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PEREGRINUS FIDEI

Assim como o povo hebreu peregrinou pelo deserto para chegar à terra prometida.
Hoje nós peregrinamos para chegar ao Céu.

Sincronizando mural...

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

HOJE COMEÇA A QUARESMA DE SÃO MIGUEL ARCANJO.

Hoje (15/8), quando a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Maria, começa também a Quaresma de São Miguel, que surgiu por inspiração de São Francisco de Assis e conclui no dia 29 de setembro, com a festa dos santos arcanjos. 

"A quaresma de São Miguel Arcanjo é um tempo forte de conversão e graça, uma oportunidade que recebemos de nos aproximarmos de Deus, de oferecermos sacrifícios e orações em reparação dos nossos pecados". "Ela oferece uma oportunidade valiosa para refletirmos sobre nossa caminhada, nos oferece as armas e ferramentas para lutar a batalha espiritual e fortalecer nossa fé".

Trata-se, diz a rede social de oração, de “um momento propício para buscar a proteção e a intercessão de São Miguel Arcanjo, confiando em sua poderosa intercessão e no auxílio divino”.

Quaresma de São Miguel Arcanjo, uma tradição franciscana. São Francisco de Assis costumava se dirigir ao Monte Alverne para fazer um quaresma a São Miguel. Na proximidade de 14 de setembro, festa da Exaltação da Santa Cruz, Francisco tem a visão do Serafim Alado e Crucificado e recebe os estigmas", conta. Isso aconteceu em 1224.

São Francisco tinha um “espírito de oração e sacrifício” muito grande. “Tanto que realizava por ano três quaresmas – todas elas no Alverne – além de outro período de jejum e oração em honra da Mãe de Deus pela qual tinha doce e especial amor, que ia da festa de São Pedro e São Paulo até a festa da Assunção”.

São Francisco tinha “uma devoção especial” a são Miguel, que tem “o papel de introduzir as almas no paraíso”. São Francisco sabia da “autoridade” e “auxílio” que são Miguel “tem em exercício das almas em salvá-las no último instante da vida e o poder de ir ao purgatório retirá-las de lá”.

“Esse era o principal motivo pelo qual Francisco realizava sua quaresma e isso é relatado na legenda Terusiana (número 93) de sua biografia, na qual o santo vai dizer no ano de 1224, ano em que recebeu os Estigmas no Monte Alverne: ‘Para honra de Deus, da bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel, Príncipe dos Anjos e das almas, quero fazer aqui uma quaresma". 
Fonte: AciDigital.

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AOS CÉUS.

Hoje a igreja celebra a Solenidade da ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AOS CÉUS.

A Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria ao céu, é celebrada desde o século V, com o significado de "Nascimento para o Céu" ou, segundo a tradição bizantina, de "Dormição". Em Roma, esta festa era celebrada desde meados do século VII, mas foi preciso esperar até 1° de novembro de 1950, quando Pio XII proclamou o Dogma da assunção de Maria, elevada ao céu em corpo e alma. No Credo Apostólico, professamos a nossa fé na "ressurreição da carne e na "vida eterna", fim e sentido último no caminho da vida terrena. Esta promessa de fé cumpriu-se em Maria, Sinal de "consolo e esperança" (Prefácio). Trata-se de um privilégio de Maria, por ser intimamente ligado ao fato de ser Mãe de Jesus visto que a morte e a corrupção do corpo humano são consequência do pecado, não era oportuno que a Virgem Maria - isenta de pecado - fosse implicada nesta lei humana. Daí o mistério da sua "Dormição" ou "Assunção ao céu". O fato de Maria ter sido elevada ao céu é motivo de júbilo, alegria e esperança para nós: Já e ainda não". Uma criatura de Deus, Maria, já está no Céu e, com ela e como ela, também nós criaturas de Deus, estaremos um dia. Portanto, o destino de Maria, unida ao corpo transfigurado e glorioso de Jesus, será o mesmo destino de todos os que estão unidos ao Senhor Jesus, na fé e no amor. É interessante notar que a liturgia - através dos textos bíblicos, extraídos do livro do Apocalipse e de Lucas - nos leva não tanto a refletir sobre o canto do Magnificat, as a rezar. O Evangelho sugera ler o mistério de Maria à lua da sua oração, o Magnificat: o amor gratuito, que se estende de geração em geração; a predileção pelo simples e pobres encontra em Maria o melhor fruto: poderíamos dizer que é a sua obra-prima, um espelho no qual todo o povo de Deus pode refletir seus próprio lineamentos. A Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, em corpo e alma ao Céu, é um sinal eloquente do que, não só a "alma", mas também a "corporeidade" confirmam que "tudo era muito bom" (Gn 1,31), tanto que, como aconteceu com a Virgem Maria, também a "nossa carne" será elevada ao céu. Isto, porém, não quer dizer que somos isentos do nosso compromisso com a história; pelo contrário, é precisamente o nosso olhar, voltado para a Meta, o Céu, a nossa Pátria, que nos dá o impulso para nos comprometermos com a vida presente, nas pegadas do Magnificat: felizes pela misericórdia de Deus, atenciosos com todos nossos irmãos e irmãs, que encontramos ao longo do caminho, começando pelos mais fracos e frágeis.

PROCLAMÇÃO DO DOGMA
"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e jubilo de toda a Igreja, com autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definidos se dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial" (Pio XII, Munificentissimus Deus, 1° de novembro de 1950).

"Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheio do Espírito Santo. E exclamou em alva voz: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor de foram ditas!". E Maria disse: 

"Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva.
Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é Poderoso e cujo nome é Santo.
Sua misericórdia se entende, de geração em geração, sobre os que o temem. 
Manifestou o poder do seu braço; desconcertou os corações dos soberbos, 
Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
Acolheu a Israel, seu servo, lembrando da sua misericórdia, conforme prometera a nosso pais, em favor de Abraão a sua posteridade, para sempre".
Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa. (Lucas 1,39-56).

DAR LOUVOR
Hoje, com o seu Magnificat, a Virgem Maria nos ensina a dar louvor a glória a Deus, Com este convite, por meio do qual a Virgem Maria é contemplada na glória, ela nos exorta a superar o nosso modo exagerado de encarar os problemas e dificuldades habituais. Maria é capaz é, hoje, nos ensina também o olhar a vida de outro ponto de vista: o nosso coração é bem maior que os nosso pecados; e, se o nosso coração é bem maior que os nossos pecados; e, se o nosso coração nos censurar, Deus é maior que o nosso coração (cf. 1Jo 3,20). Logo, não se trata de uma ilusão, como se não houvesse problemas na vida, mas de valorizar a beleza e o bem que existe na vida, sabendo dar graças a Deus por tudo isso! Dessa forma, até os problemas se tornam relativos.

DEUS SURPREENDE
Outro aspecto, que merece destaque neste dia, é o ato de Maria ser Virgem estéril. Deus é aquele que vai "além", que surpreende com a sua ação salvífica providencial.

A META
Maria encontra-se na glória de Deus; ela alcançou a Meta, onde, um dia, todos nos encontramos. Eis porque, hoje, Maria é sinal de consolação e esperança, pois, se ela, criatura como nós, conseguiu, também nós conseguiremos. Mantenhamos nosso olhar e coração fixos naquela mulher, que nunca abandonou seu Filho Jesus e, com Ele, agora, goza da alegria e da glória celeste. Confiemos em Maria! Que ela nos ajude a percorrer o caminho da vida, reconhecendo as grandes coisas, que Deus az em nós em em torno de nós, sendo capazes de engrandecê-lo com o Canto da nossa existência.
Fonte: Vaticano News.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

HOJE CELEBRAMOS SANTA DULCE DOS POBRES.

PRIMEIRA SANTA NASCIDA NO BRASIL

Hoje (13/8) é celebrada a festa de SANTA DULCE DOS POBRES, a religiosa baiana que dedicou sua vida ao serviço aos pobres e doentes. Ela foi canonizada em 2019 pelo Papa Francisco, tornando-se a primeira santa nascida no Brasil.

O 13 de agosto foi escolhido com o dia oficial da festa litúrgica da religiosa conhecida como anjo bom do Brasil porque foi nesta mesma data, em 1933, na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, que Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, aos 19 anos de idade, recebeu o hábito de freira e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de irmã Dulce.

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, a pequena Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na capital baiana. Perdeu sua mãe aos sete anos de idade.

Desde cedo, começou a manifestar seu interesse pela vida religiosa. Aos 13 anos, passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família em um centro de atendimento. A casa ficou conhecida como 'A Portaria de São Francisco', devido ao grande número de carentes que se aglomeravam à sua porta Nesse época, expressou pela primeira vez o desejo de se dedicar à viga religiosa.

Entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, em fevereiro de 1933, tendo recebido o hábito em agosto do mesmo ano, quando passou a ser chamada irmã Dulce.

Sempre com muita fé, amor e serviço, o anjo bom iniciou na década de 1930 um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, na capital baiana.

Em 1939, irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar os doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, peregrinou durante um década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Até que em 1949, ocupou um galinheiro ao lado do convento, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes.

Esta iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição considerada hoje um dos maiores complexos de saúde pública do país, com cerca de quatro milhões de atendimentos ambulatoriais por ano.

"Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente; nós aceitaremos. Esta é a última porta e por isso eu não posso fechá-la", disse irmã Dulce.

Em 1988, foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com apoio da Rainha Silvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz.

A religiosa também teve dois grandes momentos de sua vida ao lado de são João Paulo II. Em 7 de julho de 1980, encontrou-se com o então Papa que visitava pela primeira vez o Brasil. Na ocasião, ouviu dele o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltaram a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita de João Paulo II ao Brasil. O papa polonês fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios.

Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, o anho bom do Brasil morreu, aos 77 anos.

Em janeiro de 2000, teve início o processo de canonização de irmã Dulce. Em 2010, a Congregação para a Causa dos Santos reconheceu a autenticidade de um milagre atribuído à religiosa, que levou à sua beatificação em 22 de maio de 2011. Trata-se do caso de Claudia Cristina dos Santos, ocorrido em Itabaiana, em Sergipe. 
Após dar à luz seu filho, Gabriel, a mulher sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três cirurgias. Diante da gravidade do quadro, os familiares chamaram Padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos. O sacerdote decidiu fazer uma corrente de oração pedindo a intercessão de irmã Dulce e deu a Cláudia uma pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente.

E, em 13 de outubro de 2019, a religiosa foi canonizada pelo papa Francisco, no Vaticano, após o reconhecimento da cura milagrosa o maestro José Maurício Bragança Moreira, que ficou cego durante 14 anos por conta de um glaucoma. Em 2014, voltou a enxergar, após rezar pedindo à intercessão de irmã Dulce dos Pobres.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

A PAZ COMEÇA NO LAR.
Embora nenhum de seus filhos "pinte" para delinquente, é necessário ter presente que a violência pouco a pouco entre nos lares. Por exemplo, você sabia que 25 por cento das garotas nos Estados Unidos são agredidas seus namorados e o que é pior, a maioria delas acredita que isto é normal?

Ao estudar notícias lamentáveis como estas e pensar que em tudo o que acontece no mundo, não se pode deixar de perguntar... Quem pode ser capaz de semelhante barbaridade... em que coração humano cabe tanta frialdade... quem pode ser capaz de tanta violência?

Desafortunadamente, esta é uma realidade que é vivida em todos os lugares, que afeta a todos, e de muitas maneiras. É verdade que a violência sempre existiu, mas o mais perigoso agora, é que começa a ser tolerada, a ser aceita como inevitável: sem ir muito longe, seria inusual encontrar um filme onde as balas, o sexo deliberado e a crua violência não fizessem sua aparição; ou algum semanário ou jornal onde não seja uma notícia policial a que estampa a primeira página.

Entretanto, o homem não é feito para a guerra, é feito para a paz.

E isto pode ser assegurado porque a história nos demonstra que o homem que vive na violência se auto-destrói. O difícil e complicado do temo é que a paz não se dá instantaneamente nem por mandato, não se obtém sem esforço, nem se compra ou pede emprestada: a paz tem que nascer do coração de cada homem.

E se não há paz no coração, como pode haver paz em um povo, em uma nação, no mundo?

VIVER EM PAZ
É por isso, que manter a paz é uma obrigação primária para todos, mas em especial dos pais, pois é no lar onde se aprende a viver e construir a paz; é ali onde os pais têm a enorme responsabilidade de ensinar aos filhos a maneira de comporta-se, de tratar aos demais e de resolver os problemas.

É incrível como até em uma pequena sociedade como a família, onde existe carinho entre seus membros, pode perde-se a paz. Não há dúvida de que a paz é algo muito frágil pela qual deve-se trabalhar pacientemente todos os dias para conquistá-la.

Mas antes de alcançar isto, tem-se primeiramente que ter claro como se vive a paz.

Ao contrário do que muitos acreditam, a paz não é a ausência da guerra, nem é somente o respeito aos outros.

Quão fácil seria e também quão perigoso se os pais só tivessem que respeitar aos filhos para poder ter um lar cheio de paz!: "Ah, sim, meu filho quiser ter seu quarto todo bagunçado, devo respeitá-lo". 

A PAZ SE VIVE:
- Ao ter um verdadeiro sentido de justiça.
- Quando não só se reconhecem os próprios direitos, mas também os dos demais.

Se é reconhecida a dignidade de seus filhos como pessoas. Muitas vezes ao vê-los pequenos, alguns pais se aproveitam deles e cometem verdadeiros abusos de autoridade.

- Ao ensinar aos filhos a distinguir entre o bem e o mal, ao formar neles uma consciência reta, à vez que se trabalha pela paz.

Quando os filhos são pequenos, os pais são como uma "consciência externa" deles (como o Grilo Falente em "Pinóquio"), daí a importância de seus atos e julgamentos.

Exaltar o valor da vida humana, sua dignidade e seu direito. Tanto a vida deles mesmos como a dos que o rodeiam tem um imenso valor, desgraçadamente com tanta violência (nos meios de comunicação, no meio ambiente), as crianças não apreciam este valor.

PASSOS PARA ALCANÇAR A PAZ (NA VIRTUDE)
Vontade. Muitas vezes embora as crianças conheçam o bem e o mal, falta-lhes força de vontade, não aprenderam o hábito do esforço, são crianças "boas", mas talvez estas crianças não aprenderam a dominar-se, nem a pensar nos demais, nem a sacrificar-se, sentem que o mundo gira ao redor deles, muitas destas crianças se tornam "tiranas".

Exigência. Os filhos devem ser exigidos, claro que dentro de suas possibilidades, ensiná-los a enfrentar os problemas e a esforça-se para resolvê-los, que saibam sentir-se orgulhoso de terem sido capazes de realizar as coisas por si mesmos.

Valentia. Que tenham heróis que inspirem sua vida, mas que sejam heróis de grandes ideais, porque atualmente são apresentadas às crianças a violência como forma de heroísmo, necessitam dos pais para que lhe ensinem o que é nobre e grande.

Respeito. Cuidar para que as crianças não adquiram o costume de tomar as coisas dos outros, por mais insignificante que seja o roubo; e se quebra algo alheio, dever ser reposto, ensinar-lhes que as coisas alheias sempre dever ser respeitadas.

Generosidade. É algo que por si é difícil nas crianças, é nesta idade quando tendem a ser mais egoístas, por isso é importante que eles vejam um bom exemplo: como seus pais ajudam ao necessitado ou ao que tem algum problema (dentro das próprias possibilidades).
Para despertar nas crianças o sentido de generosidade, pode-se acostumá-los desde pequenos a renunciar algo seu e compartilhá-lo com alguma outra criança.

Cortesia. Gastón Courtois disse "é filha do respeito ao próximo e irmã da caridade". Aquele que é cortês sabe que não é o centro do mundo, é uma pessoa que pensa nos demais e em seus sentimentos.
O domínio de si mesmo é um elemento que vai de mãos dadas como cortesia. Uma criança sente raiva porque algo saiu mal ou porque um irmão quebrou-lhe alguma coisa e não é ensinado a se controlar, quando grande lhe será muito difícil, se não impossível manter o controle de seus atos e muito menos respeito pelos demais.

Ordem. É um elemento essencial para que haja harmonia e equilíbrio em um lar. Quando há ordem em uma casa, há normas e limites, isto proporciona segurança aos filhos e lhes ensina a ter disciplina.

Caridade. Não se pode deixar de mencionar este valor essencial para que haja paz, pois é um elemento que determinará a qualidade da pessoa e sua capacidade para relacionar-se com os demais.
Buscar o bem pessoal e o dos demais é justamente o que traz como consequência a paz.
A paz é o resultado de muitas atitudes, todas estas fundamentadas precisamente na caridade, não entendida como esmola, mas como amor. 

Gastón Courtois também escreveu: "Quando a caridade domina, a humanidade se engrandece. Quando o egoísmo reina, a humanidade se rebaixa".

Que responsabilidade têm os pais de ensinar esta virtude aos filhos! Em suas mãos está o que haja sociedade justas e pacíficas. 
Fonte: AciDigital.

domingo, 11 de agosto de 2024

CINCO CHAVES APRESENTADAS PELO PAPA FRANCISCO PARA SER UM BOM PAI.

Ao comemorar o dia dos Pais hoje, no Brasil, vamos compartilhar cinco chaves para ser um bom pai, extraídas da audiência geral do papa Francisco falando sobre o aspecto positivo da figura do pai de família.

1. Alegrar-se com o correto.
"Toda família necessita de um pai. Um pai que não se vanglorie de que seu filho seja parecido com ele, mas sem que se alegre de que aprenda a retidão e a sensatez que é o que conta na vida. Esta será a melhor herança que poderá transmitir ao filho e se sentirá cheio de alegria quando ver que a recebeu e aproveitou". 

2. Educar com carinho
"O pai ensina o que o filho ainda não sabe: corrigir os erros que ainda não vê, orientar seu coração, protege-lo no desânimo e na dificuldades. Tudo isso com proximidade, doçura e com uma firmeza que não humilha".

3. Acompanhar com paciência.
"Estar presente na família, compartilhar as alegrias e tristezas com a esposa, acompanhar as crianças na medida em que crescem. A parábola evangélica do Filho Pródigo nos mostra o pai que espera na porta de casa o retorno do filho que se equivocou. Sabe esperar, sabe perdoar, saber corrigir".

"Também hoje os filhos, ao voltar para casa com seus fracassos, necessitam de um pai que os espere, que os proteja, os anime, ensine como seguir pelo bom caminho. Às vezes tem que castigá-la, mas nunca lhe dá uma bofetada na cara". 

4. Rezar com confiança
"Muitas vezes os filhos não admitirão os fracassos, mas necessitam do pai como todos necessitamos acudir ao único Bom Pai, como disse o Evangelho, ao Pai nosso que está no céu". 

5. Seguir São José
"Peçamos ao Senhor que nunca falte nas famílias a presença de um bom pai, que seja mediador e guardião da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como foi são José". 
Fonte: AciDigital.

DIA DOS PAIS.

SEIS PAIS DE FAMÍLIA CATÓLICOS QUE ALCANÇARAM A SANTIDADE.
Na Igreja Católica, houve homens que, em diferentes épocas, deram testemunho de uma verdadeira e santa paternidade. Por ocasião do Dia dos Pais, apresentamos alguns pais de família que alcançaram a santidade:

1. São José:
Deus encomendou a São José uma grande responsabilidade e privilégio: ser o pai adotivo de Jesus Cristo e casto esposo da Virgem Maria.

São José era carpinteiro e descendente do rei Davi. Quando foi a Belém com Maria para se registrar no censo, ela deu à luz Jesus em um estábulo e, em seguida, tiveram que fugir para o Egito para evitar que o Menino fosse assassinado por ordem do rei Herodes.

São José educou Cristo e lhe ensinou o ofício de carpinteiro. É conhecido como "Padroeiro da Boa Morte", porque, segundo a tradição, morreu acompanhado e consolado por Jesus e Maria.

Em um discurso, o papa Francisco destacou que são José soube descansar em Deus na oração, levantar-se com Jesus e Maria e ser uma voz profética em meio ao mundo.

2. São Luís Martin
São Luís Martin foi esposo de Santa Zélia Guérin e pai de cinco filhas, entre as quais se destacam santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja, e Leônia, cuja causa de beatificação foi aberta em 2015.

Quando era jovem, Luís quis ser religioso da Congregação Hospitaleira do Grande São Bernardo, mas não foi admitido porque não sabia latim. Aprendeu o ofício de relojoeiro e se estabeleceu em Alençon (França), onde conheceu sua futura esposa. 

Luís e Zélia se casaram em 12 de julho de 1858 e tiveram nove filhos, dos quais cinco mulheres sobreviveram. O casal tinha uma intensa vida espiritual e formou as meninas para que fossem boas católicas e cidadãs respeitáveis.

Zélia morreu de câncer em 1877. Luís cuidou de suas filhas e se mudaram para Lisieux. Com o passar dos anos, todas abraçaram a vida religiosa. O santo padecia de uma doença que foi o consumindo até que perdeu suas faculdades mentais. Morreu em 1894.

Em outubro de 2015, Luís e sua esposa Zélia foram o primeiro casal a ser canonizados juntos. Sua festa é celebrada em 12 de julho, dia de seu aniversário de casamento.

3. São Tomás More
São Tomár More nasceu em Londres em 1477 e, em 1505, casou-se com Jane Colt, com que teve um filho e três filhas. Entretanto, sua esposa morreu e ele contraiu um novo matrimônio com Alice Middleton.

São João Paulo II indicou que More foi "um marido e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e intelectual dos filhos. A sua casa acolhia genros, noras e netos".

Sua excelente carreira como advogado o levou ao parlamento inglês e, anos mais tarde, chegou a ocupar postos importantes do governo, depois que seu livro "Utopia" chamou a atenção do rei Henrique VIII.

Foi preso por se opor aos desejos do monarca de repudiar sua esposa para se casar com outra mulher e separa-se da Igreja Católica para formar a Igreja Anglicana.

Sua filha Margarida o visitava na prisão frequentemente e rezavam juntos. Por se manter forme e suas convicções, foi declarado traidor e decapitado em 6 de julho de 1535.

4. Santo Isidro Lavrador.
Desde pequeno, Santo Isidro trabalhou lavrando, cultivando e na colheita em campo na Espanha.

Casou-se com uma camponesa que também se tornou santa: Ambos tiveram um filho que, segundo a tradição caiu em um poço com uma cesta. Rezaram com fervor e, então, as águas começaram a subir até que o pequeno apareceu ileso.

Aos domingos à tarde, costumavam passear com sua família pelos campos. Depois de ter criado seu filho, santo Isidro e santa Maria da Cabeça decidiram se separar para ter uma vida entregue totalmente a Deus. Ele ficou em Madri e ela partiu para um ermida.

Santo Isidro passou o resto de sua vida lavrando os campos e rezando. Morreu em 30 de novembro de 1172.

5. São Luís da França.
Luís IX nasceu em 1214 e foi coroado rei dos franceses aos doze anos, sob a regência de sua mãe, que costumava lhe dizer: "Filho, prefiro te ver morto a ver-te em desgraça de Deus pelo pecado mortal".

Em 1234, foi declarado maior de idade e assumiu suas funções de monarca. Casou-se com a virtuosa Margarida de Provença, que lhe ajudaria a alcançar a santidade. Ambos tiveram 11 filhos.

O rei se distinguiu por sua bondade, justiça, caridade e piedade. Educou seus filhos assim como sua mãe fez com ele.

Participou das cruzadas para recuperar os lugares santos e frear as invasões mulçumanas. Na segunda cruzada, ficou doente de disenteria perto de Cartago (norte da África). Morreu em agosto de 1270.

Deixou um "testamento espiritual" ao filho que o sucederia, o futuro Felipe III, no qual deu instruções para ser um governante sábio, justo e santo.

6. Santo Estêvão da Hungria.
Santo Estêvão foi rei da Hungria, esposo da beata Gisela da Baviera e pai de santo Américo.

Teve um grande carinho pela Igreja e procurava ser um exemplo de piedade para seus súditos. Costumava se disfarçar para sair à noite para ajudar quem precisava. 

Educou o filho com esmero e lhe deixou escritos vários conselhos sobre as virtudes que um monarca deve cultivar.

Juntos, defenderam o reino do ataque de Conrado II, imperador do Sacro Império Romano Germânico. Entretanto, o jovem faleceu durante uma caça. Ao receber a notícia, Estêvão exclamou: "O Senhor o deu a mim, o Senhor tirou de mim. Bendito seja Deus".

O rei nomeou como sucessor seu sobrinho Pedro Orseolo. O santo morreu em 15 de agosto de 1038, dia da solenidade da Assunção da Virgem Maria, de quem foi grande devoto.
Fonte: AciDigital.

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA.

O Igreja inicia hoje a Semana nacional da Família, que vai até o dia 17. É um evento promovido no Brasil com o objetivo de valorizar e fortalecer os laços familiares. Geralmente, ocorre em agosto e envolve uma série de atividades e eventos que incentivam a reflexão sobre o papel da família na sociedade e promovem ações para melhorar a convivência familiar.

Durante essa semana, igrejas, escolar e outras instituições podem organizar palestras, workshops, atividades recreativas e momentos de reflexão sobre temas relacionados à família, como comunicação, valores, respeito e apoio mútuo. É uma oportunidade para celebrar a importância da família e promover ações que ajudem a melhorar as relações familiares e o bem-estar de todos os membros.

A Semana Nacional da Família no Brasil surgiu com o objetivo de promover e valorizar a importância da família na sociedade. A ideia é que durante essa semana, que ocorre em agosto, as família possam refletir sobre seus valores, fortalecer seu laços e buscar formas de melhorar a convivência familiar. 

A Semana Nacional da Família foi instituída pela Lei n° 11.585, sancionada em 2007, que determina a realização de atividades voltadas à promoção dos valores familiares e à reflexão sobre a importância da família. A data foi criada com o intuito de dar visibilidade e importância a esse núcleo fundamental da sociedade.

A proposta é que durante essa semana, diversas instituições, como escolas, igrejas e ONGs, promovam eventos, palestras e atividades que abordem temas como a convivência familiar, a importância da comunicação, e o papel da família no desenvolvimento das crianças e adolescentes.

As atividades podem avariar, mas geralmente incluem workshops sobre educação e convivência familiar, momentos de reflexão e oração, campanhas de conscientização sobre a importância da família, e eventos comunitários que reúnem famílias para compartilhar experiências e aprender juntas.

A Semana Nacional da Família é uma oportunidade para destacar o papel central da família na formação da valores e na construção de uma sociedade mais coesa e solidária. É também um momento para enfrentar desafios relacionados às famílias modernas e promover o apoio mútuo e a compreensão entre seus membros.

A ideia é que, além de celebrar a família, essa semana também ofereça suporte e recursos para aqueles que enfrentam dificuldades, reforçando a importância da união e do apoio mútuo. A semana Nacional da Família é um reflexo do reconhecimento de que fortalecer os vínculos familiares contribui para uma sociedade mais saudável e harmoniosa.