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SÃO JOSÉ SÁNCHEZ DEL RIO.

Padroeiro das crianças, dos adolescentes edos coroinhas
Festa litúrgica dia 10 de fevereiro

HISTÓRIA
JOSÉ SÁNCHEZ DEL RIO nasceu no dia 28 de março de 1913, em Sahuayo Michoacán, no México, no seio de uma família de fazendeiros e proprietários de terras. Seus pais Macario Sánchez e Maria del Rio, eram católicos fervorosos que educaram seus quatro filhos na fidelidade absoluta aos sacramentos. Em 3 de abril de 1913, seis dias após seu nascimento, José foi batizado na Paróquia de Santiago Apóstolo. 

Sua infãncia foi marcada pela participação diária na Santa Missa e pela oração do terço em família todas as noites, cultivando uma devoção especial pela Virgem de Guadalupe. Essa base sólida permitiu que ele desenvolvesses uma maturidade espiritual incomum enqunato trabalhava na fazenda e frequentava a escola.

A tranquilidade da família foi rompida em 1926 com a implementação da Lei Calles, que iniciou uma perseguição severa contra a Igreja. Diante do fechamento dos templos, seus irmãos mais velhos, Macario e Miguel, decidiram pegar em aramas e se juntaram aos Cristeros. José ainda muito jovem, sentiu o mesmo chamado e insistiu intensamente com sua mãe para que pudesse segui-los. Foi nesse momento que ele proferiu sua frase mais célebre: "Mamãe, nunca foi tão fácil ganhar o céu como agora". Após receber a bênção dos pais, ele foi aceito no exército cristero sob o comando do general Prudencio Mendoza, servindo como porta-estandarte e ajudante de campo, cuidando dos cavalos e liderando os soldados na oração.

A virada trágica ocorreu em 25 de janeiro de 1928, durante um combate violento. Ao ver que o cavalo do seu general havia sido morto, José entregou sua própria montaria ao oficial para que ele pudesse escapar e continuar a luta, resultando na sua captura imediata pelas tropas federais. Ele foi levado de volta para Sahuayo e encarcerado justamente na igreja onde fora batizado, agora profanada e usada como galinheiro pelos soldados. Durante o cárcere, seu padrinho de batismo, Rafael Picazo, tentou convencê-lo a negar a sua fé em troca da liberdade e dinheiro, mas José permaneceu irredutível e chegou a matar os galos de briga que estavam sobre o altar em sinal de protesto contra a profanação.

No dia 10 de fevereiro de 1928, a sentença de morte foi executada com requintes de crueldade. Os soldados cortaram as solas dos pés de José e o forçaram a caminhar descalço da igreja até o cemitério municipal, passando por ruas cheias de pedras. Enquanto o sangue marcava o caminho, ele gritava "Viva Cristo Rei!" a cada passo. No cemitério, diante da cova aberta, foi esfaqueado e, por fim, executado com um tiro na cabeça peço próprio capital da tropa. 

Segundo antes de morrer, José desenhou uma cruz no chão com seu sangue e a beijou. Ele tinha apenas quatorze anos. Seus restos mortais permanecem em Sahuayo.

Foi beatificado no dia 20 de novembro de 2005 em Guadalaraja, no Méximo, pelo Papa Bento XVI. Foi canonizado no dia 16 de outubro de 2016 pelo papa Francisco.

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