1922, recebeu o batismo na Igreja Católica, na Paróquia de São Martinho em Bergzbern, adotando o nome de Edith Teresa Hedwig Stein, tendo a amigo filósofa Hedwig Conrad-Martius como madrinha. Em 2 de fevereiro de 1922, recebeu o Sacramento da Crisma na capela do bispo de Espira. Sua conversão causou profunda dor emocional em sua mãe, mas Edith manteve o respeito e o carinho familiar, acompanhando a mãe à sinagoga quando a visitava. Mais tarde, sua irmã Rosa também se converteu ao catolicismo.

Durante mais de uma década, Edith conciliou aus profunda vida der oração com o magistério, lecionando em Espira e no Instituto de Pedagogia Cientifica de Münster, onde traduziu obras der São Tomás de Aquino e escreveu sobre a vocação da mulher e a antropologia cristã.

O Carmelo e a Perseguição Nazista
Com a ascensão do regime nazista na Alemanha em 1933 e a promulgação das leis antissemitas, Edith foi impedida de continuar lecionando nas universidades devido às suas origens judaicas. Vendo no sofrimento de seu povo um chamado a unir-se à Cruz de Cristo, realizou o antigo sonho de entrar para a vida contemplativa.

Em 14 de outubro de 1933, ingressou no Mosteiro das Carmelitas Descalças de Colônia, assumindo o nome religioso de Irmã Teresa Benedita da Cruz. A escolha deste novo nome trazia significados profundos para esta nova etapa de sua vida: Teresa em homenagem a Santa Teresa de Ávila (responsável por sua conversão); Benedita em honra a São Bento e à liturgia benedetina; e da Cruz como expressão de seu desejo de unir seus sofrimentos e a perseguição de seu povo à Paixão de Cristo.

Conforme o clima da perseguição aos jusdeus se intensificava na Alemanha, suas superiores transferiram a Irmã Teresa Benedita e sua irmã Rosa para o Carmelo de Echt, na holanda, no final de 1938, buscando proteger suas vidas. No convento holandês, escreveu sua última obra filosófica-teológica, A Ciência da Cruz, dedicado ao estudo de são João da Cruz.

O Martírio em Auschwitz e Canonização
Em julho de 1942, os bispos católicos dos Países Baixos publicaram uma carta pastoral condenando abertamente e deportamento e a violência do regime nazista contra os judeus. Em retaliação, as forças de ocupação ordenaram a prisão imediata de todos os judeus convertidos ao catolicismo na região.

No dia 2 de agosto de 1942, a Gestapo invadiu o convento de Echt e prendeu a Irmã Teresa Benedita da Cruz e sua irmã Rosa, Ao ser levada, Edith disse à sua irmã: "Vem, vamos pelo nosso povo".

Elas foram transferidas para o campo de trânsito de Westerbork e, em seguida, deportadas pra o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. No dia 9 de agosto de 1942, Santa Teresa Benedita da Cruz foi martirizada nas câmaras de gás.

Sua vida e mártirio foram reconhecidos pela Igreja como um testemunho supremo de fé, diálogo entre razão e fé, e solidariedade com seu povo. 

Foi beatificada no dia 1 de maio de 1987, pelo papa João Paulo II e canonizada no dia 11 de outubro de 1998, também pelo papa João Paulo II. 

Santa Edith Stein é padroeira das seguintes causas:
Dos filósofos: Teve um carreira acadêmica brilhante e foi assistente do filósofo Edmund Husserl, sendo uma das primeiras mulheres a obter o doutorado em filosofia na Alemanha. Dedicou a vida à busca intelectual e apaixonada da verdade através da razão e da fé.

Dos judeus Convertidos ao Catolicismo: Nascida e criada em uma família judaica devota, manteve um profundo respeito por suas raízes e tornou-se uma ponte espiritual entre o judaísmo e o Cristianismo após sua conversão em 1922.

Dos Mártires: Deu o testemunho supremo de fé ao ser presa por Gestapo e morta nas câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau em 1942, aceitando o sofrimento por amor a Deus e em solidariedade ao seu povo.

Da Juventude: Serve de modelo aos jovens por ter enfrentado as incertezas existenciais da juventude - atravessando uma fase de ateísmo e busca por sentido - até encontrar uma vocação firme e corajosa diante das ideologias extremistas de sua época.

ORAÇÃO A SANTA EDITH STEIN
Amada santa Edith Stein, Filha do Dia do Perdão, Mártir de Auschiwitz, Mestra da Igreja, Abraçadora da Cruz com um amor como o de Cristo, descendente de Abraão, Filha de Nossa Senhora do Monte Carmelo, tu que profundamente goza nos corações do Messias e de sua Mãe, por favor intercede por mim. (Fazer os pedidos) Santa Edith Stein, rogai por nós.

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