terça-feira, 3 de março de 2026

SANTO(A) DO DIA - 3 DE MARÇO.

SANTA CATARINA DREXEL.
Padroeira dos filantropos e da justiça social.
Santa Catarina Drexel é a fundadora das Irmãs do Santíssimo Sacramento para índios e negros em Santa Fé, Novo México, Estados Unidos. Dedicou sua vida ao serviço a estas pessoas e deixou toda a sua fortuna obtida em hernça para o apoio de sua missão evangelizadora.

Nasceu em 26 de novembro de 1858 na Pensilvânia (Estados Unidos) no seio de uma família rica, que a ensinou deste menina a ser generosa com os necessitados. Exemplo disso foram duas de suas irmãs, uma que fundou uma escola para órfãos e outra que fez o mesmo para pessoas negras em situação de pobreza.

Após a morte de seus pais, depois de ter cuidado deles, a jovem Catarina seguiu o exemplo de suas irmãs e começou a se preocupar pela situação dos índios em seu país. Por isso, pediu ao papa Leão XIII, durante uma audiência em 1887, que enviasse mais missionários ao estado de Wyoming para o seu amigo, o Bispo James O'Connor.

Diante disso, o papa lhe respondeu: "Por que você não se torna missionaria?".

Tempos depois, quando visitou os estados de Dakota do Norte e Dakota do Sul, conheceu o chefe índio da tribo Sioux e iniciou uma ajuda continua nas missões com os índios americanos.

Depois, entrou no9 noviciado dos Irmãs da Misericórdia e, em 1891, fundou a ordem das Irmãs do Santíssimo Sacramento, que seria aprovada em Roma em 1913.

Em 1942, santa Catarina Drexel contava com um sistema de escolas católicas para índios americanos e negros em 13 estados e, por isso, sofreu perseguição.

Morreu em 3 de março de 1955 em Bensalem, Pensilvânia, depois de passar 20 anos de sua vida concentrada na oração e meditação.

Foi beatificada em 20 de novembro de 1988 por são João Paulo II e canonizada por ele em 1º de outubro de 2000. É considerada apóstola dos índios americanos e negros. Sua memória litúrgica é recordada hoje, 3 de março.

HISTÓRIA COMPLETA

segunda-feira, 2 de março de 2026

MÊS DE MARÇO, MÊS DE SÃO JOSÉ.


A tradição da Igreja atribuiu uma devoção especial a cada mês do ano, e o mês de março é dedidaco em particular a São José, casto esposo da Virgem Maria padroeiro da Igreja Universal.

São José é conhecido como o "santo do silêncio" porque não se conhece uma palavra pronunciada por ele, mas sim as suas obras, sua fé e amor que influenciaram em Jesus e em seu santo matrimônio.

Uma das pessoas que mais difundiu a devoção a são José foi santa Teresa d'Ávila, que através da intercessão do santo foi curada de uma doença que a deixou quase paralisada e que era condierada incurável.

A dedicação do mês de março a São José na tradição católica possui raízes históricas e litúrgicas que seconsolidaram ao longo dos séculos, baseados principalmente na proximidade com a sua principal festividade.

O motivo central é a celebração da Solenidade de São José, o esposo de Maria, no dia 19 de março. Esta data aparece nos calendários litúrgicos desde o século X, mas ganhou força universal em 1479, quando o Papa  Sisto IV a intruduziu no Breviário Romano. A escolha do dia 19 está ligada a uma tradição antiga que aponta esta data como o dia do seu "Trânsito", ou seja, de sua morte e entrada no céu. Diferente de outros santos, cuja veneração muitas vezes ocorre pelo martírio, São José é honrado por sua missão de guardião da Sagrafa Família.

A devoção se intensificou significamente no século XIX. Em 1870, o Papa Pio IX proclamou São José como o Patrono Universal da Igreja, em um contexto de grandes transformações sociais. O pontífice via no santo um modelo de proteção e humildade neessário para o momento. Posteriormentem em 1889, o Papa Leão XIII reforçou a importância do mês de março em sua encíclica Quamquam Pluries, recomendando que os fiéis dedicassem exercícios piedosos e orações ao santo durante todo este período. A prática de dedicar trinta dias de oraçõa a São José em março tornou-se comum espelhando a tradição do mês de maio dedicado a Nossa Senhora.

Outro fator que contribuiu para essa dedicação foi o movimento operário. No século XX, o Papa Pio XII instituiu a festa de São José Operário em 1º de maio, mas isso não diminui a importância de março; pelo contrário, reforçou a figura do santo como intercessor em diferentes esferas da vida cristã, desde a vida familiar até o mundo do trabalho. Durante o mês de março, é comum a prática da "Novena de São José" e das "Sete Dores e Alegrias de São José", ritos que buscam aprofundar a compreesão sobre o papel silencioso e fundamental que ele exerceu na história da salvação, protegendo a infância de Jesus e sustentado a casa de Nazaré.

SANTO DE HOJE - 02 DE MARÇO.

 SÃO SIMPLÍCIO 
O papa defensor da doutrina católica.

Simplício foi o papa número 47da Igreja Católica (sucessor de Hilário), cujo pontificado durou de 468 a 483, durante o qual foi destituído o imperador Rômulo Augusto e marcou-se o fim do império romano do Ocidente.

Em tempos de heresia do monofitismo do do século V (que acreditava unicamente na natureza divina de Jesus Cristo), este santo defendeu sempre a autoridade da Santa Sé e a independência da Igreja Católica diante do poder público, sobretudo, porque os governantes bizantinos queriam unificar ambas as esferas.

Por exemplo, no ano 476, quando o usurpador Flávio Basilisco se apoderou do trono do imperador romano do Oriente, Zenão, e publicou um edito religioso que rechaçava o Concílio de Calcedônia (451) - o qual condenava a heresia do monofistimos-, o papa Simplício fez todos os esforços para manter o dogma católico e as definiçoes deste último concílio.

Concretamente, são Simplício exortou a ser fiéis à verdadeira fé em suas cartas enviadas a alguns membros do clero, ao bispo de Constantinopla (Acácio) e ao próprio usurpador Flávio Basilisco.

O santo também exerceu um severo cuidado pastoral na Europa Ocidental, publicando decisões sobre questões eclesiásticas. Entre essas, nomeou o obispo de Sevilla como vigário papal na Espanha, de forma que os privilégios da Santa Sé puderam exercer no próprio país.

Os contemporâneos do santo concordam que levou uma vida austera, de oração constante e mortificações. Morreu em 2 de março de 483.

HISTÓRIA COMPLETA DO SANTO

MEDITAÇÃO PARA QUARESMA.

SEGUNDA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUAREMA.

SE FOI CONVENIENTE QUE CRISTO SOFRESSE DA PARTE DOS GENTIOS.

"Entregá-la aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado" (Mt 20,19).

1. No modo mesmo da paixão lhe estava prefigurado o efeito. Assim, o primeiro efeito da morte de Cristo aproveitou aos judeus, muitos dos quais foram batizados na ocasião dessa morte, como se lê na Escritura. Depois, mediante a pregação dos judeus, o efeito da paixão de Cristo o sentiram os gentios. Por onde, foi conveniente que Cristo começasse a sofrer da parte dos judeus e em seguida, entregue por estes, a sua Paixão se consumasse pelas mãos dos gentios.

2. Cristo, para mostrar a abundância da sua caridade, que o levou a sofrer, pediu do alto da cruz perdão pelos seus perseguidores. Por isso, a fim de os frutos dessa petição chegaram aos judeus e aos gentios, quis Cristo sofrer da parte de uns, como de outros.

3. Os sacrifícios figurados da lei antiga não os ofereciam os gentios, mas os judeus. Ora, a Paixão de Cristo foi a oblação de um sacrifício, pois Cristo sofreu a morte movido da caridade, por vontade própria. Mas o sofrimento que lhe infligiram os perseguidores não foi sacrifício, mas pecado gravíssimo.

Como pondera Agostinho, quando os judeus disseram "A nós não nos é permitido matar ninguém", entendiam significar que não lhe era lícito matar ninguém por causa da santidade do dia festivo, que já começavam a celebrar. Ou isso diziam, como ensina Crisóstomo, porque queriam matar a Jesus não como transgressor da Lei, mas com inimigo público, por se ter feito rei - do que não lhes competia julgar. Ou porque não lhes era lícito crucificá-lo, como desejavam, mas sim lapidar - o que fizeram com Estevão. Ou, melhor é dizer, que pelos Romanos, a quem estavam sujeitos, era-lhes negado o poder de matar.

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA TERCEIRA APARIÇÃO
2 de março de 1858
- Há 168 anos.
Nessa data, Bernadette teve só uma breve visão da Dama. havia por volta de 1650 pessoas. 

"Ela me disse que eu devia dizer aos padres para construir uma capela aqui".

E contou como cumpriu essa missão:
"Fui procurar o senhor pároco, para lhe dizer que a Senhora me tinha ordenado de ir dizer aos padres para construir ali uma capela. Ele me olhou um momento, e logo me perguntou num tom incomodado quem era essa Senhora. Eu lhe respondi que não sabia. Então ele me encarregou de perguntar a ela o nome, e de voltar para lhe contar".

"A Senhora disse: 'Devem vir aqui em procissão'" - contou a vidente ao pároco, Padre Dominique Peyramale. Para o sacerdote, isso foi demais.

domingo, 1 de março de 2026

MEDITAÇÃO PARA A QUARESMA.

SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA.

SE DEUS PAI ENTREGOU CRISTO À PAIXÃO.

"O que não poupou nem o seu próprio Filho, mas por nós todos o entregou" (Rm 8,32).

Cristo sofreu voluntariamente, em obediência ao Pai. E de três modos Deus Pai entregou Cristo à paixão.

1. Conforme sua eterna vontade, determinou a paixão de Cristo para a libertação do gênero humano, de acordo com o que diz Isaías: "O Senhor carregou sobre ele a iniquidade de todos nós" (Is 53,6) e "O Senhor quis consumi-lo com sofrimento" (Is 53, 10).

2. Por não livrá-lo da paixão, expondo-o a seus perseguidores. Assim, lemos no Evangelho de Mateus que o Senhor, pendente na cruz, dizia: "Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?" (Mt 27,46), ou seja, porque o expôs ao poder dos que o perseguem.

É ímpio e cruel entregar à paixão e morte um homem inocente, contra a vontade dele. Não foi assim, porém, que Deus Pai entregou Cristo, mas sim por lhe ter inspirado a vontade de sofrer por nós. Nisso se demonstra tanto a severidade de Deus, que não quis perdoar os pecados sem a pena, o que observa o Apostolo, quando diz: "O que não poupou nem o seu próprio Filho" (Rm 8,32), como a sua bondade, pois, dando que o homem não podia dar uma satisfação suficiente por meio de alguma pena que sofresse, deu-lhe alguém para cumprir essa satisfação. É o que assinala o Apóstolo ao dizer: "Ele o entregou por nós todos" e a Carta ao Romanos diz: "A quem, ou seja, Cristo, que Deus propôs como vítima de propiciação, em virtude de seu sangue". (Rm 3,25).

A mesma ação é julgada boa ou má, dependendo das diferentes fontes de que proceda. Assim, foi por5 amor que o Pai entregou Cristo, e o próprio Cristo se entregou; por isso, ambos são louvados. Judas, porém, o entregou por cobiça. Os judeus, por inveja. E Pilatos, por temor mundano porque temia a César. Por isso, são todos censurados.

Cristo, porém, não foi devedor da morte por necessidade, mas por caridade para com os homens, por querer a salvação dos homens, e por caridade para com Deus, por querer cumprir a sua vontade, como diz no Evangelho de São Mateus: "Não como eu quero, mas sim como tu queres" (Mt 26,39). 

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA SEGUNDA APARIÇÃO
1 de março de 1858.
Há 168 anos.
Desta vez, o pai de Bernadette acompanhou a filha à Gruta. Desde cedo, havia ali por volta de 1.500 pessoas.

A pedido, a vidente tinha levado o terço de uma outra pessoa, mas no hora de rezá-lo a Dama lhe perguntou: 
"Onde está o teu terço?"
Bernadette tirou-o então do bolso. Sorrindo, a Virgem lhe disse: 
"Usai-o". 

A Santa repetia os gestos: comer ervas, beber e se lavar com a água da gruta. O povo começou a imitá-la, e se constatou que a água brotava cada vez mais límpida e abundante.

Entre os assistentes por primeira e única vez esteve um sacerdote. Foi o Padre Antoine Dezirat, que ignorava a interdição ao clero de comparecer ao local.

Ele escreveu: "Só Bernadette viu a aparição, mas todo o mundo tinha como que o sentimento de sua presença. [...] Respeito, silêncio, recolhimento, reinavam por todo lado. [...] Oh! como estava bom. Eu acreditava estar no vestíbulo do Paraíso!". 

Na noite daquele dia aconteceu o primeiro milagre. Catherine Latapie, grávida de nove meses, tinha paralisados dois dedos da mão direita. O mal lhe impedia atender às necessidades do lar e dos filhos. Ela imergiu a mão na água e sentiu um grande bem-estar, com os dedos movimentando-se naturalmente. 

HISTÓRIA COMPLETA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
https://www.peregrinusfidei.com.br/p/nossa-senhora-de-lourdes.html

sábado, 28 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES.

DÉCIMA PRIMEIRA APARIÇÃO
28 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
Caía uma chuva fina e constante, e fazia um frio terrível, enquanto cerca de 1200 pessoa se encontravam na Gruta desde o amanhecer.
Bernadette chegou às 7 horas.
Pôs-se de joelhos, rezou o terço e beijou a terra, enquanto um potente sopro pareceu passar sobre os presentes.
Todos ou quase todos os espectadores se ajoelharam, rezaram e beijaram o chão com Bernadette.

MEDITAÇÃO PARA A QUARESMA.

SÁBADO DA 1ª SEMANA DA QUARESMA.

 A CARIDADE DE DEUS NA PAIXÃO DE CRISTO.

"Mas Deus manifesta a sua caridade para conosco, porque, quando ainda éramos pecadores, no tempo oportuno, morreu Cristo por nós." (Romanos 5,8).

1. Cristo morreu pelos ímpios. E isto é grande, se considerarmos quem é aquele que morreu; também é grande, se considerarmos por quem foi que Cristo morreu. Ora "é difícil haver quem morra por um justo" (Rm 5,7), ou seja, é difícil encontrar quem morra para salvar um homem justo; e até, como diz Isaías: "o justo parece, e não há quem considere sobre isto no seu coração" (57,1). E por isso, "é difícil haver quem morra por um justo". Pois se alguém, isto é, alguma rara exceção, ousar, pelo zelo da virtude, morrer por um bom homem, será coisa realmente rara; e isso, por ser um feito muito elevado, como diz São João (15,13): "Ninguém tem maior amor que o daquele que dá a vida por seus amigos". Porém, morrer por homens ímpios e mais, é algo que jamais ocorre. E por isso devemos, com razão, nos admirar, pois foi isto que Cristo fez.

2. Se procurarmos saber porque Cristo morreu pelos ímpios, a resposta é que, por sua morte, Deus manifestou sua caridade para conosco, ou seja, sua morte mostra que Ele nos ama infinitamente, porque, "quando ainda éramos pecadores", Cristo morreu por nós.

E a mesma morte de Cristo mostra a caridade de Deus para conosco, pois entregou seu próprio Filho para que, morrendo, safisfizesse por nós. "Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu seu Filho Unigênito". (Jo 3,16).

E, desse modo, assim como a caridade de Deus Pai para conosco se demonstra por ter nos dado o seu Espírito, assim também se demonstra por ter nos dado o seu Filho.

Quando São Paulo diz que Deus "manifesta a sua caridade para conosco", assinala a imensidade do amor divino, pelo fato de ter entregue seu Filho para morrer por nós; e, em seguida, por nossa condição; pois Deus não o fez por causa de nossos méritos, mas "quando ainda éramos pecadores", como diz São Paulo na Epístola aos Efésios (2,4): "Mas Deus, que é rico em misericórdia, pela sua extrema caridade, com que nos amou, estando nós mortos pelos pecados, vivificou-se em Cristo".

3. Nessas coisas, mal se pode crer. Diz a Escritura: "Acontecerá uma coisa em vossos dias, que ninguém acreditará, quando for contada." (Hab 1,5). Pois que Cristo tenha morrido por nós, é algo de surpreender, algo que mal se pode conceber. E é isto o que diz o Apóstolo, "Faço uma obra em vossos dias, uma obra que vós não crereis, se alguém vo-la contar." (At 13,41).

Tamanha é a graça de Deus e seu amor para conosco, que Ele fez por nós mais do que podemos compreender ou conceber. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - NOSSA SENHORA DE LOURDES,

DÉCIMA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES.
27 de fevereiro de 1858.
- Há 168 anos
Uma multidão de mais de 800 pessoas aguardava Bernadette na Gruta por volta das 6:30 h. 
Por 15 minutos Bernadette caminhou de joelhos e beijou o chão várias vezes. Em seguida comandou a multidão por duas vezes, com gestos, para que repetisse aquele ato de penitência. Só na segunda vez os presentes obedeceram.
A partir daquele dia, o chão e a pedra sagrada de Massabielle são cobertos de beijos de pessoas de todos o mundo.