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PEREGRINUS FIDEI

Assim como o povo hebreu peregrinou pelo deserto para chegar à terra prometida.
Hoje nós peregrinamos para chegar ao Céu.

Sincronizando mural...

SANTO IRINEU, BISPO DE LYON.

Imagem de Santo Irineu trajando suas vestes e elementos litúrgicos.
• Padroeiro da unidade cristã, dos apologistas e Catequistas e contra as Heresias.
• Festas Litúrgica dia 28 de junho

HISTÓRIA
IRINEU nasceu por volta do ano 130 d.C. na província romana da Ásia, muito provavelmente na importante cidade portuária de Esmirna (na atual Turquia). Ele cresceu em um ambiente cultural grego e recebeu uma sólida formação filosófica e literária. O marco espiritual de sua juventude foi ter sido discípulo de São Policarpo, o venerável bispo de Esmirna. Policarpo, por sua vez, havia sido instruído diretamente pelo Apóstolo São João. Essa convivência deixou marcas profundas em Irineu: ele não aprendeu o Cristianismo como uma teoria, mas como um testemunho vivio transmitido de boca em boca desde os apóstolos. Ele costumava lembrar com detalhes o tom de vos de Policarpo e as hitórias que ele contava sobre os milagres e ensinamentos de Jesus.

A juventude e a Linhagem Apostólica na Ásia Menor
Irineu nasceu por volta do ano 130 d.C. na província romana da Ásia, muito provavelmente na importante cidade portuária de Esmirna (na atual Turquia). Ele cresceu em um ambiente cultural grego e recebeu uma sólida formação filosófica e literária. O marco espiritual de sua juventude foi ter sido discípulo de São Policarpo, o venerável bispo de Esmirna. Policarpo, por sua vez, havia sido instruído diretamente  Apóstolo São João. Essa convivência deixou marcas profundas em Irineu: ele não aprendeu o Cristianismo como uma teoria, mas como um testemunho vivio transmitido de boca em boca desde os apóstolos. Ele constumava lembrar com detalhes o tom de voz de Policarpo e as histórias que ele contava sobre os milagres e ensinamentos de Jesus.

Ainda jovem, por motivos pastorais ou comerciais, Irineu migrou para o Ocidente e fixou-se em Lugduno (atual Lyon, na França), que era a capital espiritual e econômica da Gália Romana. Lá, ele foi ordenado presbítero por São Potino, o primeiro bispo da cidade. No ano 177 d.C., o imperador Marco Aurélio desencandeou uma perseguição feroz contra os cristãos de Lyon. Dezenas deles foram torturados e lançados às feras no anfiteatro. No entanto, a Providência poupou Irineu: o clero local, mesmo na prisão, enviou-o em uma missão urgente a Roma para entregar uma carta ao Papa Eleutério. A carta pedia a intervenção do Papa contra a heresia do montanismo, e os mártires recomendavam Irineu como um homem cheio de zelo pelo testamento de Cristo.

Ao retornar de Roma, Irineu encontrou a comunidade cristã de Lyon devastada e sem liderança, pois o idoso bispo São Potino havia morrido na prisão ao 90 anos de idade. Irineu foi imediatamente aclamado como o segundo Bispo de Lyon. Seu episcopado teve duas grandes frentes. A primeira foi a evangelização dos povos nativos; para isso, ele fez questão de aprender as línguas e dialetos celtas locais, abrindo mão do grego refinado. A segunda frente foi intelectual e teológica: a infiltração do gnosticismo, Os gnósticos pregavam que o mundo material era mau, criado por um deus inferior, e que a salvação vinha apenas de um conhecimento secreto destinado a poucos. Para proteger o rebanho, Irineu escreveu sua obra monumental em cinco volumes, Contra as Heresias (Adversus Haereses), onde estruturou os pilares da Igreja: a sucessão ininterrupta dos bispos desde São Pedro, a autoridade dos quatros Evasngelhos e a realidade da encarnação e ressurreição da carne.

Irineu fazia honra ao seu próprio nome, que em grego significa, "Pacificador". Por volta do ano 190 d.C., o Papa Vitor I decidiu excomugar as igrejas da Ásia Menor porque elas celebravam a Páscoa em um dia diferente do costume de Roma. Embora Irineu seguisse a data romana, ele interveio energicamente em favor da unidade. Escreveu uma carta ao Papa lembrando que a diversidade de costumes litúrgicos não deveria romper a comunhão da fé e que os papas anteriores sempre haviam mantido a paz com quem pensava diferene. O Papa aceitou o conselho, recuou da excomunhão e Irineu salvou a Igreja de um grande cisma.

Por volta do ano 202 d.C., sob o império de Septímio Severo, novas perseguições atingiram a Gália. A tradição hagiográfica mais antiga afirma que Lyon foi cercada e que Santo Irineu foi capturado e decapitado na cripta da igreja que mais tarde levou seu nome, em Lyon.

Seus restos mortais permaneceram lá até 1562, quando, durante as Guerras Religiosas na França, militantes calvinistas huguenotes saquearam a igreja, destruíram seu túmulo histórico e espalharam suas relíquias, restando hoje pouquíssimos fragmentos. Em janeiro de 2022, em reconhecimento ao seu papel como ponte teológica entre o Oriente e o Ocidente, o Papa Francisco o declarou oficialmente Doutor da Igreja com o título de "Doutor da Unidade".


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