Bispo e Mártir
HISTÓRIA
SIMEÃO DE JERUSALÉM, filho de Cleofas e de Maria, foi uma figura central no cristianismo primitivo, identificado pela tradição bíblica e história como primo de Jesus e um dos discípulos que testemunharam os eventos fundamentais de fé cristã no primeiro século. Sua trajetória ganhou relevância pública após o martírio de Tiago, o Justo, o primeiro bispo de Jerusalém, ocorrido por volda do ano 62 d.C. Com a vacância da liderança na comunidade mão da Igreja, os apóstolos sobreviventes e os parentes do Senhor reuniram-se para escolher um sucessor que possuísse tanto a autoridade espiritual quanto o vínculo familiar com a linhagem de Davi, elegendo Simeão por unanimidade para assumir o episcopado em um momento de extrema turbulência política na Judeia.
Durante o seu governo, a tensão entre os judeus e o Império Romano atingiu o ápice, culminando na primeira Guerra Judaico-Romana. Segundo o historiador Eusébio de Cesareia, Simeão recebeu uma revelação divina que instruia a comunidade cristã a abandonar Jerusalém antes de sua destruição total. Sob sua orientação, os fiéis atravessaram o Jordão e estabeleceram-se na cidade de Pela, na Pereia, escapando do certo romano de 70 d.C. que resultou na queda do Segundo Templo. Após o conflito, Simeão liderou o retorno dos cristãos às ruínas de Jerusalém, onde a igrea continuou a florescer sob sua custódia, mantendo a observância das tradições judaico-cristãs e servindo como um elo vivo com a era apostólica.
A longevidade de Simeão tornou-se lendária, permitindo que ele atravessase décadas de consolidação da fé em meio a perseguições intermitentes. No entanto, durante o reinado do imperador Trajano, sua posição tornou-se insustentável perante as autoridades romanas. Ele foi alvo de denúncias movidas por seitas heréticas e opositores políticos que o acusavam de dois crimes principais aos olhos de Roma: ser um cristão devoto e, crucialmente, ser um descendente direto da linhagem real de Davi, o que representava uma ameaça de insurreição messiânica para os governadores imperiais. Capturado por ordem do governador Ático, Simeão, já em idade avançada de aproximadamente 1209 anos, foi submetido a dias de torturas brutais destinadas a fazê-lo renunciar à sua crença e denunciar outros líderes.
A resistência demonstrada pelo bispo ancião causou espanto nos oficiais romanso e na multidão que assistia aos suplícios, pois ele enfrentava os flagelos com uma serenidade que constratava com sua fragilidade física. Incapaz de dobrar sua vontade, o governador sentenciou-o à morte por crucificação por volta do ano 107 d.C. Simeão enfrentou o mesmo suplício de Cristo com dignidade, tornando-se um dos últimos mártires a ter conhecido pessoalmente os primeiros seguidores de Jesus, selando com sangue o fim de uma era de transição para a Igreja cristã e sendo venerado desde então como uma das colunas fundamentais da sucessão apostólica.
PARENTESCOS DE SIMEÃO.
A árvore genealógica de Simeão de Jerusalém revela o núcleo familiar mais próximo de Jesus, conectando figuras centrais dos Evangelhos através de laços de sangue e de fé. Ele era filho de Cleofas (também chamdo de Alfeu em algumas interpretações) de de Maria de Cleofas, uma das mulheres que permaneceram ao lado da cruz durante a crucificação, Sendo Cleofás irmão de São José, o pai adotivo de Jesus, Simeão era legalmente e por sangue considerado primo-irmão do Messias, o que explica por que os textos bíblicos de Mateus e Marcos o listam entre os "Irmãos do Senhor", um termo semítico ussado para designar parentesco próximo.
Essa rede de parentesco estendia-se a outros líderes fundamentais da Igreja primitiva. Simeão era irmão de Tiago, o Menor, que foi um dos doze apóstolos, e de José, também mencionado nos Evangelhos. Além disso, a tradição o liga a Judas Tadeu e Simão, o Zelote, formando um grupo de parentes que não apenas conviveram com Jesus durante seu ministério terreno, mas que assumiram a responsabilidade de guiar a comunidade cristã em Jerusalém após a Ascensão. Enquanto Tiago, o Justo, foi o primeiro a ocupar o posto de bispo, a escolha de Simeão para sucedê-lo reforçou a importância da "Dinastia Davídica" na preservação da memória e dos ensinamentos de Cristo nas primeiras décadas da era cristã.
A posição de Simeão como filho de udm dos discípulos de Emaús |(Cleofas) também segere quqe sua formação espiritual foi moldada diretamente pelos relatos da Ressurreição. Essa teia de relações familiares garantiu que a liderança da Igreja em Jerusalém perm,anecesse sob a custódia daqueles que possuíam o testemunho mais íntimo da vida de Jesus, unindo a autoridade apostólica ao prestígio da linhagem real de Davi.

Nenhum comentário:
Postar um comentário