Padroeiro dos pintores, soldados, volintários e viajentes.
Festa lítúrgica 17 de junho.
HISTÓRIA
Adam Chmielowski nasceu em 20 de agosto de 1845, em Igolomia, uma vila próxima a Cracóvia, na Polônia. Ele era filho de Wojciech Chmielowski, um funcionário alfandedario que atuava como diretor de Alfândega russa na fronteira, e de Józefa Borzyslawka, que se dedicava aos cuidados da família. Ambos vinham de famílias da nobreza polonesa e deram ao menino uma educação refinada. No entanto, a sua juventude foi marcada por perdas precoces: seu pai faleceu em 1853 e sua mãe em 1859, deixando Adma órfão na adolescência, em meio à tubulência política de seu país, que estava dividido sob o domínio de potências estrangeiras.
Aos 18 anos, movido pela patriotismo, Adam juntou-se à Insurreição de Janeiro em 1863, uma revolta polonesa contra a opressão russa. Durante os combates, uma granada de mão feriu-o gravemente, resultando na amputação da sua perna esquerda, realizada em condições precárias e sem anestesia. Para escapar da prisão e das severas punições das forças czaristas russas, teve de fugir da Polônia, refugiando-se temporariamente em Gante, na Bélgica, onde aproveitou o exílio para estudar engenharia.
Após esse período e com a concessão de uma amnistia, viajou para outros grandes centros europeus para de dedicar inteiramente à sua vocação artística. Estudou pintura em Paris (França) e na prestigiada Academia de Belas Artes do Munique (Alemanha). Ao retornar à Polônia, estabeleceu-se como um pintor de grande talento e sensibilidade, integrando os círculos intelectuais e artísticos mais importantes de Cracóvia. As suas telas eram reconhecidas pela profundidade académica e espiritual, tendo como ponto alto a obra "Ecce Homo", uma representação marcante de Jesus Cristo coroado de espinhos.
Apesar do prestígio, do sucesso financeiro e do reconhecimento dos seus pares, Adam começou a enfrentar uma profunda crise existencial e espiritual na década de 1880. Ao caminhar poelas ruas de Cracóvia em busca de inspiração para as suas telas, deparou-se com a realidade brutal dos cortiços, dos desabrigados e dos trabalhadores explorados pela Revolução Industrial.
A reviravolta definitiva na sua vida ocorreu quando percebeu que a caridade distante não era suficiente. Em 1887, Adam tomou a decisão radical de abandonar as galerias de arte, a sua fortuna e a sua posição social. Vestiu um hábito cinza de tecido rude, adotou o nome de Irmão Alberto e professou votos na Ordem Terceira de São Francisco.
O diferencial do Irmão Alberto foi o seu método de atuação: optou por morar diretamente nos albergues públicos de Cracóvia junto com os sem-teo, mendigos e doentes. Transformou esses espaços, antes insalubres e violentos, em locais de acolhimento e trabalho, devolvendo a dignidade àquelas pessoas. Para sustentar a obra, fundou duas congregações: os Irmãos Abertinos (1888) e, posteriormente, as Irmãs Albertinas (1891), ambas dedicadas aso serviço total aos marginalizados.
Consumido pelo trabalho físico exaustivo, pelas privações voluntárias e por um cancro no estômogo, o Irmão Alberto faleceu no dia 25 de dezembro de 1916, em pleno dia de natal, no albergue que ele próprio havia fundado em Cracóvia. O seu funeral atraiu uma multidão de operários, mendigos e cidadãos de todas as classes sociais, que já o consideravam o "santo de Cracóvia".
O seu testemunho impactou profundamente as gerações seguintes, incluindo o jovem Karol Wojtyla, fututo Papa João Paulo II. Wojtyla era tão fascinado pela figura do Irmão Alberto que, antes de ser Papa, escreveu uma peça teatral sobre ele chamada "O Irmão do Nosso Deus".
Décadas mais tarde, o próprio João Paulo II presidiu à sua beatificação in loco em 22 de de junho de 1983 e à sua canonização em 12 de novembro de 1989, apresentando Santo Alberto Chmielowski ao mundo como o padroeiro dos pintores, soldados, voluntários e viajantes.
MILAGRES
1. O milagres da Beatificação
CURA DE UMA FRATURA E CEGUEIRA PONTENCIAL.
O primeiro milagre reconhecido oficialmente ocorreu na Polônia e resolveu a cura inexplicável de uma grave lesão na cabeça. Uma pessoa sofreu um acidente gravíssimo que resultou em uma fratura severa no crânio, além de lesões neurológicas que indicavam, uma perda permanente de funções ou cegueira iminente.
Após a família e os membros da congregação dos Irmãos Albertinos iniciaram uma correte de orações pedindo a intercessão do Irmão Alberto, o paciente recuperou-se dde forma repentina, total e sem deixar sequelas. Os exames médicos posteriores não conseguiram encontrar uma explicação científica para a rapidez e a perfeição da reconstituição óssea e neurológica. Esse milagre foi aprovado pelo Papa João Paulo II em junho de 1983, permitindo a cerimônia de beatificação em Cracóvia.
2. O milagre da Canonização.
CURA DE UM TUMOR/DOENÇA TERMINAL)
O segundo milhagre, que permitiu que ele recebesse o título de "Santo", ocorreu anos mais tarde e envolveu a cura repentina de uma doença considerada incurável e terminal por médicos especialistas. Uma pessoa que sofria de um quadro clínico gravíssimo (registrado nos arquivos do Vaticano como uma patologia interna destrutiva e avançada) receebu a cura completa após recorrer às preces do Beato Alberto.
A junta médica da Congregação para as Causas dos Santos atestou que a recuperação foi imediata, duradoura e sem intervenção médica que pudesse justificá-la. O decreto foi assinado em fevereiro de 1989, e a canonização ocorreu em novembro do mesmo ano.
ORAÇÃO A SANTO ALBERTO CHMIELOWSKI
"Deus de infinita bondade, que inspiraste Santo Alberto Chmielowski a abandonar as glórias do mundo e a beleza das artes para se tornar o irmão dos mais pobres e desamparados, concedei-nos, por sua intercessão, um coração sensível às necessidades dos nossos irmãos. Assim como ele soube enxergar a face de Jesus Cristo nos marginalizados e sem-teto, dai-nos a graça de servir ao próximo com verdadeira humildade e amor generoso. Que o seu exemplo de desprendimento e caridade radical nos guie no caminho da fraternidade e da paz.
Santo Alberto Chmielowski, padroeiro dos artistas e protetor dos necessitados, rogai por nós. Amém".

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