O APÓSTOLO DO ROSÁRIO
São Bartolo Longo foi advogado, leigo e apóstolo do Rosário. Depois de se afastar da fé católica e se envolver com correntes espiritualistas, encontrou um caminho de conversão e dedicou a vida à oração, à catequese e à caridade. Seu legado mais conhecido é o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, na Itália.
Beatificado por São João Paulo II em 1980, Bartolo Longo foi canonizado pelo papa Leão XIV em 19 de outubro de 2025. Sua história recorda que a conversão pode abrir novos caminhos de serviço a Deus e ao próximo.
Da juventude anticlerical à conversão
Bartolo Longo nasceu em 10 de fevereiro de 1841, em Latiano, na Itália. Ainda jovem, estudou Direito na Universidade de Nápoles e se deixou influenciar por correntes anticlericais e racionalistas. Também se aproximou do espiritismo, chegando, segundo relatos biográficos, a atuar como médium e a assumir funções ligadas àquele movimento.
A mudança começou com o auxílio de pessoas próximas, entre elas seu amigo Vincenzo Pepe e o dominicano padre Alberto Radente. Em 1865, na festa do Sagrado Coração de Jesus, Longo viveu uma profunda experiência de conversão na Igreja do Rosário, em Nápoles. A partir daí, afastou-se daquela vida e passou a se dedicar ao estudo da religião e às obras de caridade.
A missão em Pompeia e a devoção ao Rosário
Em 1876, por sugestão do bispo de Nola, Bartolo Longo iniciou uma campanha para construir uma igreja em Pompeia, então uma região marcada pela pobreza e pela falta de assistência religiosa. Com a colaboração de muitas pessoas, a iniciativa deu origem ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia.
A devoção mariana não ficou restrita à oração. Longo também promoveu a catequese e obras de caridade, com atenção especial aos mais necessitados. Para ele, o Rosário era uma forma de se aproximar de Cristo pela oração com Maria e de alimentar uma vida de fé ativa.
Ao escrever sobre a força dessa devoção, Longo afirmou que até mesmo quem se sente perdido pode encontrar esperança na oração do Rosário e na intercessão de Maria. Suas palavras expressam a confiança que marcou sua própria trajetória de conversão.
“Por amor de Maria”
Na homilia de beatificação, em 26 de outubro de 1980, São João Paulo II destacou a dedicação de Bartolo Longo à Virgem Maria. Disse que ele, “por amor de Maria, tornou-se escritor, apóstolo do Evangelho, propagador do rosário e fundador do célebre Santuário”, além de criar institutos de caridade e servir aos filhos dos pobres.
O Papa também recordou as provações enfrentadas por Longo e sua perseverança: ele teria atravessado “um longo Getsêmani”, mantendo a confiança na Providência e a obediência ao Papa e à Igreja. São João Paulo II o apresentou como um homem profundamente ligado à Virgem Maria e à missão de difundir o Rosário.
Uma vida confiada à Virgem do Rosário
Bartolo Longo morreu em Pompeia, em 5 de outubro de 1926, aos 85 anos. Em seu testamento, manifestou o desejo de morrer como terciário dominicano, “entre os braços da Virgem do Rosário, com a assistência de meu pai São Domingos e de minha mãe Santa Catarina de Sena”.
A vida de São Bartolo Longo une conversão, oração e serviço aos pobres. Seu testemunho convida os fiéis a redescobrir o Rosário como caminho de contemplação de Cristo e a transformar a fé em gestos concretos de caridade.
São Bartolo Longo, apóstolo do Rosário, rogai por nós!
📖 SÃO BARTOLO LONGO
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