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PEREGRINUS FIDEI

Assim como o povo hebreu peregrinou pelo deserto para chegar à terra prometida.
Hoje nós peregrinamos para chegar ao Céu.

Sincronizando mural...

BEATA CHIARA LUCE BADANO

Uma vida de fé, amizade e coragem

HISTÓRIA

Nascimento e infância
Chiara Badano nasceu em 29 de outubro de 1971, em Sassello, na região da Ligúria, Itália. Era filha única de Ruggero e Maria Teresa Badano, que esperaram onze anos pelo seu nascimento. Cresceu em uma família unida, que lhe transmitiu a fé cristã. Alegre, determinada e afetuosa, gostava de esportes, de estar com os amigos e sonhava com diferentes profissões, entre elas ser comissária de bordo e pediatra.

Encontro com o Movimento dos Focolares
Aos nove anos, por meio de uma amiga, conheceu o Movimento dos Focolares, fundado por Chiara Lubich. Passou a participar do grupo juvenil GEN, sigla de "Nova Geração" em Italiado, e encontrou no movimento uma comunidade de jovens que procurava viver o Evangelho no cotidiano. O ideal da unidade — construir relações de fraternidade e reconhecer o amor de Deus nas pessoas — tornou-se uma influência importante em sua vida. Chiara começou a corresponder-se com Chiara Lubich, que lhe deu o nome “Luce”, palavra italiana para “luz”. A escolha expressava a luz que, segundo Lubich, a jovem transmitia por sua maneira de viver e de se relacionar com os outros.

Adolescência e vida espiritual
Durante a adolescência, Chiara conciliou a vida de fé com os estudos, os esportes e as amizades. Era conhecida por sua personalidade franca e por não esconder suas opiniões, mas também se esforçava para viver o Evangelho em gestos concretos: acolher os outros, cultivar amizades e estar disponível para quem precisava. Com o tempo, sua espiritualidade se aprofundou e sua relação com Jesus passou a orientar cada vez mais suas escolhas.

Doença e tratamento
Em 1988, aos 16 anos, sentiu uma dor intensa nas costas enquanto jogava tênis. A princípio, imaginou-se que fosse uma lesão passageira, mas a dor persistiu. Depois de exames e consultas, recebeu o diagnóstico de osteossarcoma, um tumor ósseo agressivo. Iniciou tratamentos e passou por procedimentos dolorosos. Para estar perto do atendimento médico, a família se mudou temporariamente para Turim.

A doença interrompeu muitos de seus planos e trouxe períodos de grande sofrimento. Chiara, porém, procurou enfrentar cada etapa apoiada na fé e na presença da família e dos amigos. A frase “Por ti, Jesus” é associada à maneira como acolhia as dificuldades, mas sua coragem não significava ausência de dor ou medo. Em determinado momento, recusou a morfina por recear perder a lucidez e por querer oferecer a Jesus aquilo que ainda podia suportar conscientemente. Continuou recebendo cuidados médicos e enfrentando a doença enquanto a saúde se agravava.

Com o avanço do câncer, Chiara perdeu a capacidade de andar. Mesmo debilitada, continuou a receber amigos e a manter contato com pessoas próximas. Procurava tranquilizar os pais e levar ânimo a quem a visitava. A espiritualidade que havia cultivado antes da doença tornou-se, para ela, uma forma de atravessar o sofrimento sem deixar de amar e se preocupar com os outros.

Últimos dias e morte
Chiara também pensou nos detalhes de seu funeral, que desejava como uma celebração da vida e da esperança cristã. Pediu que seus órgãos fossem doados; suas córneas foram transplantadas em dois jovens.

Morreu em Sassello, na madrugada de 7 de outubro de 1990, aos 18 anos. Pouco antes, despediu-se da mãe com palavras que ficaram ligadas à sua memória: “Seja feliz, porque eu sou”.

Processo de beatificação
Após sua morte, sua fama de santidade se espalhou, especialmente entre os jovens e no Movimento dos Focolares. O bispo Livio Maritano, que a conhecera, promoveu a causa de beatificação. 

Em 3 de julho de 2008, o Papa Bento XVI reconheceu suas virtudes heroicas, e Chiara foi declarada venerável. Para a beatificação, a Igreja reconheceu como milagre a recuperação de um menino italiano que sofria de meningite fulminante, após a família pedir a intercessão de Chiara.

Chiara Luce Badano foi beatificada em 25 de setembro de 2010, no Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor, em Roma. É lembrada como uma jovem que viveu a fé no cotidiano e enfrentou uma doença grave procurando conservar a esperança, a generosidade e a atenção aos outros.

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