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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA: NOSSA SENHORA DE LOURDES.

Santa Bernadette Soubirous redigiu de próprio punho, em sete ocasiões, a descrição da aparição, acrescentando novos detalhes em cada uma das versões. Eis um apanhado tão completo quanto possível de todos eles. Vamos conheceros relatos.

1ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES
11 de fevereiro de 1858
- Há 168 anos.


Acompanhada por sua irmã e uma amiga, Bernadette foi à gruta de Massabielle, nas margens do Rio Gave de Pau, para recolher madeira seca para aquecer a pequena casa da sua família. 

"Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de um gruta, não podendo mais prosseguir".

"Minhas duas companheiras se colocaram em condições de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada". 

"Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia"

Esta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Nessa ocasião ela catava galhos secos para aquecer a mísera habitação onde sua família arruinada era constrangida a viver. Prossegue o relato de Bernadette.

"Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania".

"Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos".

"Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um verstido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço".

"Eu pensava ser vítima de um ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía".

"Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranquila".

"Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquele bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acebei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente".

"Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheira se não haviam visto algo".
- Não
"Perguntei-lhe mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas interrogaram: 
- E tu viste algo?
Eu lhes disse que não.
- Se não viste nada, eu também não.

"Pensava que tinha me enganado, Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha vista. Voltavam sempre àquele assunto".

"Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo".

"Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez".

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