Recebendo a graça da cura, cumpriu sua promessa. Dirigiu-se a Nápoles para estudar teologia e, após ser ordenado sacerdote, dedicou-se ao apostolado junto aos pobres, aos presos e aos doentes.
Em 1588, juntamente com seus companheiros, fundou a Ordem dos Clérigos Regulares Menores, aprovada pelo Papa Sisto V. Os religiosos, conhecidos também como Caracciolinos, uniam a vida de oração ao serviço apostólico, levando o consolo do Evangelho aos lugares onde havia maior sofrimento.
São Francisco Caracciolo destacou-se por sua vida de profunda oração. Dedicava longas horas à adoração do Santíssimo Sacramento e incentivou a prática da adoração perpétua em sua Ordem. Para ele, toda obra de caridade deveria nascer da união com Cristo.
Seu amor pelos necessitados levou-o a fundar comunidades religiosas e a expandir sua obra pela Itália e pela Espanha. Mesmo diante das dificuldades, permaneceu humilde e totalmente entregue à vontade de Deus.
Em 1607, renunciou ao cargo de superior-geral para viver uma vida ainda mais dedicada à oração e à contemplação. Seus irmãos religiosos testemunharam sua profunda união com Deus, encontrando-o muitas vezes em oração diante do crucifixo.
São Francisco Caracciolo faleceu em 4 de junho de 1608, aos 44 anos, deixando como legado uma vida marcada pela Eucaristia, pela caridade e pelo desejo de salvar almas.
Foi beatificado pelo Papa Clemente XIV em 4 de junho de 1769 e canonizado pelo Papa Pio VII em 24 de maio de 1807.
São Francisco Caracciolo é lembrado como o santo da Eucaristia, da caridade e da confiança na Providência de Deus.

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