• Padroeira dos Doentes
Alessandra de Ricci era fiha de um nobre florentino. Aos treze anos, ingressou na Ordem Terceira de São Domingos, no mosteiro de Prato, tomando o nome religioso de Catarina, como sua padroeira de Siena. Tinha especial predileção pela Paixão de Cristo, da qual, por milagrosa concessão, veio a participar. Na Quaresma de 1541, então com 21 anos de idade, recebeu uma visão tão desoladora da crucifixação, que ficou confinada à cama por três semanas, e só se recobrou no Sábado de Aleluia, por uma aparição de Santa Maria Madalena e Jesus Ressuscitado.
Por doze anos, passou todas as sextas-feiras em êxtase. Recebeu as sagradas estigmas, a ferida no lado esquerdo e a coroa de espinhos. Todas essas graças lhe infligiam um sofrimento contínuo e intenso, e inispiravam-lhe uma amorosa compaixão pelas torturas ainda mais cruentas da almas no Purgatório. Em favor delas, oferecia cada prece e penitência, e sua caridade para com essas almas se tornoutão famosa por toda a Toscana, que, a cada óbito, os amigos do falecido corriam até Catarina para garantir suas orações.
Em uma ocasião, Santa Catarina de Ricci ofereceu inúmeras preces, jejuns epenitências por um certo grande homem, e assim obteve sua salvação. Recebera a revelação de que ele se encontrava no Purgatório; e tamanho era o amor dela por Jesus crucificado, que ofereceu sofrer todas as dores daquela alma em seu lugar. Sua prece foi atendida. A alma ingressou no Céu, e por quarenta dias Catarina sofreu agonias indescritíveis. Seu corpo ficou coberto de bolhas e emanava um calor tão intenso que sua cela parecia em chamas. Sua carne apareceu como tostada, e sua língua, como ferro incandescente. Em meio a tudo isso, permanecia calma e feliz, dizendo: "Anseio pelas mais inimagináveis dores, para que as almas possam logo ver e louvar seu Redentor". Conheceu, por revelação, a chegada de uma alma ao Purgatório, bem como a hora de sua libertação. Convivia com os antos na glória, e frequentemente conversava com São Filipe Néri em Roma sem deixar seu convento em Prato.
Faleceu ao som do cântico dos anjos, em 1590.

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