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quinta-feira, 19 de março de 2026

OITO DADOS POUCO CONHECIDO SOBRE SÃO JOSÉ.

Hoje (19/3) é celebrado SÃO JOSÉ, esposo de Maria, pai adotivo de Jesus e patrono da Igreja Universal.

Nos evangelhos, são José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor.

Veja alguns dados sobre são José que poucas pessoas conhecem:

1. Não há palavras de são José nas Sagradas Escrituras.
Ele protegeu a Imaculada Mãe de Deus e ajudou a cuidar do Senhor do Universo! Entretanto, não há nenhuma palavra dele nos Evangelhos. Muito pelo contrário, foi um silencioso e humilde servo de Deus que desempenhou seu papel cabalmente.

2. Foi muito pouco mencionado no Novo Testamento.
São José é mencionado no evangelho de São Mateus, de São Lucas, uma vez em São João e apenas isso. Ele não é mencionado no Evangelho de Marcos ou no restante do Novo Testamento.

3. Sua saída da história do Evangelhos não é explicada na Bíblia.
É uma figura importante nos relatos do Nascimento do Senhor em são Mateus e são Lucas e mencionado nas passagens que relatam o momento em que Jesus se perdeu aos 12 anos e foi encontrado no templo. Mas este é o último momento que falam dele.

Maria aparece várias vezes durante o ministério de Jesus, mas José desapareceu, sem deixar rastro. Então, o que aconteceu? Várias tradições explicam esta diferença dizendo que José morreu aproximadamente quando Jesus tinha 20 anos.

4. Viúvo e idoso?
A Escritura não diz a idade de São José quando se casou com Maria ou sobre seu passado. Entretanto, por muito tempo foi representado como um homem de idade avançada, aparentemente baseado em um texto do chamado protoevangelho de são Tiago, um evangelho apócrifo que menciona que São José havia casado anteriormente, teve filhos desse casamento e ficou viúvo.

Segundo essa tradição, são José sabia que Maria tinha feito voto de virgindade e foi eleito para se casar com ela para protegê-la, de certo modo porque ele era idoso e não estaria interessado em formar uma nova família. Esta ideia foi contraposta ao longo da história por grandes santos, como santo Agostinho.

5. É venerado aproximadamente desde o século IX.
Um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi "nutridor Domini", que significa "guardião do Senhor".

6. Tem duas celebrações.
A solenidade de são José é no dia 19 de março e a festa de são José Operário (Dia Internacional do Trabalho) no dia 1º de maio. Também é celebrado na festa da Sagrada Família (30 de dezembro) e sem dúvida faz parte da história do Natal.

7. É padroeiro de várias coisas.
É o padroeiro da Igreja Universal, da boa morte, das famílias, dos pais, das mulheres grávidas, dos viajantes, dos imigrantes, dos artesãos, dos engenheiros e trabalhadores. E também é padroeiro das Américas, Canadá, China, Croácia, México, Coreia, Áustria, Bélgica, Peru, Filipinas e Vietnã.

terça-feira, 17 de março de 2026

SÃO JOSÉ APARECEU A SANTA TERESA DE JESUS NA QUARESMA.


São José apareceu para santa Teresa de Jesus durante na Quaresma para salvá-la de um perigo iminente.

O agostiniano recoleto padre Ángel Peña conta no livro "São José, o mais santo dos santos" que santa Teresa celebrou a Quarta-feira de Cinzas de 1575 na paróquia de Santa Maria dos Olmos, no sudeste da Espanha, e depois foi fundar um convento e Beas de Segura, uma cidade mais ao sul.

A santa estava acompanhada por dois padres e oito freiras, entre elas sua grande companheira, a irmã Ana de Jesus, em cujos braços a santa morreria. A freira contou que, quando estavam a caminho, se perderam, e aqueles que os estavam guiando não sabiam como sair de penhascos muito altos.

Naquele momento, santa Teresa pediu às irmãs que rezassem a Deus e são José para que as guiassem. De repente, elas começaram a ouvir a voz de um velho ao longe dizendo: "Parem, parem, vocês estão perdidos e cairão do penhasco se forem por esse caminho".

Os padres e os guias começaram a perguntar ao homem o que poderiam fazer para sair daquele lugar complicado e ele indicou uma área onde poderiam passar as carroças que estavam usando para se locomover.

Alguns voltaram para agradecer ao homem que os havia ajudado, mas, com lágrimas e devoção, santa Tereza enfatizou: "Não sei por que os deixamos ir, era meu pai são José e eles não o encontraram. 

domingo, 8 de março de 2026

GRANDES SANTAS DEIXARAM IMPORTANTES CONSELHOS PARA AS MULHERES.


Hoje (08/3), Dia Internacionao da Mulher, compartilhamos quatro conselhos para mulheres que foram escritos por quatro grandes santas chamadas Teresa e que dão as chaves para crescer em santidade.

1. Santa Teresa de Jesus, doutora da Igreja
Em seu livro Caminho da Perfeição, santa Teresa de Jesus incentiva as mulheres a imaginar que "dentro de nós há um palácio de enormísssima riqueza", onde o grande Rei está "em trono de grandíssimo preço, que é o vosso coração". "Não nos imaginemos ocas e vazias interiormente", diz.

Ela ressalta que se tivessem o cuidado de se lembrar de que têm esse hóspede especialç dentro de si, seria impossível se entregar tanto às coisas do mundo "porque veríamos como são baixas, em comparação das que dentro possuímos". 

HISTÓRIA DA SANTA

2. Santa Teresinha, padroeira das missões
Santa Teresinha, em seu livro História de uma alma, conta que "é costume os noivos ofereceram com frequência ramalhetes às suas noivas. Jesus não o esqueceu" quando ela entrou no Carmelo, aos 15 anos.

Em seguida, conta que em Alençon, França, onde nasceu, havia uma flor conhecida como "nigelo dos trigos", que adorava colher no campo. Ela queria vê-la novamente e, quando chegou ao mosteiro, encontrou esse exemplar em abundância. "Foi no Carmelo que veio me sorrir e mostrar-me que, nas menores como nas maiores coisas, Deus dá o cêntuplo desde aqui na terra para as almas que deixaram tudo por seu amor", disse. 

HISTÓRIA DA SANTA

3. Santa Edith Stein, mártir.
Santa Edith Stein, que se converteu do judaísmo para o catolicismo depois de ler uma obra biográfica de santa Teresa de Jesus, escreveu um livro intitulado Ser Finito e Ser Eterno. Interpretando a passagem da criação, a santa diz que "a mulher foi colocada ao lado do homem para que um ajude a ser do outro a se realizar".

"E se a força mais importante do dom correspondem à essência da mulher, é que na união de amor não somente ela dará mais, mas também receberá mais", enfatiza o santo filósofo.

4. Santa Teresa de Calcutá, ganhadora do Prêmio Nobel.
Em 1979, santa Teresa de Calcutá recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Durante seu discurso de aceitação, ela disse que um homem lhe contou sobre uma família com oito filhos que não comia há algum tempo. Ela pegou um pouco de arroz e levou para ele. A mãe da família pegou a comida, dividiu-se e saiu com parte dela.

Quando voltou, a santa lhe perguntou o que ela havia feito. A senhora havia dado a comida a outra família, independentemente de ser muçulmana.

Madre Teresa continou narrando que não levou mais arroz naquela noite "porque queria que eles desfrutassem da alegria de compartilhar. Mas lá estavam as crianças, irradiando alegria, compartilhando a alegria com sua mãe porque ela teve amor para dar. É aí que o amor começa, como vocês podem ver, em casa", disse.

HISTÓRIA DA SANTA

ORAÇÃO PELAS MULHERES NO SEU DIA.


Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, que é celebrado hoje (08/3), apresentamos uma oração para pedir por cada uma das mulheres, para que Deus as proteja.

A oração abaixo foi publicada pela basílica de São Francisco de Assis, na Itália. O texto pede proteção para as mulheres em todas as fases, pelas filhas, irmãs, mães ou esposas, inclusive por aquelas que se sentem sozinhas ou são maltratadas.

Oração pelas mulheres
Obrigado, bom Deus pelo amor que tendes por nós; porque nos criastes à vossa imagem e semelhança na condição de homem e mulher; para que, reconhecendo a nossa diversidade, procuremos complementar-nos: 

O homem em apoio das mulheres e as mulheres em apoio dos homens.

Obrigado pela mulher, Bom Pai, e pela sua missão na comunidade humana.

Nós vos pedimos pela mulher que é filha: que ela seja acolhida e amada por seus pais, tratada com ternura e delicadeza.

Nós vos pedimos pela mulher que é irmã: que ela seja respeitada e defendida por seus irmãos.

Nós vos pedimos pela mulher que é esposa: que ela seja apreciada, valorizada e ajudada pelo marido, companheiro fiel na vida conjugal; que ela seja respeitada e que se faça respeitar, para viver a comunhão de corações e desejos para dar frutos, participando assim da maior obra da criação: o ser humano.

Nós vos pedimos pela mulher que é mãe: que reconhece na maternidade o florescimento de sua feminilidade. Criada para o relacionamento que seja sensível, terna e disposta a se sacrificar na formação de cada filho; com doçura e força, serenidade e coragem, fé e esperança para que forje a pessoa, o cidadão, o filho de Deus.

Nós vos pedimos pelas mulheres boas e generosas que deram as suas vidas pelas nossas.

Nós vos pedimos pelas mulheres que se sentem sozinhas, por aquelas que não encontram sentidoem suas próprias vidas; pelas marginalizadas, por aquelas que são usadas como objeto de prazer e consumo; por aquelas que foram abusadas e mortas.

Nós vos pedimos, bom Pai, por todos nós, homens e mulheres; para que possamos entender, apreciar e ajudar-nos uns aos outros, para que na relação agradável e positiva. Trabalhemos juntos a serviço da família e da vida.

Nós vos pedimos, por intercessão da Virgem Maria de Guadalupe, Mulher, Esposa e Boa Mãe, cheia de fé humilde e corajosa, que nos acompanhe, nos sustente e nos conduza ao vosso Filho Jesus Cristo, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém. 

NOVE MULHERES QUE FORAM EXEMPLARES PARA A IGREJA E O MUNDO.


Há quem diga que a mulher não tem papéis importantes na Igreja. Entretano, desde o início do cristianimo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o povo de Deus, influenciando também no curso do papado. Conheça nove mulheres que foram exemplares para a Igreja.

1. A virgem Maria
"Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou" I (Jo 2,4), disse Jesus à sua Mãe nas Bodas de Caná, em um casamento ao qual ambos tinham sido convidados. Cristo escutou sua mãe, a primeira mulher que acolhe o Senhor e motiva o primeiro milagre conhecido da vida pública de Jesus.

Os primeiros séculos do cristianismo estão cheios de mulheres corajosas que não duvidaram em dar sua vida por Cristo, incentivando os demais cristãos a não fraquejar quando lhe chega o momento.

2. Santa Hildegarda de Bingen
Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja já não era perseguida, mas vivia-se uma cultura machista, própria da época. Isto não foi impedimento para santa Hildegarda de Bingen (1098-1179), religiosa beneditina de origem alemã, que chegou a ter uma séria de visões místicas.

Escreveu obras teológicas e de moral com notável profundidade e foi declarada doutora da Igreja por Bento XVI no ano 2012, junto com são João D'Ávila. Sua popularidade fez com que muitas pessoas, entre bispos e abades, lhe pedissem conselhos.

Quando o imperador Federico Barbarroja provocou um cisma eclesial, opondo 3 antipapas ao papa legítimo, Alexandre III, Hildegarda, inspirada em suas visões, não hesitou em recorda-lhe que também ele, o imperador, estava submetido ao juízo de Deus', contou o papa Bento XVI em sua audiência geral sobre esta santa em 2010.

HISTÓRIA DA SANTA

3. Santa Catarina de Sena
Posteriormente, apareceria outra mística e doutora da Igreja, santa Catarina de Sena (1347-1380), que vestiu o hábito da ordem terceira de santo Domingo. Nesta época, os papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de ter sido abandonados por seus bispos, ameaçando com o cisma.

Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e ao consultar santa Catarina, ela lhe disse: "Cumpra com sua promessa feita a Deus". O pontífice ficou surpreso proque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o papa cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna.

Mais tarde, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do papa por sseu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico pontífice.

A Santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o la levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do papa, que seguiu suas instruções. A santa também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma. Toma uma mostra de defesa do papado.

HISTÓRIA DA SANTA

4. Santa Teresa de Jesus
Com a aparição do protestantismo, a Igreja se dividiu e foi realizado o Concílio de Trento. Estes são os anos de santa Teresa de Jesus (1515-1582), religiosa contemplativa que marcou a Igreja com sua reforma carmelita.

Apesar de ter sido incompreendida, perseguida e até acusada na Inquisição, seu amor a Deus a impulsionou a fundar novos conventos e a optar por uma vida mais austera, sem vaidades, nem luxos. Submersa muitas vezes em êxtases, nunca deixou de ser realista.

Sendo santa Teresa D'Ávila relativamente inculta, dialogava com membros da realeza, pessoas ilustres, membros eclesiásticos e santos de sua época para lhes dar conselhos, receber ajuda e levar adiante o que havia se proposto. Tornou-se escritora mística e é também doutora da Igreja.

HISTÓRIA DA SANTA

5. Santa Rosa de Lima
Do outro lado do mundo, na América, mais precisamente no Peru, santa Rosa de Lima (1586-1617) tomou santa Catarina de Sena como modelo e se omitiu àqueles que a pretendiam pro sua grande beleza, para poder viver em virgindade, servindo aos pobres e doentes.

"Provavelmente, não houve na América um missionário que com suas pregações tenha conquistado mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações", disse o papa Inocêncio IX ao se referir à primeira santa da América.

São João Paulo II disse sobre a santa que sua vida simples e austera era "testemunho eloquente do papel decisivo que a mulher teve e segue tendo no anúncio do Evangelho". 

HISTÓRIA DA SANTA

6. Santa Teresinha
Do amor dos santos esposos franceses Louis Martin e Zélia Guérin, canonizados em outubro de 2015, nasceu santa Teresa de Lisieux (1873-1897), doutora da Igreja e padroeira universal das missões.

Santa Teresa viveu somente 24 anos. Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro "História de uma alma", que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amaro Jesus.

"Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos 'doutores da Igreja', mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as instituições de fé expressas em seu escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito", disse são João Paulo II sobre esta santa.

O papa Francisco também comentou em diversas ocasiões a profunda devoção que o une a esta santa e compartilhou em uma de suas viagens que antes de cada viagem ou diante de uma preocupação, costuma pedir "uma rosa".

HISTÓRIA DA SANTA

7. Santa Edith Stein
Durante a perseguição nazista no século XX, surgiu na Europa outra grande mulher, convertida do judaísmo, religiosa carmelita descalça e mártir, santa Edith Stein, também conhecida como santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942).

Junto com outros judeus converos, foi levada ao campo de concentração de Westerbork em vingança das autoridades pelo comunicado de protesto dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportaçõe de judeus.

Santa Edith foi transferida para Auschvitz, onde morreu nas câmaras de gás, junto com sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo, e muito outros de seu povo.

São João Paulo II diria sobre ela: "Uma filha de Israel, que durante a perseguição dos nazistas permaneceu, como católica, unida com fé e moar ao Senhor Crucificado, Jesus Cristo, e, como judia, ao seu povo".

HISTÓRIA DA SANTA

8. Santa Teresa de Calcutá
O testemunho de santa Teresa de Calcutá (1910-1997) de servir a Cristo nos "mais pobres entre os pobres" ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos páises "ricos" quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto.

"Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo, Isso nos conduz à paz", dizia a também ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979.

Em sua canonização em outubro de 2016, o papa Francisco disse que "Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que 'quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável'".

HISTÓRIA DA SANTA

9. Santa Gianna Beretta Molla
Para encerrar esta lista de grandes mulheres que mudaram o mundo e a história, recordamos santa Gianna Beretta Molla (1922-1962). Esta santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida.

Gianna esgudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: "Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes".

Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família.

Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida.

HISTÓRIA DA SANTA

08 DE MARÇO DIA DAS MULHERES


O VALOR E A MISSÃO DA MULHER À LUZ DA FÉ.

Neste 8 de março, quando o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, nós, cristãos, somo convidados a olhar para a mulher com um olhar ainda mais profundo, o olhar do Evangelho.

Desde o início da criação, Deus revelou algo muito importante sobre a dignidade da mulher. No livro do Gênesis, lemos que o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. Isso significa que a mulher não é menor, nem secundária, nem codadjuvante na história da humanidade. Ela é parte essencial do plano de Deus.

Ao longo da história da salvação, vemos mulheres que tiveram papel decisivo. Foi uma mulher, Maria, quem disse "sim" ao plano divino e abriu as portas para que o Salvador viesse ao mundo. Na vida pública de Jesus, também encontramos muitas mulheres que caminharam com 
Ele, ajudaram na missão e permaceceram fiéis até o fim.

Enquanto muitos fugiram no momento da cruz, foram mulheres que permaneceram ali, firmes, sofrendo junto com Cristo. E também foram mulheres as primeira a testemunhar a Ressurreição. Esse detalhe do Evangelho mostra o quanto Deus Confia nelas.

A mulher, com sua sensibilidade, coragem e capacidade de cuidar, tem uma missão muito especial no mundo. No lar, na Igreja, na sociedade, ela é presença de vida, de acolhimento e de esperança. Quantas mães que, com fé e sacrifício, sustentam suas famílias. Quantas mulheres que, com dedicação silenciosa, servem nas comunidades, as pastorais e nas obras de caridade.

Celebrar o Dia da Mulher, portanto, não é apenas entregar flores ou fazer homenagens. É reconhecer a dignidade, o valor e a missão que Deus confiou a cada mulher.

Que neste dia possamos agradecer por todas a mulheres: mães, avós, religiosas, trabalhadoras, jovens e idosas. Cada uma, à sua maneira, participa da obra de Deus no mundo.

Que o exemplo da Virgem Maria inspire as mulheres a viverem sua vocação com fé, coragem e amor. E que a sociedade aprenda cada vez mais a respeitar, volorizar e proteger a dignidade feminina.
FELIZ DIA DA MULHER!

Por: Clemildo Galdino.

sexta-feira, 6 de março de 2026

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A ABSTINÊNCIA DE CARNE.


Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é apenas na sexta-feira Santa e na Quarta-feira de Cinzas que devemos cumprir a absitinência de carne.

Nesse post, você vai esclarecer todas as suas dúvidas.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE JEJUM E ABSTIÊNCIA.
A Quarta-feira de Cinas e a Sexta-feira Santa são ocasiões em que devemos não apenas no abster de carne, mas também observar o Jejum Eclesiástico obrigatório.

Isso significa que, nesses dias, deve-se fazer apenas uma refeição completa (normalmente o almoço) e outros dois pequenos lanches que, juntos, não formem uma refeição completa.

O jejum dever ser realizado por pessoas que tenham entre 18 e 60 anos.

O QUE A IGREJA ENSINA SOBRE A ABSTINÊNCIA DE CARNE?
Para nós, católicos, comer carne em todas as sextas-feiras do ano (com raras exceções, que explicaremos logo mais) configura pecado de narureza grave

Por isso, antes de seguirmos com a questão da abstinência em si, vamos relembrar o conceito de pecado mortal. Sobrel ele, o Catecismo diz que:
"O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição a lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado."

Isso significa que, para que se cometa um pecado grave, é preciso estar consciente de que o ato é uma ofensa a Deus e, mesmo assim, consentir com ele.

Ainda segundo a definição, também cometem pecado grave as pessoas que teriam condições de buscar saber o que a Igreja diz em relação a determinado assunto, mas escolhem não conhecer a verdade, é o que chamamos de ignorância afetada.

Dito isso, daqui em diante, explicaremos a origem desta prática e por que defemos acatá-la com toda a seriedade.

QUANDO SURGIU O COSTUME DA ABSTINÊNCIA ÀS SEXTAS-FEIRAS?
Apesar de muitas pessoas nunca terem ouvido falar deste costume, basta seguirmos o seguinte raciocínio: segundo a Tradição, cada um dia da semana faz memória a um acontecimento da história da Redenção.

Por exemplo, quinta-feira é o dia dedicado à Eucaristia, sábado à Virgem Maria, domingo à Ressurreição.

Nesse sentino, a sexta-feira tem, por excelênci, um apelo penitencial. Foi numa tarde de sexta-feira que Nosso Senhor remiu a humanidade. Logo, ainda que a Liturgia celebre a Paixão somente um avez ao ano, no Tríduo Pascoal todas as demais sextas também devem ser dias de penitência.

QUEM DEVE CUMPRIR ESTE PRECEITO?
Cabe a nós a obeservância do que a Igreja expressa no número 1251 do Código de Direito Canônico:

"Quando à obstinência, á qual estão obrigadas todos os que completaram 14 anos, a Igreja prescreve que são dias de penitência todas as sexta-feiras do ano, dias em que, salvo no caso de coincidirem com alguma solenidade, estamos obrigados a abster-nos de carne.

Deste trecho, ainda, vale pontuar duas questões importantes:

1. De que tipo de carne, especificamente, devemos nos abster?
No Código de Direito Canônico, não há nenhuma referência ao termo "Carne Vermelha", que é de uso comum (e equivocado) quando o assunto é abstinência.

Em função disso, é importante entendermos quais alimentos se enquadram no conceito legítimo de "carne" e, portanto, dever ser evitados.

São eles: aves, bovinos, suínos, caprinos e quaisquer outros animais de sangue quente. Ou seja, não é porque a carne é "branca", como a de frando, por exemplo, que pode ser consumida.

Já peixes e frutos do mar em geral não são considerados carnes para fins de abstinência. E essa distinção se dá por um motivo muito simples: o tempo de digestão dos alimentos. Basta observar: ao consumidor a carne de um animal de sangue frio, em pouco tempo, você volta a sentir fome, e aí está o espírito penitencial.

2. Existe alguma exceção à regra da abstinência?
Caso alguma solenidade do ano litúrgico caia em uma sexta-feira, neste dia, estaremo dispensados da abstinência.

O Natal, por exemplo, é um dia de festa e alegria para toda a Igreja. Logo, não há motivo para fazermos penitência.

Outro exemplo é a Oitava de Páscoa, saiba mais sobre ela neste artigo: O que é a Oitava de Páscoa?

É POSSÍVEL TROCAR A ABSTINÊNCIA DE CARNE POR OUTRA PENITÊNCIA?
Agora, ainda falando sobre as exceções, responderemos a uma pergunta que pode estar passando pela sua cabeça: "e se eu estiver em uma situação que não me permite fazer a abstinência?"

No nosso país, a Conferência Nacional de Bispos do Brasil nos dá a opção de comutar (ou seja, substotuir, não ignorar) a abstinência de carne às sextas-feiras por alguma obra de misericórdia.

Ao todo, são 14:7 corporais e 7 espirituais:

Obras de misericórdia corporais:
1) Dar de comer a quem tem fome;
2) Dar de beber a quem tem sede;
3) Dar pousada aos peregrinos;
4) Visitar os enfermos;
6) Visitar os presos e
7) Enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espirituais:
1) Ensinar os ignorantes;
2) Dar bom conselho;
3) Corrigir os que erram;
4) Perdoar as injúrias;
5) Consolar os tristes;
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo e
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos.

Além disso, também é possível abster-se de outro alimento (lembrando sempre de agir com intenção penitencial, não em benefício próprio) ou algum exercício de piedade que não faça parte de sua rotina, como rezar um terço a mais ou ir à santa missa em dia de semana.

FORMAS DE AJUDAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO DURANTE A QUARESMA.

A quaresma é um tempo de penitência, oração e caridade, e uma das maneiras mais belas de vivenciar esse período é intercedendo pelas almas do purgatório. Segundo a doutrina católica, essas almas estão em um estado de purificação antes de entrarem na glória celestial. Podemos ajudá-la por meio de atos de amor e sacrifício. Aqui estão cinco formas eficazes de oferecer alívio e acelerar suas entradas no Paraíso durante a Quaresma:

1. Com Missas: A Santa Missa é amais poderosa oração que podemos oferecer pelas almas do purgatório. Durante a Quaresma, participar das Missas e solicitar intenções especiais para essas almas é uma forma eficaz de lhes proporcionar alívio e esperança.

2. Rezar o terço e o Terço das Almas: A oração do Santo Terço e do Terço das Almas é um poderoso meio de intercessão. A igreja ensina que a Virgem Maria tem uma atenção especial pelas almas que aguardam sua purificação. Durante a Quaresma, aumentar nossa devoção e dedicação a essa prática pode ser de grande ajuda para elas.

3. Praticar o Jejum e a abstinência oferecendo pelos falecidos: O jejum e a abstinência são formas de mortificação que podemos oferecer em favor das almas do purgatório. Ao renunciar a algo e oferecer esse sacrifício para o bem delas, estamos ajudando-as a alcançar mais rapidamente a purificação necessária.

4. Dar esmolas e praticar a caridade: A esmola e os atos de caridade, realizados com a intenção de ajudar as almas do purgatório, têm grande valor espiritual. Oferecer ajuda ao necessitados, seja material ou emocional, pode ser dedicado como um ato de amor em favor dessas almas.

5. Ganhar e aplicar indulgências em favor das almas: A Igreja concede indulgências aos fiéis que cumprem certas condições, como rezar pelo Papa, confessar-se e comungar. Essas indulgências podem ser aplicadas às almas do purgatório, aliviando-as suas penas e aproximando-as da vida eterna.

Durante a Quaresma, somo chamados a intensificar nossa vida de oração, penitência e caridade. Ao dedicarmos nossas orações e sacrifícios pelas almas do purgatório, exercemos um ato de misericórdia e amor cristão, ajudando-as a alcançar a felicidade eterna junto a Deus. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

COMO CAMINHAR EM FAMÍLIA DURANTE A QUARESMA.

Muitas práticas de Quaresma são, por natureza, privadas e individuais; mas isso não significa que esse tempo de preparação seja essencialmente voltado para si mesmo. Tudo o que fazemos como cristãos é como comunidade, e como a nossa família é uma comunidade, podemos viver a nossa Quaresma com eles, tal como fazemos com qualquer outra coisa que seja bela, importante e profunda.

Veja algumas maneiras para se fazer junto com a família. No entanto, sinta-se livre para explorá-las e adicionar suas próprias tradições religiosas familiares:

A hora do jantar é tempo da família.
Trate as refeições como um momento sagrado que deve ser respeitado e honrado. Sempre haverá emergências e horários complicados sempre serão difíceis de trabalhar, mas deve-se fazer um esforço para aproveitar esse momento em família.

Agradecer antes das refeições.
Tanto nos restaurantes como em casa. De um modo geral, pode-se levar a sério o aviso de Cristo para orar longe de olhares indiscretos, mas quando feito para o bem dos outros, pode ser um meio gentil e eficaz de evangelização. Tal como outras demonstrações públicas de piedade, isto pode parecer imodesto, mas é uma oportunidade maravilhosa de dar a Deus o que é Seu.

Uma família que reza unida permanece unida.
Muitos dos problemas do mundo são resultados direto de não trazer Deus para nossas vidas. A Oração pode unir, curar, esclarecer, iluminar e motivar. Pode-se começar agradecendo pelas refeições e depois continuar com o rosário. Neste mundo, só isso pode ajudar.

Abençoar a casa.
É uma sensação calorosa e reconfortante ter um lar abençoado e dedicado. Se a família não tiver um padre amigo para fazer as honras, a paróquia pode providenciar a visita de um. A casa poderia ser abençoada duas vezes por ano, uma vez durante o Advento e outra durante a Quaresma. Isto ajudará a família a ter em conta a mudança dos tempos litúrgicos e a santidade da vida familiar.

Fazer decorações litúrgicas em casa.
As famílias que mantêm uma coroa de flores na porta o ano todo podem complementá-la com uma simples fita em volta, cuja cor reflita o período litúrgico atual. É uma ferramenta maravilhosa de evangelização e um interessante ponto de partida para conversas.

Rezar um terço em família.
"A família que reza unida, permanece unida". Dificilmente alguém poderia pensar em uma maneira mais bonita de levar a oração e a Luz de Cristo para dentro de casa. Cria intimidade, humildade, espiritualidade e profunda introspecção - todas as coisas que tanto faltam nas nossas vidas e na sociedade em geral.

Catequizar os filhos.
O principal dever para com as crianças é amá-las e mantê-las seguras. Algo importante para isso é ensinar-lhes a fé preservada por seus pais e antepassados. Nesse sentindo, a Quaresma é uma oportunidade para a família aprender e crescer junto na fé.

Celebrar os sacramentos em família.
Não há maior atividade comunitária na Igreja do que a celebração dos sacramentos, incluindo a santa missa. Viver os sacramentos em família os tornará mais próximos uns dos outros, da Igreja de Deus.

Monta um altar em casa.
Colocar um altar em casa pode servir como símbolo e foco da fé e como testemunhos para aqueles que não são cristãos.

Retiro familiar.
À medida que a vida fica mais ocupada, o tempo dedicado ao recolhimento torna-se ainda mais importante. Portanto, dedicar um tempo em família irá ajudá-lo a se reconectar consigo mesmo, com os outros membros da casa e com Deus.

Ser voluntário na paróquia em família.
Nenhuma paróquia no mundo tem voluntários suficientes para executar todos os seus trabalhos pastorais, por isso, uma ajuda sempre é bem-vinda. Fale com o seu pároco ou com os líderes das pastorais da paróquia. Há dezenas de oportunidades para as famílias ajudarem a espalhar o Reino de Deus na terra.

Visitar as pessoas sozinhas.
Imagine a solidão e o desespero vivido pelo esquecidos deste o mundo. Se queremos viver em Deus, devemos estender a mão aos doentes, aos idosos e aos desfavorecidos e demonstrar o amor de Deus por eles.

Colocar citações da Bíblia na porta.
Os judeus praticantes costuma colocar a mezuzá, um pequeno pedaço de pergaminho com várias passagens bíblicas e a palavra Shaddai, um antigo nome para Deus. O pergaminho é enrolado na mezuzá e colocado nas portas. Imitando sua declaração de fé, muitos cristãos fazem de forma semelhante sua própria mezuzá cristã. Pode ser tão simples quanto uma cruz. O objetivo é fazer uma declaração ousada e antissecular sobre fé, família e lar.

Participar da vigília pascal em família.
Assistir à Vigília Pascal é uma oportunidade única para participar juntos da missa. Estar em uma igreja escura que gradualmente se enche de lua à medida que as leituras avançam é emocionante e as crianças vão se lembrar disso por muitos meses.

Preparar cestas básicas de Páscoa.
Prepare duas cestas de alimentos e peça ao padre que as abençoe. Uma pode ser para a festa de domingo em família e outro para uma casa necessitada. Pergunte ao padre de toda a paróquia pode participar nesta doação anual.

Contribuir para uma despensa de alimentos.
Ao fazer compras para a família, compre alguns itens extras para ajudar a abastecer a despensa de alimentos da paróquia. Pergunte a opinião de seus filhos sobre o que comprar. Pergunte-lhes o que acham que você deveria fazer para ajudar outras pessoas necessitadas.

Viver uma vida exemplar.
Você pode gritar do alto o seu amor a Jesus, mas se você não for capaz de amar, o seu discurso não passará de um tambor barulhento ou um sino que se expande. O exemplo mais perfeito que você pode dar ao amor de Deus no lar é amar e honrar seu cônjuge. Esta é a base da educação moral e do desenvolvimento espiritual de qualquer criança. 

Colocar Deus em primeiro lugar.
Como exatamente você coloca Deus em primeiro lugar? Provavelmente seria o mesmo meio usado para substituí-lo com outras coisas. Como a profissão se torna número em em nossas vidas? Trocando coisas de valor por coisas que não têm valor duradouro. O mesmo acontece com Deus, nosso Criador, a pessoa mais valiosa do universo e aquele que nos chama para sermos d'Ele. Coloque-O em primeiro lugar e o amor e a alegria sempre serão Seus.

quarta-feira, 4 de março de 2026

SEIS PRÁTICAS CONCRETAS PARA VIVER A QUARESMA.


Para viver a Quaresma com propósito, devemos realizar práticas concretas para trabalhar a oração, a esmola e o jejum, pontos essenciais durante o tempo litúrgico.

Para trabalhar no ponto da oração, devemos "aprofundar a vida sacramental. Posso me confessar, posso participar da Missa mais dias, e não apenas aos domingos, e receber a comunhão". 

Além disso, recorda que "todos esses sacramentos nos encherão de graça e da força do Espírito Santo para perseverar e poder caminhar para a Páscoa do Senhor".

O segundo propósito implica a realização de mais oração. "Posso fazer alguma oração extra, com ler a Bíblia. Se lêssemos a Bíblia três ou cinco minutos por dia, quão diferente seria a nossa vida".

Com relação ao jejum, reflete sobre a associação imediata entre o jejum e os alimentos. "Quando pensamos em jejum, muitas vezes pensamos em quais coisas não vamos comer: não vou comer sobremesas, não vou tomar 'refrigerante'... Mas não se trata de fazer uma dieta".

Durante a quaresma podemos jejuar de "palavras desnecessárias", como queixas, críticas ou palavrões".

Para o quarto propósito, que está relacionado com o jejum. Jejuar de coisas que gostamos de "ver", como séries ou filmes, e considerar "o que eu posso parar de ver" nesta Quaresma.

A esmola anda de mão dadas com o jejum. "Se estamos jejuando de palavras, negativas, talvez possamos fazer esmolas de boas palavras: um comentário, uma ajuda, algo de bom que possamos dizer com palavras.

Para o sexto propósito, motivou a realizar atos de caridade para alguém que precisa de nós.

Podemos ir ao encontro de alguma pessoa que realmente precise de nossa ajuda e fazer um ato de caridade com essa pessoa sem que ele note e que ninguém perceba. 

segunda-feira, 2 de março de 2026

MÊS DE MARÇO, MÊS DE SÃO JOSÉ.


A tradição da Igreja atribuiu uma devoção especial a cada mês do ano, e o mês de março é dedidaco em particular a São José, casto esposo da Virgem Maria padroeiro da Igreja Universal.

São José é conhecido como o "santo do silêncio" porque não se conhece uma palavra pronunciada por ele, mas sim as suas obras, sua fé e amor que influenciaram em Jesus e em seu santo matrimônio.

Uma das pessoas que mais difundiu a devoção a são José foi santa Teresa d'Ávila, que através da intercessão do santo foi curada de uma doença que a deixou quase paralisada e que era condierada incurável.

A dedicação do mês de março a São José na tradição católica possui raízes históricas e litúrgicas que seconsolidaram ao longo dos séculos, baseados principalmente na proximidade com a sua principal festividade.

O motivo central é a celebração da Solenidade de São José, o esposo de Maria, no dia 19 de março. Esta data aparece nos calendários litúrgicos desde o século X, mas ganhou força universal em 1479, quando o Papa  Sisto IV a intruduziu no Breviário Romano. A escolha do dia 19 está ligada a uma tradição antiga que aponta esta data como o dia do seu "Trânsito", ou seja, de sua morte e entrada no céu. Diferente de outros santos, cuja veneração muitas vezes ocorre pelo martírio, São José é honrado por sua missão de guardião da Sagrafa Família.

A devoção se intensificou significamente no século XIX. Em 1870, o Papa Pio IX proclamou São José como o Patrono Universal da Igreja, em um contexto de grandes transformações sociais. O pontífice via no santo um modelo de proteção e humildade neessário para o momento. Posteriormentem em 1889, o Papa Leão XIII reforçou a importância do mês de março em sua encíclica Quamquam Pluries, recomendando que os fiéis dedicassem exercícios piedosos e orações ao santo durante todo este período. A prática de dedicar trinta dias de oraçõa a São José em março tornou-se comum espelhando a tradição do mês de maio dedicado a Nossa Senhora.

Outro fator que contribuiu para essa dedicação foi o movimento operário. No século XX, o Papa Pio XII instituiu a festa de São José Operário em 1º de maio, mas isso não diminui a importância de março; pelo contrário, reforçou a figura do santo como intercessor em diferentes esferas da vida cristã, desde a vida familiar até o mundo do trabalho. Durante o mês de março, é comum a prática da "Novena de São José" e das "Sete Dores e Alegrias de São José", ritos que buscam aprofundar a compreesão sobre o papel silencioso e fundamental que ele exerceu na história da salvação, protegendo a infância de Jesus e sustentado a casa de Nazaré.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A QUARESMA E O NÚMERO 40 NA BÍBLIA.


40 dias, a duração da Quaresma, é um dos períodos de tempo mais simbolicamente expressivos na Sagrada Escritura.

Não são só os quarenta dias de tentação que Jesus enfrentou no deserto; nem os anos em que os israelitas erraram pelo deserto, ou os dias em que as águas do dilúvio cobriram a terra, segundo o Gênesis. A Antio Testamento é marcado por várias outras quarentenas:

• Moisés ficou na montanha com Deus por quarenta dias e quarenta noites (cf. Exôdo 34, 28);
• Os israelitas exploraram a Terra Prometida por quarenta dias (cf. Número 13,25);
• Golias desafiou os israelitas à luta por quarenta dias (cf. 1Sm 17,16);
• A refeição entregue por um anjo a Elias, sustenta-o por quarenta dias no deserto (cf. 1Rs 19,8);
• Ezequiel carreta "a iniquidade da casa de Judá durante quarentas dias" (Ezequiel 4,6);
• Deus adia a destruição de Nínive por quarenta dias, dando à cidade tempo para se arrepender (cf. Jo 3,4).

O próprio número 40 também aparece em forma de anos. Representa os "descansos" periódicos concedidos à terra de Israel no livro dos Juízes (3,11). É também a duração dos reinados de Saul e Davi (cf. 2Sm 5,4), e o número de anos em que Israel deveria ficar no exílio, de acordo com o profeta Ezequiel. Quarenta é também o número de chicotadas permitido em um castigo (cf. Dt 25,3) e o comprimento do salão principal do primeiro e do segundo templo no Antigo Testamento.

40 é um número de punição e arrependimento, provação e descanso, e, acima de tudo, dependência absoluta de Deus. Sempre que Deus quer fazer algo significativo, Ele o faz em 40 dias (ou anos). Como observa uma enciclopédia bíblica, "o número 40 está associado, praticamente, a cada novo desenvolvimento dos atos poderosos de Deus na história, especialmente no que diz respeito à salvação (do homem)".

Cada umn dos fatos mencionados acima certamente marca uma nova era da história da salvação. O dilúvio do Gênesis obviamente marca a destruição da terra então conhecia e um novo começo para a humanidade. Os quarenta dias no deserto, na montanha e na Terra Prometida, do relato do Êxodo, são claramente o novo começo na história de Israel. Do mesmo modo, a instituição de uma monarquia, com Saul e depois Davi, também marca uma nova era para o antigo Israel.

Mas o simbolismo bíblico do número 40 tem também uma intrigante analogia com o mundo natural: trata-se, afinal de contas, do númeto total de semanas para a gestação de um ser humano.

E a gravidez é de fato, um modelo conveniente para os períodos bíblicos citados acima. Começa com a intensidade do momento da concepção, segue-se um momento marcado tanto pela dor quanto pela alegre expectativa, e então, somente após esse período de espera, dá-se o nascimento de uma nova pessoa.

É muito apropriado, então, que a nova era de salvação para todo o mundo tenha começado com uma gravidez: a de Maria.

Lembre-se que o relato do Êxodo e particularmente semelhante aos altos e baixos de uma gravidez. Começa com a extraordinária travessia do Mar Vermelho, é seguido por uma longa estadia no deserto e conclui-se com o ingresso dramático na Terra Prometida por uma outra travessia milagrosa, o do Rio Jordão.

A travessia do Mar Vermelho é um símbolo do Batismo com o qual já estamos familiarizados. Mas o mesmo se dá com a travessia do Rio Jordão. E vale lembrar: é por meio do Batismo que "nascemos de novo". (É possível ver aqui, na verdade, uma analogia contínua com o parto, já que este começa com o fluxo de água de uma "bolsa se rompendo".) O dilúvio de quarenta dias, aliás, também prefigura o Batismo.

A cada Quaresma, nós levamos para casa essas relações entre perseverança, renovação interior e o batismo em particular; e no final desse período somos chamado a renovar nossas promessas batismais. Assim, nós participamos da experiência do próprio Cristo nos deserto, que começou com seu próprio batismo no Rio Jordão.

No relato do Antigo Testamento, os quarenta dias de peregrinação antecipavam a futura moradia dos israelitas na Terra Prometida. A relação entre os dois é reforçada pelo fato de que a missão dos exploradores da Terra Prometida dura quarenta dias.

Assim também no Novo Testamento: os discípulos são agraciados com um "aperitivo" de quarenta dias de sua futura vida na glória: trata-se do período de tempo em que Jesus permanece na terra após a sua ressurreição.

As Escrituras nos convidam a embarcar em nosso próprio êxoso de quarenta dias. E nos fornecem bastantes modelos para essas jornadas espirituais. Seja para enfrentar nossos próprios dilúvios, sobreviver o deserto ou matar nosos próprios Golias, a Quaresma é o tempo propício para agir e padecer espiritualmente (spiritual action and passiona). Em última análise, nós sabemos: é Jesus que peregrina conosco, que age em nós, e que sofre por nós e conosco.
Padre Paulo Ricardo     

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

QUAL O SIGNIFICADO DA QUARESMA?


A Igreja possui uma longa tradição pedagógica e, a cada ano, convida-nos a imitar Nosso Senhor. Como lemos nos Evangelhos, Cristo retirou-se para o deserto, onde viveu quarenta dias de jejum e, ao ser tentado, santificou a nossa Quaresma. Mas o que isso significa, afinal? Qual é o seu sentido concreto na realidade da nossa vida?

De fato, a nossa existência assemelha-se à caminhada do povo de Israel pelo deserto. Depois de sair do Egito, que simboliza o pecado e a escravidão, o povo atravessa o Mar Vermelho, figura das águas do Batismo. Contudo, antes de alcançar a Terra Prometida — imagem do céu ou da santidade — é preciso passar pelos “quarenta anos no deserto”, tempo de purificação. Nesse caminho, os “rebeldes” que existem em nós, como as paixões desordenadas, as más influências e as tentações externas, precisam ser vencidos para que possamos alcançar a renovação interior e a verdadeira liberdade.

Esse itinerário configura, portanto, um verdadeiro deserto, isto é, uma luta exigente. Como afirma o livro de Jó: “A vida do homem na terra é um combate” (Jó 7,1). Assim, a Quaresma nos faz viver a dinâmica de um exercício concentrado, quase como uma escola, que nos ensina de forma intensa aquilo que somos chamados a praticar ao longo de toda a vida.

A Igreja, por assim dizer, oferece-nos todos os anos um “curso intensivo” de quarenta dias para nos ajudar a retomar o essencial da nossa missão: aprender a amar Jesus. No entanto, somos constantemente puxados pelo egoísmo, seja pelas paixões desordenadas, pelo espírito do mundo ou pela ação de Satanás. Essa luta contra o egoísmo é simbolizada pelos quarenta dias de Jesus no deserto, antes de iniciar seu ministério e anunciar o Evangelho. Nesse período, Ele viveu de forma condensada aquilo que o povo de Deus experimentou nos quarenta anos no deserto, marcados por tentações e provações. O simbolismo é belíssimo e, mais ainda, revela uma verdade profunda: ao vencer Satanás no deserto, Jesus conquistava a vitória também para nós.

A vida humana é, portanto, um combate contra o inimigo de nossas almas. E, assim como os soldados se preparam para a guerra, nós também iniciamos todos os anos um exercício espiritual. Por isso, o inimigo procura nos convencer de que a Quaresma não é necessária, insinuando que Deus, sendo o Deus da vida, não deseja sacrifícios, mas apenas aquilo que nos agrada. É preciso resistir a essa tentação e compreender a Quaresma como um autêntico treino de combate espiritual.

Por essa razão, a Igreja, em sua sabedoria, oferece-nos sacramentais, como as cinzas recebidas anualmente na Quarta-feira de Cinzas. Elas simbolizam uma espécie de declaração de guerra aos inimigos da alma e a súplica da graça divina para enfrentá-los. Ao usar com devoção esse sacramental, bem como o crucifixo e a água benta, participamos ativamente dessa batalha espiritual, permitindo que o egoísmo enfraqueça e que a graça de Deus atue cada vez mais em nossas vidas, para que possamos amar e servir melhor a Nosso Senhor.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

SIGNIFICADO E ORIGEM DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS.

A quaresma começa na quarta-feira de cinzas, quando acontece o rito da imposição das cinzas. Mas qual é o significado e a origem das cinzas usadas neste tempo litúrgico.

Bento XVI disse durante uma audiência geral que a cinza é um sinal que convida os cristãos à penitência e a intensificar o compromisso de conversão para seguir cada vez mais o Senhor.

Segundo Antonio Lobera y Abio, padre do século XIX e autor do livro "O porquê de todas as cerimônias da Igreja e seus mistérios", esta penitência deve vir acompanhada de arrependimento e dor por ter ofendido a Deus.

O artigo 125 do Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia diz que o rito da imposição das cinzas, longe de ser "um gesto puramente exterior, a Igreja conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal".

As cinzas também simbolizam a mortalidade dos homens. Isso se reflete claramente quando o padre impõe cinzas na testa do fiéis enquanto diz "lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar.

No Antigo Testasmento, as cinzas são usadas pera expressar luto: "Filha de meu povo, veste-te de saco, revolve-te no pó, lamenta-te como por um filho único; uma lamentação amarga, porque, de repente, chega sobre nós o devastador". (Jeremias 6,26), desejo de obter algum favor de Deus: "E voltei minha face para o Senhor Deus, implorando-o em oração e súplicas. no jejum, no cilício e na cinza. (Daniel 9,3) e arrependimento "Todos os homens de Israel, as mulheres e as crianças que habitavam em Jerusalém prostraram-se diante do santuário, cobriram suas cabeças de cinzas e estenderam as mãos diate do Senhor". (Judite 4,11).

A Enciclopédia Católica diz que durante a Quinta-feira Santa os primeiros cristãos colcoavam cinzas sobre a cabeça e um "hábito penitencial", como símbolo de penitência pública.

Embora a quaresma tenha adquirido um caráter totalmente penitencial no século IV que o rito da imposição de cinzas na Quarta-feira de Cinzas foi implementado.

O rito da imposição das cinzas rapidamente espalhou pela Igreja Católica e tornou-ser uma parte importante da Quaresma.