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PEREGRINUS FIDEI

Assim como o povo hebreu peregrinou pelo deserto para chegar à terra prometida.
Hoje nós peregrinamos para chegar ao Céu.

Sincronizando mural...

BEATA ALBERTINA BERKENBROCK

Festa Litúrgica dia 15 de junho

HISTÓRIA
ALBERTINA BERKENBROCK nasceu no dia 11 de abril de 1919, Imaruí, no estado de Santa Catarina no Brasil, filha dos agricultores Johan Berkenbrock e Elisabeth Schmöller, descendentes de imigrantes alemães. Desde cedo, a sua vida foi moldada por uma rotina simples do campo, dividida entre o auxílio nas tarefas domésticas, o cuidado com os animais da propriedade e a frequência assídua às atividades da capela local. 

Foi educada na Fé Católica. Gostava muito de rezar e sempre ajudava o padre quando ele aparecia na roça para celebrar. Relatos de familiares e vizinhos colhidos ao longo dos anos descrevem Albertina como uma menina marcada por uma doçura e piedade incomuns para sua idade. Fez sua Primeira Comunhão aos 9 anos, no dia 15 de junho de 1928m evento que, segundo seus diários e memórias da família, maarcou profundamente sua espiritualidade.  

Albertina era muito devota de Nossa Senhora, rezava o terço sempre que podia, tanto na capela da comunidade como em sua casa, e sempre recomendava a Maria Santíssima a sua salvação eterna. 

Albertina viveu na roça, e sempre ajudou seus pais nas tarefas diárias e difíceis, Frequentou a escola da comunidade, era dedicada e atenta a tudo e a todos. Seu professor a elogiava sempre, principalmente por sua maturidade escolar e religiosa. Gostava de ficar com os mais pobres e divida seu lanche com eles. Ajudou muito os filhos de seu assassino, que trabalhava na roça de seus pais.

A sua trajetória terrena foi interrempida de forma trágica no dia 15 de junho de 1931, exatamente três anos após a sua Primeira Comunhão, quando tinha apenas 12 anos de idade. Naquela tarde, um dos bois da de seu pai fugiu da fazenda, o seu pai pediu que fosse procurar o boi. No caminho pela mata Albertina Cruzou com Indalício Cipriano Evangelista (conhecido na região como "Maneco"), um homem que trabalhava ocasionalmente para a família Berkenbrock. Este. já com segundas intenções, indicou um lugar afastado onde teria visto o boi fugitivo.

Albertina vai então à procurar o boi no lugar indicado, mas não encontra nada. Então, de repente, de trás do arbustos aparece Maneco. Ela levou um grande susto, e ele diz qual é a sua intenção. Albertina de pronto não aceitou, então o homem tentou abusar fisicamente da jovem que, firmemente, resistiu à abordagem para defender a sua integridade mora e os seus valores espiritual.  

Albertina era forte por causa dos trabalhos na roça, a luta é violenta. Ela se defende de todas as maneiras, até que Maneco, muito nervoso, a derruba no chão. 

Albertina se agarra às suas roupas e Maneco nada consegue. Então, com um ato de covardia total, pega seu canivete e corta o pescoço de Albertina. Assim, morre ali a pequena menina, mas que com toda a força de jesus, não se entregou em momento algum.

Maneco, para despistar, diz que achou o corpo da menina no meio de uma roça longe, e acusa João Candinho, que protesta, jura que não matou a menina, mas é preso injustamente.

A descoberta do crime causou um impacto devastador e uma comoção imediata em toda a região de Imaruí e Tubarão. A brutalidade do ato contra uma criança conhecida por todos pela sua bondade chocou a população. 

O assassino ainda vai ao velório de Albertina, e todas as vezes que ele entra na sala, sai sangue do pescoço da menina. Todos começaram achar muito estranho a atitude de Maneco, que fica entrando e saindo do velório. Então ele vai embora e começa sua fuga.

O prefeito da cidade busca João Candinho na cadeia, pega o crucifixo da igreja, e vai no velório de Albertina, chegando lá, coloca o crucifixo no peito da menina morta e pede para João Candinho falar a verdade e jurar sobre ela dizendo que não foi ele o assassino. Ele jura, diz que não ele, e nesse momento o sangue de Albertina para de escorrer do seu pescoço.

Maneco fugiu, mas dois dias depois, foi preso em Aratingaúba. Ali mesmo confessou o crime contra Albertina e mais dois crimes cometidos em Palmas, quando matou um sargento e outro assassinato de um homem na cidade de Ludgero.

Maneco Palhoça, que tinha o nome de Indalício Cipriano Martins, foi julgado pelo crime, foi condenado e preso em Luguna, onde permaneceu alguns anos no cárcere e depois morreu. Disse que matou Albertina porque ela não cedeu e lutou até a morte para manter sua pureza em nome de Jesus.

Durante o velório e o sepultamento, os moradores locais começaram espontaneamente a tratá-la como uma mártir, associando o seu sacrifício à defesa da pureza e da dignidade humana. O túmolo de Albertina no cemitério local transformou-se quase de imediato num local de oração e peregrinação, com os fiéis a relatar as primeiras graças e favores alcançados por sua intercessão.

Nas décadas seguintes, a devoção popular consolidou-se fortemente no sul ao Brasil. A fama der santidade da "Aninha do Brasil", como carinhosamente passou a ser chamada por muitos fiéis, motivou a Diocese de Tubarão a instaurar formalmente o processo de beatificação. A causa foi analisada pela Congregação para as Causas dos Santos, No Vaticano, sob a pespectiva teológica do martírio - ou seja, a morte sofrida em defesa de uma virtude cristã (neste caso, a castidade e a dignidade moral).

No ano de 2007, o Papa Bento XVI assinou oficialmente o decreto que reconhecia o martírio de Albertina Berkenbrock. A cerimônia solene de beatificação foi realizado no dia 20 de outubro de 2007, na praça da Catedral Diocesana de Tubarão, presidida pelo cardeal Saraiva Martins, atraindo dezenas de milhares de peregrinos de várias regiões do país. Como esse ato, Albertina foi alçada aos altares como a primeira beata oficial nascida no estado de Santa Catarina.

Atualmente, os seus restos mortais repousam no Santuário Bem-Aventurada Abertinha Berkenbrock, edificado na mesma comunidade de São Luís, em Imaruí, onde ela viveu. O local permanece como um dos principais polos de turismo religioso do estado, recebendo romarias contínuas de fiéis, especialmente jovens e famílias, que veem na sua história um testemunho duradouro de fé, retidão e coragem moral ante a adversidade.

SIGNIFICADO E SIMBOLISMO

A imagem da Beata Albertina é rica em símbolos e conta a história de sua vida e de sua morte. Vamos conhecer:

A cruz na mão direita: revela sua fé em Cristo; fé que ela professou até à morte.

O manto rosa: simboliza a alegria da fé em Cristo e a beleza da adolescência vivida conforme a vontade de Deus. Embora muito nova, Albertina cativava a todos com sua beleza simples, abertura de coração e disposição para ajudar a todos. Todos diziam que ela era um adolescente encantadora, cheia de alegria e bondade.

A túnica branca: simboliza sua pureza de coração. Esta, aliás, foi a razão de ela ter sido assassinada, pois, preferiu morrer a se entregar ao tal Maneco. A adolescente cheia de beleza e alegria, conservava dentro de si um coração puro. Ela queria conservar sua virgindade e sentia em seu coração, como qualquer menina aos doze anos, que não tinha chegado a hora de viver experiências íntimas com ninguém, muito menos com um estranho. Além do mais, ela alegou ao se assassino que não queria cometer este pecado. Portanto, queria conservar sua pureza.

A palma na mão esquerda: simboliza a vitória dos mártires. Albertina foi, sim mártir, pois morreu para não trair sua fé; morreu para não cometer um pecado. Por isso, ela recebe a vitória dos mártires, simbolizada pela palma em sua mão esquerda.

Os lírios brancos: aos pés da beata simbolizam sua pureza de coração e a vida que renasce. Ao se plantar um lírio, coloca-se um bulbo aparentemente sem vida debaixo da terra. Em pouco tempo ele brota e, de onde parecia não haver vida, nasce uma linda planta e belas flores. Assim aconteceu com Albertina. Ela foi "jogada na terra" sem vida. Porém, de sua morte, nasceu um grande testemunho, uma grande santa e milhares de graças alcançadas.

As rosas: simbolizam a beleza da adolescência, da juventude, da mulher, criada por Deus para ser uma perpetuação do amor divino. Assim foi Albertina: menina, adolescente, pura, casta, bela, cheia de amor, caridade e vida.

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