A Igreja celebra neste sábado, 5 de setembro, a memória de Santa Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade e conhecida por sua dedicação aos pobres, aos doentes e aos abandonados. A data corresponde ao dia de sua morte e foi inscrita no Calendário Romano Geral como memória facultativa.
“Se na verdade queremos que haja paz no mundo, comecemos por nos amarmos uns aos outros no seio das nossas próprias famílias”, costumava dizer Santa Teresa de Calcutá, que também se destacou pela defesa da dignidade da vida humana e da família.
Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu em 26 de agosto de 1910, em Skopje, em uma família de origem albanesa. Aos 18 anos, sentiu o chamado à vida missionária e, em 1928, ingressou nas Irmãs de Loreto, na Irlanda. No ano seguinte, foi enviada para a Índia. Fez sua primeira profissão religiosa em 1931 e os votos perpétuos em 1937, adotando o nome de Teresa em homenagem a Santa Teresa de Lisieux.
Durante muitos anos, dedicou-se à educação de meninas em Calcutá. Em 10 de setembro de 1946, durante uma viagem de trem para Darjeeling, viveu aquilo que chamou de seu “chamado dentro do chamado”. Compreendeu que Deus a convidava a deixar o trabalho no colégio para se dedicar aos mais pobres. Em 1948, iniciou sua missão entre os necessitados de Calcutá e, em 1950, foram oficialmente estabelecidas as Missionárias da Caridade.
A pequena religiosa tornou-se conhecida em todo o mundo pelo serviço aos pobres, aos doentes e aos abandonados. Sua obra se espalhou por diversos países e foi acompanhada por uma profunda espiritualidade, centrada no amor a Cristo e no serviço ao próximo.
“Em todo mundo se comprova uma angústia terrível, uma espantosa fome de amor. Levemos, portanto, a oração para as nossas famílias, levemos a oração para as nossas crianças, ensinamos-lhes a rezar. Pois uma criança que ora, é uma criança feliz. Família que reza é uma família unida”, enfatizou a Santa.
Em 1979, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Morreu em 5 de setembro de 1997, em Calcutá, aos 87 anos. Foi beatificada por São João Paulo II em 2003 e canonizada pelo Papa Francisco em 4 de setembro de 2016.
Santa Teresa de Calcutá deixou à Igreja o testemunho de uma vida inteiramente oferecida a Deus e aos mais necessitados. Sua história continua a recordar que a caridade cristã não é apenas sentimento, mas amor que se transforma em serviço concreto.
SANTA MADRE TERESA DE CALCUTÁ
Veja mais

Nenhum comentário:
Postar um comentário