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domingo, 30 de novembro de 2025

PAPA LEÃO XIV CHEGA AO LÍBANO.


"Baba Lawun (em árabe)" está no Líbano! Depois de 13 anos, o País dos Cedros volta a acolher um Pontífice e a visita é providencial. Estamos a cerca de 100 km de Damasco, capital da Síria, e a mesma distância até o norte de Israel. Isso revela um pouco o contexto e a importância desta segunda etapa da viagem apostólica do Papa Leão.

Se na Turquia a ênfase foi para o ecumenismo e o dialogo inter-religioso, em Beirute o tema central é a paz, como contido no lema da visita: "Bem-aventurados os pacificadores".

O Líbano enfrenta uma das piores crises econômicas da história moderna,  com inflação e uma desvalorização dramática da moeda local. Há falta de serviços: frequentes quedas de energia, escassez de medicamentos e combustível. Une-se a isso a corrupção estrutural e a presença do território de aproximadamente dois milhões de refugiados, entre sírios e palestinos, o que representa cerca de um terço da população, agravando as tensões sociais.

Na ausência do Estado, instituições religiosas, sobretudo aquelas ligadas à Igreja Católica, desempenham um papel vital no apoio à população.

O anfitrião do Pontífice, Beatitude Card, Béchara Boutros Raï, Patriarca Maronita, assim comenta estas visita: "O Santo Padre traz consigo as dimensões espirituais, as dimensões morais, e não vem de mãos vazias, vem cheio de dons espirituais e morais. Para mim, este é um apelo pessoal, a cada um de nós libaneses, um apelo para mudar, para virar página e abrir uma nova, a página da paz, da esperança. Não podemos viver como se nada tivesse acontecido. O Papa vem, as cerimônias são realizadas, a recepção é feita, ele vai embora, tudo volta ao ponto anterior. Não, esperamos que os libaneses reflitam um pouco e apreciem o valor desta visita, porque o Santo Padre sabe que o Líbano está passando por um momento muito, muito crítico". 

O regime democrático e o pluralismo confessional distinguem o Líbano de todos os países do Oriente Médio. De fato, os primeiros eventos de Leão XIV são dedicados às instituições políticas, com a cerimônia de boas vindas no aeroporto, a visita ao presidente do país, Joseph Aoun, que, segundo a Constituição, deve ser sempre um cristão maronita. Depois, é a vez do presidente da Assembleia Nacional, Nabih Berri, e do encontro com o primeiro-ministro, Nawaf Salam. Desde modo, o Papa terá se reunido com os representantes dos três pilares do sistema confessional libanês: maronita, xiita e sunita.

O último compromisso será o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático, ocasião em que pronunciará seu primeiro discurso no Líbano.

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