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quarta-feira, 4 de março de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA QUINTA APARIÇÃO.
4 de março de 1858.
- Há 168 anos.
A quinzena de aparições conclui-se no dia 4 de março. Desta vez reuniram-se entre oito e vinte mil pessoas, segundo as versões. Havia avidez de um milagre.

O delegado de polícia  revistou a gruta e as proximidades, à procura de alguma espécie de fogo de artifício que servisse para simular uma aparição, mas nada encontrou. Bernadette era amparada por um grupo de guardas que continha a multidão. 

O êxtase durou quase uma hora, sem que acontecesse algo extraordinário.
Ela disse: "Oh, sim, Ela via voltar. Mas agora já não é mais necessário que eu vá à gruta. Quando ela voltar, então será necessário que eu retorne à gruta. Ela far-me-á saber".

terça-feira, 3 de março de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

14° APARIÇÃO
3 de março de 1858.
- Há 168 anos

Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Santa Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: "Não me apareceu".

No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora, Retornou à gruta, e desta vez A viu.

Bernadette cumpriu a ordem do pároco: 
"Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir".

Fechando a questão, o Padre Peyramale orientou: "Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta".

segunda-feira, 2 de março de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA TERCEIRA APARIÇÃO
2 de março de 1858
- Há 168 anos.
Nessa data, Bernadette teve só uma breve visão da Dama. havia por volta de 1650 pessoas. 

"Ela me disse que eu devia dizer aos padres para construir uma capela aqui".

E contou como cumpriu essa missão:
"Fui procurar o senhor pároco, para lhe dizer que a Senhora me tinha ordenado de ir dizer aos padres para construir ali uma capela. Ele me olhou um momento, e logo me perguntou num tom incomodado quem era essa Senhora. Eu lhe respondi que não sabia. Então ele me encarregou de perguntar a ela o nome, e de voltar para lhe contar".

"A Senhora disse: 'Devem vir aqui em procissão'" - contou a vidente ao pároco, Padre Dominique Peyramale. Para o sacerdote, isso foi demais.

domingo, 1 de março de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA SEGUNDA APARIÇÃO
1 de março de 1858.
Há 168 anos.
Desta vez, o pai de Bernadette acompanhou a filha à Gruta. Desde cedo, havia ali por volta de 1.500 pessoas.

A pedido, a vidente tinha levado o terço de uma outra pessoa, mas no hora de rezá-lo a Dama lhe perguntou: 
"Onde está o teu terço?"
Bernadette tirou-o então do bolso. Sorrindo, a Virgem lhe disse: 
"Usai-o". 

A Santa repetia os gestos: comer ervas, beber e se lavar com a água da gruta. O povo começou a imitá-la, e se constatou que a água brotava cada vez mais límpida e abundante.

Entre os assistentes por primeira e única vez esteve um sacerdote. Foi o Padre Antoine Dezirat, que ignorava a interdição ao clero de comparecer ao local.

Ele escreveu: "Só Bernadette viu a aparição, mas todo o mundo tinha como que o sentimento de sua presença. [...] Respeito, silêncio, recolhimento, reinavam por todo lado. [...] Oh! como estava bom. Eu acreditava estar no vestíbulo do Paraíso!". 

Na noite daquele dia aconteceu o primeiro milagre. Catherine Latapie, grávida de nove meses, tinha paralisados dois dedos da mão direita. O mal lhe impedia atender às necessidades do lar e dos filhos. Ela imergiu a mão na água e sentiu um grande bem-estar, com os dedos movimentando-se naturalmente. 

HISTÓRIA COMPLETA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
https://www.peregrinusfidei.com.br/p/nossa-senhora-de-lourdes.html

sábado, 28 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA PRIMEIRA APARIÇÃO
28 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
Caía uma chuva fina e constante, e fazia um frio terrível, enquanto cerca de 1200 pessoa se encontravam na Gruta desde o amanhecer.
Bernadette chegou às 7 horas.
Pôs-se de joelhos, rezou o terço e beijou a terra, enquanto um potente sopro pareceu passar sobre os presentes.
Todos ou quase todos os espectadores se ajoelharam, rezaram e beijaram o chão com Bernadette.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES,

DÉCIMA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
27 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
Uma multidão de mais de 800 pessoas aguardava Bernadette na Gruta por volta das 6:30 h. 
Por 15 minutos Bernadette caminhou de joelhos e beijou o chão várias vezes. Em seguida comandou a multidão por duas vezes, com gestos, para que repetisse aquele ato de penitência. Só na segunda vez os presentes obedeceram.
A partir daquele dia, o chão e a pedra sagrada de Massabielle são cobertos de beijos de pessoas de todos o mundo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES

NONA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
25 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos

A afluência de público atingiu aproximadamente 350 pessoas. Bernadette obedecia em êxtase às ordens da nobre Senhora, subindo até a gruta e beijando a terra com uma agilidade surpreendente.

Eis o que narrou Santa Bernadette:
"A Senhora me disse que eu deveria beber da fonte e lavar-me nela. Mas, como não a via, fui beber no Gave. Ela me disse que não era ali, e me fez um sinal com o dedo para ir à gruta, mostrando-me a fonte. Eu fui, mas só vim um pouco de água suja".

Nossa Senhora ordenou também a Bernadette comer grama da gruta. 
"Ela me disse para comer da erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber. Foi só uma vez, ignoro por quê".

Uma vez interrogada, ela respondeu: "A Senhora me levou a fazê-lo, com um movimento interior".

Nossa Senhora pediu-lhe que se lavasse com aquela água: "Ide a beber da fonte, e lavai-vos ali". Seu rosto ficou então sujo. A multidão não compreendia o que se passava, e começou a achar que a vidente estava louca.

A cena, uma das mais transcendentais na história de Lourdes, num primeiro momento desiludiu a todos.

HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DE LOURDE COMPLETA.
https://www.peregrinusfidei.com.br/p/nossa-senhora-de-lourdes.html

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

OITAVA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
24 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos


Neste dia, a mensagerm da Senhora foi:
"Penitência! Penitência! Penitência! Orem a Deus pelos pacadores".

O delegado Jacomet hostilizou a multidão: "Como é possível que em pleno século XIX haja ainda tantos idiotas"! exclamou.

Os fiéis responderam com cânticos marianos. Contou Jean-Baptiste Estrade, cobrador de impostos em Lourdes, que pouco tempo depois de ter entrado em êxtase, com alguém que recebe uma má notícias, Bernadette deixou cari os braços, e abundantes lágrimas começaram a correr pela sua face.

Ela subiu de joelhos o aclive que precede a cavidade, osculando a cada passo o chão. voltou-se depois em direção à multidão de 300 pessoas.

Com a voz marcada pelos soluços, referiu à multidão o pedido de Nossa Senhora:

"Penitência, penitência, penitência!" "rezai a Deus pela conversão dos pecadores"; além da recomendação de "beijar a terra em penitência pelos pecadores".

"Penitência, penitência, penitência" - lembremos que em Fátima, em 1917, Nossa Senhora faria ainda um derradeiro apelo, em termos ainda mais cogentes e dramáticos.

HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
https://www.peregrinusfidei.com.br/p/nossa-senhora-de-lourdes.html

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

SÉTIMA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
23 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
Cercada por 150 pessoas, Bernadette chegou à gruta.
Desta vez, a senhora lhe revelou um segredo, que era "apenas para ela sozinha".

HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
https://www.peregrinusfidei.com.br/p/nossa-senhora-de-lourdes.html

sábado, 21 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

SEXTA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
21 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
Nesse dia, a Senhora apareceu muito cedo.
A notícia a respeito das aparições já tinha começado a se espalhar e cerca de cem outras pessoas estavam presentes em frenta à gruta. Voltando à cidade, Bernadete foi interrogada peleo comissário de polícia Jacomet, que queria que ela lhe contasse o que ela tinha visto.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHOR - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

QUINTA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
20 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
A oração jamais revelada.
Nesse dia, a Senhora ensinou a Bernadette uma oração pessoal.
No final da visão, quando a Senhora despareceu ela sentiu uma grande tristeza.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

QUARTA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
19 de fevereiro de 1858
- Há 168 anos

Atendendo ao pedido feito pela Senhora, Bernadette voltou à gruta. 
Nesse dia, inspirada pelo exemplo das pessoas que a tinham acompanhado na véspera, pela primeira vez ela levou uma vela acesa.
E continuou a fazer isso nos dias seguintes.
Isso deu origem à tradição de levar velas e acendê-las em frente à gruta, seguida até hoje pelos peregrinos em Loudes e uma das características marcantes do Santurário.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES

3ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
18 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
Este foi o dia no qual a Senhora falou pela primeira vez.

"Ela só me falou na terceira vez. Foi na quinta-feira seguinte: Fui ali com algumas pessoas importantes, que me aconselharam a pegar papel e tinta e lhe pedisse que, se tinha algo a me dizer, que tivesse a bondade de colocá-lo por escrito". 

"Tendo chegado lá, comecei a recitar o terço. Após ter rezado a primeira dezena, vi a mesma Dama. Transmitir esse pedido à Senhora. Ela se pôs a sorrir, e me disse que aquilo que tinha para me dizer, não era necessário escrevê-lo. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES

2ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
14 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos

Apesar de ter sido proibida pelos pais de voltar a gruta, Bernadette sentiu uma força interior atraindo-a para lá. De tanto ela insistir, sua mãe acabou permitindo que ela fosse. 
Nessa 2ª aparição, Bernadette, leva água Benta para chagar na aparição, para ter certeza que era coisa de Deus.

RELATO DA APARIÇÃO
(Contada por Bernadette)

"A segunda vez foi no domingo seguinte. voltei com várias moças, para ver se não tinha me enganado. Eu me sentia muito constrangida interiormente. Minha mãe tinha-me proibido voltar. Depois da missa cantada, as outras duas jovens e eu fomos mais uma vez pedir licença a minha mãe. Ela não queria. Dizia-me temer que caísse na água. Temia que não voltasse para assistir às vésperas. Prometi que sim, e deu-me então a permissão parar ir.

"Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para jogá-la na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E Saímos para a gruta. Ao chegarmos lá, cada uma tomou o seu terço e nos ajoelhamos para rezá-lo. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama".

"Então comecei a jogar água benta nela, dizendo que se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água. Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais, água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, a mais a via fazer aqueles gestos. Eu então tomada pelo temos, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia. Quando terminei de rezar meu terço, Ela desapareceu e não me disse nada. Nós nos retiramos para assistir às vésperas.

Conheça mais de Nossa Senhora de Lourdes. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA: NOSSA SENHORA DE LOURDES.

Santa Bernadette Soubirous redigiu de próprio punho, em sete ocasiões, a descrição da aparição, acrescentando novos detalhes em cada uma das versões. Eis um apanhado tão completo quanto possível de todos eles. Vamos conheceros relatos.

1ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES
11 de fevereiro de 1858
- Há 168 anos.


Acompanhada por sua irmã e uma amiga, Bernadette foi à gruta de Massabielle, nas margens do Rio Gave de Pau, para recolher madeira seca para aquecer a pequena casa da sua família. 

"Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de um gruta, não podendo mais prosseguir".

"Minhas duas companheiras se colocaram em condições de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada". 

"Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia"

Esta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Nessa ocasião ela catava galhos secos para aquecer a mísera habitação onde sua família arruinada era constrangida a viver. Prossegue o relato de Bernadette.

"Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania".

"Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos".

"Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um verstido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço".

"Eu pensava ser vítima de um ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía".

"Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranquila".

"Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquele bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acebei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente".

"Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheira se não haviam visto algo".
- Não
"Perguntei-lhe mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas interrogaram: 
- E tu viste algo?
Eu lhes disse que não.
- Se não viste nada, eu também não.

"Pensava que tinha me enganado, Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha vista. Voltavam sempre àquele assunto".

"Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo".

"Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez".

quarta-feira, 16 de julho de 2025

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA.

18ª (ÚLTIMA) APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
16 de julho de 1858.
- Há 167 anos.

O chamado de Nossa Senhora surpreendeu Bernadette ao anoitecer, quando ela se encontrava em oração na igreja paroquial.
A gruta tinha sido fechada com tapumes, por ordem das autoridades hostis à aparição.
Bernadette foi então com sua tia Lucile e algumas amigas para o outro lado do rio Gave, diante da Gruta. Todas se ajoelharam e rezaram.
Após alguns instantes, as mãos de Bernadette afastaram-se em sinal de maravilhada surpresa, como por ocasião da quinzena de aparições. Terminando o êxtase, e voltando à casa, ela confidenciou: "Eu não via os tapumes nem o Gave. Parecia-me esta na gruta, na mesma distância das outras vezes. Eu via somente a Virgem".

Esta última aparição ocorreu na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo. Sintomaticamente, em 13 de outubro de 1917, depois do milagre do sol em Fátima, Nossa Senhora se mostrou revestida do hábito da Ordem do Carmo.

Foi a última despedida na Gruta. Santa Bernadette Soubirous somente voltaria a ver Nossa Senhora 21 anos depois, em Nevers, no dia 16 de abril de 1879, quando deixou esta terra de exílio para contemplá-la eternamente no Céu!

terça-feira, 13 de maio de 2025

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA.

1ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA EM FÁTIMA.
13 de maio de 1917.
- Há 108 anos.
RELATO
Naquela manhã de domingo, 13 de maio, depois de assistirem à missa na igreja de Aljustrel, onde moravam, Lúcia, Jacinta, e Francisco, saíram em direção à serra com seu pequeno rebanho de ovelhas. Lúcia disse em com categórico:
- Vamos para as terra de meu pai, na Cova da Iria.

Obedecendo, os outros tocaram as ovelhas, e lá se foram pela Serra de Aire.
Por volta do meio-dia, após terem, tomado seu lanche e rezado o Terço, conforme o pedido que o Anjo lhe havia feito, de súbito, as três crianças viram como que um clarão de relâmpago, que as surpreendeu. Olharam para o céu e, depois, umas para as outras: ficaram mudas e pasmas, pois o horizonte estava limpo e sereno. O que seria?

Lúcia, então ordenou:
- Vamos embora, que pode vir trovoada.
- Pois vamos - disse Jacinta.

A meio caminho, viram um segundo relâmpago, com redobrado susto apertaram o passo, continuando a descer, porém, mal haviam chegado ao fundo da Cova da Iria pararam, confusos e varavilhados: ali, a curta distância, sobre uma carrasqueira de pouco mais de um metro, aparece-lhe a Mãe de Deus.

Segundo as descrições da Irmã Lúcia, era "uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente". Seu semblante era de inenarrável beleza, nem triste, nem alegre, mas sério, talvez com uma suave expressão de ligeira censura. O vestido, mais alvo que a própria neve, parecia tecido de luz. Tinhas as mangas relativamente estreitas e era fechado ao pescoço, descendo até os pés, os quais, envolvidos por um tênue nuvem, mal eram vistos roçando as folhas da azinheira. Um manto cobria sua cabeça, também branco com bordas de ouro do mesmo comprimento do vestido, envolvendo quase todo seu corpo. As mãos, as trazia juntas a rezar, apoiadas no peito; da direita pendia um lindo rosário de contas como pérolas brilhantes, do qual pendia uma Cruz de intensa luz prateada. Seu único adorno era um delicado colar de ouro, de pura luz, que Lhe caía sobre o peito, do qual pendia uma pequena esfera do mesmo metal, quase à altura da cintura".

Diante da admiração respeitosa dos pastorinhos, a Santíssima Virgem lhes disse com suave bondade, segundo o relato da irmã Lúcia.

- Não tenhas medo. Eu não faço mal.
- De onde é você - lhe perguntei.
- Sou do céu.
- E o que é que você quer?
- Vim pedir que você venha aqui seis meses seguidos, no dia 13 neste mesmo horário. Depois direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.
- E eu também vou para o Céu?
- Sim, vai
- E a Jacinta?
- Também!
- E o Francisco?
- Também, mas tem que rezar muitos Terços.

"Lembrei então de perguntar por duas moças que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha.

- A Maria das Neves já está no Céu?
- Sim, está!
"Maria das Neves parece que devia ter uns dezesseis anos.
- E a Amélia?
- Está no purgatório até o fim do mundo.
" Amélia devia ter de dezoito a vinte anos.
- Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que ele é oferecido e de súplica pela conversão dos pecadores?
- Sim, queremos!
-Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

"Foi ao pronunciar estas últimas palavras (a graça de Deus, etc.) que abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, que penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente:
- Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, e vos amo no Santíssimo Sacramento.

"Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou:
- Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.
"Em seguida, começou a se elevar serenamente, subindo em direção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância".

A celeste Mensageira havia produzido nas crianças uma deliciosa impressão de paz e alegria radiante. De tempos em tempos, o silêncio em que tinham caído era cortado por esta jubilosa exclamação de Jacinta:
- Ai que Senhora tão bonita! Ai! que Senhora tão bonita!

Nesta como nas outras aparições, a Virgem Santíssima falou apenas com Lúcia, sendo que Jacinta só via e ouvia o que Ela Dizia. Francisco, entretanto, não A ouvia, mas somente A via.

Quando as duas meninas lhe relataram o que Nossa Senhora disse a respeito dele, ficou muito contente e, cruzando as mãos acima de sua cabeça, exclamou em alta voz:
- Ó minha Nossa Senhora! Terços digo eu quantos Vós quiserdes!

Aquela Senhora tão bonita, como dizia Jacinta, não deu nenhuma ordem para as crianças manterem sigilo sobre a aparição. Mesmo assim, fizeram um "pacto infantil" de segredo, resolvendo não contar nada a ninguém, tal como haviam feito quando o Anjo lhes aparecera.
Como sabemos, crianças não são boas para guardar segredo... e Jacinta tão logo se encontrou com a mãe, correu para contar-lhe o que tinha ocorrido na Cova da Iria. Mas esta não lhe deu nenhum crédito e jugou tratar-se de imaginação infantil.

Mais tarde, durante o jantar com toda a família reunida, jacinta tornou a contar sua história, deixando seu irmão Francisco numa situação bem difícil. Por um lado, não queria mentir e, por outro, não queria quebrar a promessa feita à prima Lúcia. Optou por ficar em silêncio. Porém, ao ser interrogado pelo pai, o qual sabia ser o filho incapaz de mentir, não restou outra saída senão confirmar o que Jacinta acabava de contar.
Foi impossível evitar que a notícia corresse por toda a parte.

terça-feira, 25 de março de 2025

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA.

16ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
25 de março de 1858
- Há 167 anos.

Os milagres continuavam se multiplicando, e ao mesmo tempo iam se arrefecendo as resistências do pároco. Durante 20 dias, Bernadette não voltou à gruta. Sentiu o chamado de Nossa Senhora nas primeiras horas da festas da Anunciação. Então foi à gruta.

RELATO DA APARIÇÃO
(Contada por Bernadette) 

"Depois dos quinze dias, eu lhe perguntei de novo seu nome, três vezes seguidas. Ela sorria sempre. Por fim ousei uma quarta vez, e foi então que ela, com os dois braços ao longo do corpo [como na Medalha Milagrosa], levantou os olhos ao Céu e depois me disse, juntando as mãos na altura do peito, que ela era a Imaculada Conceição.

"Então eu voltei de novo à casa do senhor pároco, para lhe contar que ela me tinha dito que era a Imaculada Conceição. Ele me perguntou se eu estava bem segura. Respondi que sim, e que para não esquecer essa palavra eu a tinha repetido durante todo o caminhos".

Santa Bernadette não sabia o significado de "Imaculada Conceição", cujo dogma o Bem-Aventurada Papa Pio IX proclamara poucos anos antes, deixando prostrados os partidários da Revolução e empolgando os devotos de Nossa Senhora no mundo inteiro!.

O pároco custou a conter as lágrimas. "Ela quer mesmo a capela", murmurou Santa Bernadette. A partir desse momento, o sacerdote mudou de atitude.

segunda-feira, 3 de março de 2025

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA.

14ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES
Em 3 de março de 1858
- Há 167 anos.
Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: "Não me apareceu".
No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora, Retornou à gruta, e desta vez a viu.

Bernadette cumpriu a ordem do pároco: 
"Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir".

Fechando a questão, o Padre Peyramale orientou: "Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta".

domingo, 13 de outubro de 2024

SEXTA E ÚLTIMA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.

13 de outubro de 1917
"Eu sou a Senhora do Rosário".
Na última aparição, Nossa Senhora revelou-se como sendo a Senhora do Rosário, pediu que fizessem uma capela no local em sua honra, que rezassem o terço todos os dias e profetizou que a Guerra terminaria em breve.

Realizou também diante da multidão o milagre anunciado: o Sol começou a bailar, várias pessoas foram curadas e as roupas ensopadas pela chuva que caíra caudalosamente antes da aparição estavam completamente secas.

Naquela manhã fria de outono, uma chuva persistente e abundante tinha transformando a Cova da Iria num imenso lamaçal, e parecia ensopar até os ossos da multidão de cinquenta a setenta mil peregrinos que ali se apinhava, vinda de todos os cantos de Portugal.

Por volta das onze e meia da manhã, aquele mar de gente abriu passagem aos três videntes que se aproximavam.

É a Irmã Lúcia que nos relata o que se seguiu:
"Saímos de casa bastante cedo, contando com as demoras do caminho. O povo era em massa. A chuva, torrencial. Minha mãe, temendo que fosse aquele o último dia da minha vida, com o coração retalhado pela incerteza do que iria acontecer, quis acompanhar-me. Pelo caminho, as cenas do mês passado, mais numerosas e comovedoras. Nem a lamaceira dos caminhos impedia essa gente de se ajoelhar na atitude mais humilde e suplicante, Chegamos à Cova da Iria, junto da carrasqueira, levada por um movimento interior, pedi ao povo que fechasse os guarda-chuvas para rezarmos o Terço. Pouco depois vimos o reflexo da luz e, em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira.
- Que é que Vossemecê me quer?
- Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas.
- Eu tinha muitas coisas para lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc.
- Uns, sim; outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.
"E tomando um aspecto mais triste:
- Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido.
"E, abrindo as mãos, fê-las refletir no sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projetar-se no sol".

Tendo Nossa Senhora desparecido nesta luz que Ela mesmo irradiava, no céu sucederam-se três novas visões, "três quadros, simbolizando, um após outro, os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos do Rosário".

Junto ao sol apareceu a Sagrada Família: São José, com o Menino Jesus nos braços, e Nossa Senhora do Rosário. A Virgem vestia uma túnica branca e um manto azul, São José estava "também de branco, e o menino Jesus de vermelho claro".

Traçando três vezes no ar uma cruz, "São José com o Menino pareciam abençoar o mundo".

As duas cenas seguintes foram vistas apenas por Lúcia.
Primeiramente, Nosso Senhor, transido de sofrimento, como a caminho do Calvário, e Nossa Senhora das Dores, "mas sem a espada no peito". O Divino Redentor abençoou "o mundo da mesma forma que São José".
Logo depois, apareceu gloriosa Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do universo, com o Menino Jesus ao colo. Enquanto os três pastorinhos contemplavam os celestiais personagens, operou-se ante os olhos da multidão o milagre anunciado...

Chovera durante toda a aparição. Lúcia, ao término de seu colóquio com Nossa Senhora, gritou para o povo:

- Olhem para o sol!

Então rasgaram-se as nuvens e o sol apareceu como um imenso disco luminoso.  Apesar de seu intenso brilho, podia ser olhado diretamente sem ferir a vista. As pessoas o contemplavam absortas quando, de súbito, o astro se pôs "a dançar, a bailar; parou outra vez e outra vez começou a dançar, até que por fim pareceu que se soltasse do céu e visse para cima da gente", segundo a descrição de um dos presentes.

Os gritos de entusiasmos ecoavam pelas colinas e muitos notavam que sua roupa, encharcada alguns minutos antes, estava completamente seca.

O milagre do sol pôde se observado a uma distância de muitos quilômetros do local das aparições.

- Fato ocorrido a 107 anos.