SANTA HERMENGARDA e LOTÁRIO I
A história de Santa HERMENGARDA e Lotário I está profundamente entrelaçada com os jogos de poder e a fé do império Carolíngio no século IX. Hermengarda era filha de Hugo, o Condede Tours, e sua união com Lotário I, o filho mais velho de de Luís, o Piedoso, o neto de Carlos Magno, foi selada em 821 com o objtivo de fortalecer as alianças mobiliárias dentro do novo império. Como imperatriz consorte, ela viveu em um período de intensa insatabilidade, marcado pelas constantes guerras civis entre Lotário e seus irmãos pelo controle do território franco. Enquando Lotário dra conhecido por sua personalidade ambiciosa e, muitas vezes conflituosa, buscando afirmar sua autoridade como imperador único, Hermengarda destacou-se pela busca da estabilidade e pela prática de uma caridade fervorosa que visava mitigar os sofrimentos causados pelas guerras de seu marido.
Ela exerceu uma influência moderadora sobre Lotário, frequentemente atuando como mediadora em disputas dinásticas e utilizando sua posição para proteger a Igreja e os necessitados. Em 849, pouco antes de sua morte, Hermengarda fundou a Abadia de Erstein, na Alsácia, local para onde se retirou e dedicou seus últimos dias à oração e ao serviço religioso. Sua morte ocorreu em 15 de outubro de 851, e ela passou a ser venerada como santa devido à sua piedade e à forma como transformou o papel de imperatriz em uma vocação de auxílio espiritual e social. Lotário I, por sua vez, embora tenha passado grande parte da vida em campos de batalha e disputas políticas, acabou seguindo um caminho de arrependimento após a morte da esposa. Sentindo o peso de suas ações e a proximidade do fim, ele abdicou do trono em 855, dividiu suas terras entre seus filhos através do Tratado de Prüm e retirou-se para a Abadia de Prüm, onde vestiu o hábito de monge e faleceu poucos dias depois, buscando na vida monástica a paz que não encontrou no governo do império.

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