• Padroeiro dos Oleiros e ceramistas.
• Protetora contra terremotos e tempestades
• Festa liturgica dia 19 de julho
HISTÓRIA
JUSTA nasceu no ano de 268 e suas irmã, RUFINA, nasceu no ano de 270. Elas eram filhas de pai cristãos muito exemplares e dedicados que, apesar de viverem sob o Império Romano e em uma época de forte paganismo, educaram as filhas discretamente nso ensinamentos do Evangelho, incutindo nelas uma sólida formação espiritual e amor a Deus. A documentação da Igreja primitiva e as atas litúrgicas não preservaram os nomes próprios de seus pais, registrando apenas que eram trabalhadores de condição muito humilde.
Desde a infãncia, as duas irmãs aprenderam com sua família o ofício da olaria (alfararia). Elas trabalhavam juntas moldando o barro para criar potes, bilhas e louças que vendiam em uma pequena tenda no bairro de Triana, às margens do rio Guadalquivir. Com o fruto desse trabalho honesto, Justa e Rufina garantiam o sustento da casa e, movidas por uma enorme caridade, dividiam tudo o que sobrava para ajudar os pobres e doentes da região.
No mês de julho do ano de 287, a rotina das irmãs foi interrompida pelas festividades anuais em honra à deusa Vênus. Durante as celebrações, uma procissão idólatra carregava a imagem da divindade pagã pelos ombros através das ruas, exigindo esmolas e ofertas dos comerciantes locais. Ao pararem diante da banca das irmãs, os pagãos exigiram que Justa e Rufina dessem moedas ou mercadorias como oferendas para o culto.
As duas irmãs professaram imediatamente sua fé, respondendo com firmeza que adoravam apenas ao único Deus verdadeiro e ao Senhor Jesus Cristo, recusando-se categoricamente e cooperar com o pecado da idolatria. Revoltados com a recusa, os participantes da procissão avançaram contra a tenda e destruíram todas as louças de barro que as irmãs haviam trabalhando tanto para fazer. Em resposta ao ato violento e em defesa da honra a Deus, Justa e Rufina empurraram a imagem da deusa pagã, que caiu ao chão e se desfez em pedaços.
O ato provocou um grande tumulto e as irmãs foram presas imediatamente por ordem do governador e prefeito Diogeniano. No tribunal, o prefeito tentou convencê-las a renunciar a sua fé em Crsito em troca de riquezas e liberdade. As duas mantiveram-se inabaláveis, confessando que preferiam a morte a trair a Cristo. Diante da recusa, foram jogadas em uma masmorra escura, onde passaram por privações extremas de fome e sede, além de sofrerem torturas físicas com ganchos de ferro.
Na tentativa de quebrar a resistência espiritual das jovens, o governador ordenou que elas cominhassem descalças e acorrentadas seguindo a comitiva oficial em uma longa e dolorosa jornada até a região de Sierra Morena. Mesmo com os pés cobertos de feridas e exaustas, as irmãs continuavam a rezar e a cantar hinos de louvor a Deus ao longo do caminho.
Ao retornarem para o cárcere, Justa, cujo corpo estava profundamente enfraquecido pelos maus-tratos e pela privação de alimento, foi a primeira a entregar sua alma a Deus dentro da cela. O governador mandou lançar o seu corpo em um poço profundo para que não recebesse homenagens dos fiéis, mas o Bispo de Sevilha na época, chamado Sabino, conseguiu resgatar as relíquias de Justa secretamente.
O governador acreditava que, vendo a irmã morta RUFINA cederia por medo. No entanto, Rufina demonstrou ainda mais coragem e manteve-se firme. Ela foi então levada ao anfiteatro público para ser devorada por leões famintos diante da multidão. Ao ser solta, a fera aproximou-se mansamente de Rufina e deitou-se a seus pés, lambendo suas mãos. Frustrado diante do prodígio, Diogeniano ordenou que ela fosse imediatamente decapitada e que seu corpo fosse queimado. O Bispo Sabino também recolheu suas cinzas e restos mortais, sepultando-a ao lado de sua irmã Justa.
O martírio definitivo das duas irmãs consumou-se no dia 19 de julho de 287. A memória e o testemunho de fidelidade delas atravessaram os séculos, sendo registradas formalmente no Pasionário Hispânico e celebradas em hinos litúrgicos por Santo Isidro de Sevilha no século VII, permanecendo até hoje como um exemplo de fortaleza na fé.
Padroeira dos Oleiros e ceramistas
Por conta da profissão que exerciam moldando o barro
Protetora contra terremotos e tempestades
Devido ao milagre atribuído a elas de proteger a torre da Giralda durante o tremor de terra. Por isso que em sua imagem as duas santas aparecem segurando uma torre.
ORAÇÃO A SANTA JUSTA E SANTA RUFINA
Ó santas gloriosas, JUSTA e RUFINA, que com coragem e firmeza de fé testemunharam o amor de Cristo até o fim, nós recorremos a vós.
Vós, que com vossas mãos moldastes o barro como dedicadas oleiras, ajudai-nos a moldar o nosso coração na bondade e na retidão. Assim como protegestes as torres e os lares de Sevilha contra as tempestades e os tremores da terra, protegei também as nossas vidas, as nossas famílias e os nossos trabalhos contra todos os perigos e adversidades.
Alcançai-nos de Deus a graça de uma fé inabalável, para que possamos vencer os desafios diários com paciência e esperança. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
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