quarta-feira, 4 de março de 2026

SANTO DO DIA - 04 DE MARÇO

SÃO CASIMIRO
Nascido na Polônia, seu nome significa "aquele que impõe a paz", o que resultou profético já que ao longo de sua vida Casimiro lutou para pacificar o seu país e levou uma vida exemplar de estudos, virtude e caridade. Ele renunciou ao trono e entregou sua vida a Cristo através de jejuns e penitência. Faleceu aos 23 anos.

Casimiro era filho do rei da Polônia, nasceu com o título de grão-duque da Lituânia, sua terra natal, em 1458. De família real e Católica, Casimiro podia se envolver em perigos políticos por isso renunciou ao direito ao trono, acolheu a voz do Papa sobre a situação; livremente optou pelo celibato e com a ajuda da mãe e rainha começou a receber forte educação espiritual do cônego de Cracóvia.

São Casimiro com dezessete anos e debilitado pelo excesso de mortificações e penitência começou a ajudar o pai no governo da Lituânia, usando sempre da força da oração, prudência e tudo permeado pelo seu amor profundo ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora.

VEJA A HISTÓRIA COMPLETA DO SANTO

terça-feira, 3 de março de 2026

MEDITAÇÕES PARA QUARESMA

TERÇA-FEIRA DA II SEMANA DA QUARESMA.

A PAIXÃO DE CRISTO CAUSOU A NOSSA SALVAÇÃO A MODO DE MÉRITO.

1. A Cristo foi dada a graça, não só como a uma pessoa singular, mas enquanto cabeça da Igreja, de modo que dele redundasse para os membros dela. Por isso as obras de Cristo estão para o mesmo e para as suas obras, assim como estão as obras de um homem constituído em graça para com ele próprio. Ora é manifesto que quem, constituído em graça sofre pela justiça, por isso mesmo merece para si a salvação, segundo a Escritura: "Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça". Por onde, Cristo, pela sua paixão, mereceu a salvação não somente para si mas também para todos os seus membros. Em verdade, Cristo, desde o princípio da sua concepção, mereceu-nos a salvação eterna. Mas, de nosso lado, certos impedimentos constituíam um obstáculo a conseguirmos o efeito dos méritos precedentes. Por isso, a fim de remover esses impedimentos é que Cristo teve de sofrer.

E ainda que a caridade de Cristo não tenha aumentado mais na Paixão que antes, a Paixão de Cristo teve certo efeito que não tiveram os méritos precedentes; não por causa de uma caridade maior, mas pelo gênero da obra, que era concordante com esse efeito.

Os membros e a cabeça pertencem à mesma pessoa. Assim, uma vez que Cristo foi nossa cabeça pela divindade e plenitude de graça que redunda para os outros, e que nós somos os seus membros, seu mérito não nos é estranho, mas redunda em nós pela unidade do corpo místico.

2. Deve-se saber que, apesar de Cristo ter, por sua morte, merecido suficiente por todo o gênero humano, cada um deve procurar o remédio para sua própria salvação. A morte do Cristo é como uma causa universal de salvação, como o pecado do primeiro homem foi como uma causa universal de danação. Ora, é preciso que a causa universal seja aplicada a cada um especialmente, para que participe do efeito da causa universal.

Ora, o efeito do pecado dos nossos primeiros pais chega a cada indivíduo pela geração carnal; efeito da morte de Cristo, porém, pela regeneração, espiritual, em virtude da qual o homem é, de algum modo, unido e incorporado em Cristo. E, por isso, convém que cada um seja regenerado por Cristo, e que receba tudo por que opera a virtude da morte do Cristo.

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

14° APARIÇÃO
3 de março de 1858.
- Há 168 anos

Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Santa Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: "Não me apareceu".

No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora, Retornou à gruta, e desta vez A viu.

Bernadette cumpriu a ordem do pároco: 
"Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir".

Fechando a questão, o Padre Peyramale orientou: "Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta".

SANTO(A) DO DIA - 3 DE MARÇO.

SANTA CATARINA DREXEL.
Padroeira dos filantropos e da justiça social.
Santa Catarina Drexel é a fundadora das Irmãs do Santíssimo Sacramento para índios e negros em Santa Fé, Novo México, Estados Unidos. Dedicou sua vida ao serviço a estas pessoas e deixou toda a sua fortuna obtida em hernça para o apoio de sua missão evangelizadora.

Nasceu em 26 de novembro de 1858 na Pensilvânia (Estados Unidos) no seio de uma família rica, que a ensinou deste menina a ser generosa com os necessitados. Exemplo disso foram duas de suas irmãs, uma que fundou uma escola para órfãos e outra que fez o mesmo para pessoas negras em situação de pobreza.

Após a morte de seus pais, depois de ter cuidado deles, a jovem Catarina seguiu o exemplo de suas irmãs e começou a se preocupar pela situação dos índios em seu país. Por isso, pediu ao papa Leão XIII, durante uma audiência em 1887, que enviasse mais missionários ao estado de Wyoming para o seu amigo, o Bispo James O'Connor.

Diante disso, o papa lhe respondeu: "Por que você não se torna missionaria?".

Tempos depois, quando visitou os estados de Dakota do Norte e Dakota do Sul, conheceu o chefe índio da tribo Sioux e iniciou uma ajuda continua nas missões com os índios americanos.

Depois, entrou no9 noviciado dos Irmãs da Misericórdia e, em 1891, fundou a ordem das Irmãs do Santíssimo Sacramento, que seria aprovada em Roma em 1913.

Em 1942, santa Catarina Drexel contava com um sistema de escolas católicas para índios americanos e negros em 13 estados e, por isso, sofreu perseguição.

Morreu em 3 de março de 1955 em Bensalem, Pensilvânia, depois de passar 20 anos de sua vida concentrada na oração e meditação.

Foi beatificada em 20 de novembro de 1988 por são João Paulo II e canonizada por ele em 1º de outubro de 2000. É considerada apóstola dos índios americanos e negros. Sua memória litúrgica é recordada hoje, 3 de março.

HISTÓRIA COMPLETA

segunda-feira, 2 de março de 2026

MÊS DE MARÇO, MÊS DE SÃO JOSÉ.


A tradição da Igreja atribuiu uma devoção especial a cada mês do ano, e o mês de março é dedidaco em particular a São José, casto esposo da Virgem Maria padroeiro da Igreja Universal.

São José é conhecido como o "santo do silêncio" porque não se conhece uma palavra pronunciada por ele, mas sim as suas obras, sua fé e amor que influenciaram em Jesus e em seu santo matrimônio.

Uma das pessoas que mais difundiu a devoção a são José foi santa Teresa d'Ávila, que através da intercessão do santo foi curada de uma doença que a deixou quase paralisada e que era condierada incurável.

A dedicação do mês de março a São José na tradição católica possui raízes históricas e litúrgicas que seconsolidaram ao longo dos séculos, baseados principalmente na proximidade com a sua principal festividade.

O motivo central é a celebração da Solenidade de São José, o esposo de Maria, no dia 19 de março. Esta data aparece nos calendários litúrgicos desde o século X, mas ganhou força universal em 1479, quando o Papa  Sisto IV a intruduziu no Breviário Romano. A escolha do dia 19 está ligada a uma tradição antiga que aponta esta data como o dia do seu "Trânsito", ou seja, de sua morte e entrada no céu. Diferente de outros santos, cuja veneração muitas vezes ocorre pelo martírio, São José é honrado por sua missão de guardião da Sagrafa Família.

A devoção se intensificou significamente no século XIX. Em 1870, o Papa Pio IX proclamou São José como o Patrono Universal da Igreja, em um contexto de grandes transformações sociais. O pontífice via no santo um modelo de proteção e humildade neessário para o momento. Posteriormentem em 1889, o Papa Leão XIII reforçou a importância do mês de março em sua encíclica Quamquam Pluries, recomendando que os fiéis dedicassem exercícios piedosos e orações ao santo durante todo este período. A prática de dedicar trinta dias de oraçõa a São José em março tornou-se comum espelhando a tradição do mês de maio dedicado a Nossa Senhora.

Outro fator que contribuiu para essa dedicação foi o movimento operário. No século XX, o Papa Pio XII instituiu a festa de São José Operário em 1º de maio, mas isso não diminui a importância de março; pelo contrário, reforçou a figura do santo como intercessor em diferentes esferas da vida cristã, desde a vida familiar até o mundo do trabalho. Durante o mês de março, é comum a prática da "Novena de São José" e das "Sete Dores e Alegrias de São José", ritos que buscam aprofundar a compreesão sobre o papel silencioso e fundamental que ele exerceu na história da salvação, protegendo a infância de Jesus e sustentado a casa de Nazaré.

SANTO DE HOJE - 02 DE MARÇO.

 SÃO SIMPLÍCIO 
O papa defensor da doutrina católica.

Simplício foi o papa número 47da Igreja Católica (sucessor de Hilário), cujo pontificado durou de 468 a 483, durante o qual foi destituído o imperador Rômulo Augusto e marcou-se o fim do império romano do Ocidente.

Em tempos de heresia do monofitismo do do século V (que acreditava unicamente na natureza divina de Jesus Cristo), este santo defendeu sempre a autoridade da Santa Sé e a independência da Igreja Católica diante do poder público, sobretudo, porque os governantes bizantinos queriam unificar ambas as esferas.

Por exemplo, no ano 476, quando o usurpador Flávio Basilisco se apoderou do trono do imperador romano do Oriente, Zenão, e publicou um edito religioso que rechaçava o Concílio de Calcedônia (451) - o qual condenava a heresia do monofistimos-, o papa Simplício fez todos os esforços para manter o dogma católico e as definiçoes deste último concílio.

Concretamente, são Simplício exortou a ser fiéis à verdadeira fé em suas cartas enviadas a alguns membros do clero, ao bispo de Constantinopla (Acácio) e ao próprio usurpador Flávio Basilisco.

O santo também exerceu um severo cuidado pastoral na Europa Ocidental, publicando decisões sobre questões eclesiásticas. Entre essas, nomeou o obispo de Sevilla como vigário papal na Espanha, de forma que os privilégios da Santa Sé puderam exercer no próprio país.

Os contemporâneos do santo concordam que levou uma vida austera, de oração constante e mortificações. Morreu em 2 de março de 483.

HISTÓRIA COMPLETA DO SANTO

MEDITAÇÃO PARA QUARESMA.

SEGUNDA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUAREMA.

SE FOI CONVENIENTE QUE CRISTO SOFRESSE DA PARTE DOS GENTIOS.

"Entregá-la aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado" (Mt 20,19).

1. No modo mesmo da paixão lhe estava prefigurado o efeito. Assim, o primeiro efeito da morte de Cristo aproveitou aos judeus, muitos dos quais foram batizados na ocasião dessa morte, como se lê na Escritura. Depois, mediante a pregação dos judeus, o efeito da paixão de Cristo o sentiram os gentios. Por onde, foi conveniente que Cristo começasse a sofrer da parte dos judeus e em seguida, entregue por estes, a sua Paixão se consumasse pelas mãos dos gentios.

2. Cristo, para mostrar a abundância da sua caridade, que o levou a sofrer, pediu do alto da cruz perdão pelos seus perseguidores. Por isso, a fim de os frutos dessa petição chegaram aos judeus e aos gentios, quis Cristo sofrer da parte de uns, como de outros.

3. Os sacrifícios figurados da lei antiga não os ofereciam os gentios, mas os judeus. Ora, a Paixão de Cristo foi a oblação de um sacrifício, pois Cristo sofreu a morte movido da caridade, por vontade própria. Mas o sofrimento que lhe infligiram os perseguidores não foi sacrifício, mas pecado gravíssimo.

Como pondera Agostinho, quando os judeus disseram "A nós não nos é permitido matar ninguém", entendiam significar que não lhe era lícito matar ninguém por causa da santidade do dia festivo, que já começavam a celebrar. Ou isso diziam, como ensina Crisóstomo, porque queriam matar a Jesus não como transgressor da Lei, mas com inimigo público, por se ter feito rei - do que não lhes competia julgar. Ou porque não lhes era lícito crucificá-lo, como desejavam, mas sim lapidar - o que fizeram com Estevão. Ou, melhor é dizer, que pelos Romanos, a quem estavam sujeitos, era-lhes negado o poder de matar.

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA TERCEIRA APARIÇÃO
2 de março de 1858
- Há 168 anos.
Nessa data, Bernadette teve só uma breve visão da Dama. havia por volta de 1650 pessoas. 

"Ela me disse que eu devia dizer aos padres para construir uma capela aqui".

E contou como cumpriu essa missão:
"Fui procurar o senhor pároco, para lhe dizer que a Senhora me tinha ordenado de ir dizer aos padres para construir ali uma capela. Ele me olhou um momento, e logo me perguntou num tom incomodado quem era essa Senhora. Eu lhe respondi que não sabia. Então ele me encarregou de perguntar a ela o nome, e de voltar para lhe contar".

"A Senhora disse: 'Devem vir aqui em procissão'" - contou a vidente ao pároco, Padre Dominique Peyramale. Para o sacerdote, isso foi demais.

domingo, 1 de março de 2026

MEDITAÇÃO PARA A QUARESMA.

SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA.

SE DEUS PAI ENTREGOU CRISTO À PAIXÃO.

"O que não poupou nem o seu próprio Filho, mas por nós todos o entregou" (Rm 8,32).

Cristo sofreu voluntariamente, em obediência ao Pai. E de três modos Deus Pai entregou Cristo à paixão.

1. Conforme sua eterna vontade, determinou a paixão de Cristo para a libertação do gênero humano, de acordo com o que diz Isaías: "O Senhor carregou sobre ele a iniquidade de todos nós" (Is 53,6) e "O Senhor quis consumi-lo com sofrimento" (Is 53, 10).

2. Por não livrá-lo da paixão, expondo-o a seus perseguidores. Assim, lemos no Evangelho de Mateus que o Senhor, pendente na cruz, dizia: "Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?" (Mt 27,46), ou seja, porque o expôs ao poder dos que o perseguem.

É ímpio e cruel entregar à paixão e morte um homem inocente, contra a vontade dele. Não foi assim, porém, que Deus Pai entregou Cristo, mas sim por lhe ter inspirado a vontade de sofrer por nós. Nisso se demonstra tanto a severidade de Deus, que não quis perdoar os pecados sem a pena, o que observa o Apostolo, quando diz: "O que não poupou nem o seu próprio Filho" (Rm 8,32), como a sua bondade, pois, dando que o homem não podia dar uma satisfação suficiente por meio de alguma pena que sofresse, deu-lhe alguém para cumprir essa satisfação. É o que assinala o Apóstolo ao dizer: "Ele o entregou por nós todos" e a Carta ao Romanos diz: "A quem, ou seja, Cristo, que Deus propôs como vítima de propiciação, em virtude de seu sangue". (Rm 3,25).

A mesma ação é julgada boa ou má, dependendo das diferentes fontes de que proceda. Assim, foi por5 amor que o Pai entregou Cristo, e o próprio Cristo se entregou; por isso, ambos são louvados. Judas, porém, o entregou por cobiça. Os judeus, por inveja. E Pilatos, por temor mundano porque temia a César. Por isso, são todos censurados.

Cristo, porém, não foi devedor da morte por necessidade, mas por caridade para com os homens, por querer a salvação dos homens, e por caridade para com Deus, por querer cumprir a sua vontade, como diz no Evangelho de São Mateus: "Não como eu quero, mas sim como tu queres" (Mt 26,39). 

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA SEGUNDA APARIÇÃO
1 de março de 1858.
Há 168 anos.
Desta vez, o pai de Bernadette acompanhou a filha à Gruta. Desde cedo, havia ali por volta de 1.500 pessoas.

A pedido, a vidente tinha levado o terço de uma outra pessoa, mas no hora de rezá-lo a Dama lhe perguntou: 
"Onde está o teu terço?"
Bernadette tirou-o então do bolso. Sorrindo, a Virgem lhe disse: 
"Usai-o". 

A Santa repetia os gestos: comer ervas, beber e se lavar com a água da gruta. O povo começou a imitá-la, e se constatou que a água brotava cada vez mais límpida e abundante.

Entre os assistentes por primeira e única vez esteve um sacerdote. Foi o Padre Antoine Dezirat, que ignorava a interdição ao clero de comparecer ao local.

Ele escreveu: "Só Bernadette viu a aparição, mas todo o mundo tinha como que o sentimento de sua presença. [...] Respeito, silêncio, recolhimento, reinavam por todo lado. [...] Oh! como estava bom. Eu acreditava estar no vestíbulo do Paraíso!". 

Na noite daquele dia aconteceu o primeiro milagre. Catherine Latapie, grávida de nove meses, tinha paralisados dois dedos da mão direita. O mal lhe impedia atender às necessidades do lar e dos filhos. Ela imergiu a mão na água e sentiu um grande bem-estar, com os dedos movimentando-se naturalmente. 

HISTÓRIA COMPLETA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
https://www.peregrinusfidei.com.br/p/nossa-senhora-de-lourdes.html