quinta-feira, 17 de abril de 2025

MEDITAÇÃO.


A AGONIA DE JESUS NO HORTO.
Depois do canto dos salmos, saíram para o Monte das Oliveiras. (...) Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsâmani (Mt 26, 30.36). Tendo feito a ação de graças depois da ceia, Jesus deixa o cenáculo com seus discípulos, entra no Horto de Getsêmani e põe-se a orar; mal, porém, começa a ora, assaltam-no ao mesmo tempo um grande temor, um grande aborrecimento e uma grande tristeza: Começou a sentir pavor e angústia, diz São Marcos (Mc 14,33) E São Mateus ajunta: Começou a entristecer-se e angustiar-se (Mt 26,37). Oprimido por essa tristeza, nosso Redentor diz que sua alma está aflita até a morte. Passou-lhe então diante dos olhos toda a cena funesta dos tormentos e dos opróbrios que lhe estavam preparados. Esses tormentos o oprimiram durante sua Paixão cada um por sua vez, sucessivamente, mas aqui no horto todos juntos e ao mesmo tempo o afligiram, as bofetadas, os escarros, os flagelos, os espinhos, os cravos e os vitupérios que teria de sofrer depois. Jesus os abraça todos juntos, mas, aceitando-as, sua tristeza treme, agoniza e ora: Posto em agonia, orava mais instantemente (Lc 22,43). Mas, ó meu Jesus, quem vos obriga a sofrer tantas penas? "É o amor que tenho aos homens", responde Jesus. Oh, como o Céu terá pasmado vendo a fortaleza tornar-se fraca, a alegria do Paraíso se entristecer. Um Deus aflito! E por quê? para salvar os homens, suas criaturas. Naquele horto se consumou o primeiro sacrifício: Jesus foi a vítima, o amor foi o sacerdote, e o ardor de seu afeto para com os homens foi o fogo bem-aventurado que consumia o sacrifício.

Meu Pai, se é possível, passe de mim esse cálice! (Mt 26,39). Assim suplica Jesus. Ele, porém, assim suplica não tanto para ver-se livre como para nos fazer compreender a pena que sofre e aceita por nosso amor. Suplica também assim para nos ensinar que nas tribulações podemos pedir a Deus que no livre delas, mas, ao mesmo tempo, devemos em tudo nos conformar com sua divina vontade e dizer como Ele: Todavia, não se faça com eu quero, mas sim como tu queres. E durante todo o tempo repetiu a mesma petição: Faça-se a tua vontade (...) e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Sim, meu Senhor, abraço por vosso amor todas as cruzes que quiserdes enviar-me. Vós inocentemente tanto sofrestes por meu amor e eu, pecador, depois de haver merecido tantas vezes o inferno, recusarei sofrer para vos comprazer e alcançar de Vós o perdão e a vossa graça? Não seja feita a minha vontade, mas a vossa. 

MEDITAÇÃO.


UNIÃO DA ALMA COM JESUS NA SANTA COMUNHÃO.
O que come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em mim e eu hoje (Jo 6,56). São Dionísio Areopagita diz que o amor tende sempre à união com o objeto amado. E porque, a comida se faz uma só coisa com quem a toma, por isso Nosso Senhor quis fazer-se comida, para que nós, recebendo-o na santa comunhão, nos tornássemos uma só coisa com ele: Tomai e comei: isto é meu corpo (Mt 25,26). Como se quisesse dizer, assevera São João Crisóstomo: "Comei-me, para que nos tornemos um só ser", alimenta-te de mim, ó homem, para que de mim e de ti se faça uma só coisa.

Assim como dois pedaços de cera derretidos, diz São Cirilo de Alexandria, se misturam e confundem, da mesma forma uma alma que comunga se une de tal maneira a Jesus que Jesus está nela e ela em Jesus. "Ó meu amado Redentor", exclama São Lourenço Justiniano, "como pudestes chegar a amar-nos tanto e de tal modo unir-vos a nós, que do vosso Coração e do nosso não se fizesse senão um só coração?". Tinha, pois, razão São Francisco de Sales de dizer, falando da santa comunhão: "O Salvador não pode ser considerado em nenhum outro mistério nem mais amável nem mais terno que neste, no qual se aniquila, por assim dizer, e se reduz a comida para penetrar em nossas almas e unir-se ao coração de seus fiéis". E assim, diz São João Crisóstomo, nós nos unimos e nos tornamos um corpo e e uma carne com Aquele em quem os anjos não ousam fixar seus olhares. Que pastor, ajunta o santo, alimenta duas ovelhas com seu próprio sangue? Mesmo as mães dão seus filhos e amas estranhas. Jesus, porém, nesse sacramento nos alimenta com o seu próprio Sangue e une-se a nós. Em suma, Ele quer fazer-se nosso alimento e uma mesma coisa conosco, porque nos amava ardentemente.

Ó amor infinito, digno de um infinito amor, quando vos amarei, ó meu Jesus, como Vós me amastes? Ó alimento divino, ó sacramento de amor, quando me atraireis todo a Vós? Não podeis fazer mais para vos fazerdes amar por mim. Eu quero sempre começar a amar-vos, prometo-vos sempre, mas nunca o começo Quero começar hoje a amar-vos deveras. Ajudai-me, inflamai-me, desprendei-me da Terra e não permitais que eu continue a resistir a tantas finezas de vosso amor. Eu vos amo de todo o coração, e por isso quero tudo abandonar para com comprazer, minha vida, meu amor, meu tudo. Quero unir-me muitas vezes convosco neste sacramento, para desprender-me de tudo e amar somente a Vós, meu Deus. Espero de vossa bondade poder executá-lo com o vosso auxílio. 

MEDITAÇÃO DO DIA.



NOSSA SENHORA, RAINHA DAS DORES.

Lamenta-se Jesus pela boca do profeta, que quando agonizava na cruz, procurava quem o consolasse e não o encontrava. Os judeus e os romanos, mesmo quando Ele estava para expirar, o maldiziam e blasfemavam. Maria Santíssima, sim, estava aos pés da Cruz para dar-lhe algum alívio, se pudesse; mas essa Mãe aflita e amorosa, com a dor que suportava pelos sofrimentos de Jesus, mais afligia a esse Filho que tanto a amava. Diz São Bernardo que os sofrimentos de Maria contribuíram mais para atormentar o Coração de Jesus. Quando o Redentor olhava para Maria Assim atormentada, sentia sua alma transpassada mais pelas dores da Mãe que pelas suas próprias, como a mesma Santíssima Virgem revelou a Santa Brígida: "Ele, vendo-me, mais se doía de mim que de si mesmo". Do que conclui São Bernardo: "Ó bom Jesus, Vós sofreis grandes dores no corpo, mas sofreis ainda mais no Coração por compaixão, com vossa Mãe". Que sofrimento, pois, não experimentaram esses Corações amorosíssimos de Jesus e Maria, quando chegou o momento em que o Filho, antes de expirar, teve de se despedir de sua Mãe. Eis as últimas palavras com que Jesus de despediu neste mundo de sua Mãe: Mulher, eis aí teu filho (Jo 19,26), indicando-lhe João, o qual lhe deixava por filho em seu lugar.

Ó Rainha das dores, as recordações de um filho amado que morre são muito caras e não saem mais da memória de uma mãe! Recordai-vos que vosso Filho, que tanto vos amou, vos deixou a mim, pecador, por filho, na pessoa de João. Pelo amor que tendes a Jesus, tende piedade de mim. Não vos peço os bens da Terra: vejo vosso Filho, que morre em tantos tormentos por mim; vejo-vos a vós, minha Mãe inocente, sofrendo tantas dores por mim e vejo que eu, miserável réu do Inferno, nada padeci pelos meus pecados por vosso amor. Quero sofrer alguma coisa por vós antes de morrer. Esta é a graça que vos peço e vos digo com São Boaventura que, se vos ofendi, é de justiça que eu padeça por castigo; e se eu vos servi, é justo que eu sofra por recompensa. Impetrai-me, ó Maria, uma grande devoção a um reconciliação contínua da Paixão de vosso Filho. E por aquele tormento que sofrestes, vendo-o expirar na Cruz obtende-me uma boa morte, assisti-me minha Rainha, naquele último momento e fazei que eu morra amando o proferindo os santíssimos nomes de Jesus e Maria.  

QUINTA-FEIRA SANTA.


DIA DA ÚLTIMA CEIA DO SENHOR.
Hoje (17/4) Quinta-feira Santa, dia em que Jesus celebrou á Última Ceia com os seus apóstolos e instituiu dois sacramentos para a salvação da humanidade: a eucaristia e a ordem sagrada.

A Quinta-feira Santa é a "porta" do Tríduo Pascal, ou seja, é o "início" do período mais importante da Semana Santa no qual se comemora a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

"Na noite de Quinta-Feira Santa, inaugurando o Tríduo pascal, reviveremos a missa que se chama In Coena Domini, isto é, a missa em que se celebra a Última Ceia, o que aconteceu ali, naquele momento. Foi a noite em que Cristo entregou as seus discípulos o testamento do seu amor na eucaristia, não como lembrança, mas como memorial, com a sua presença perene. Cada vez que se celebra a eucaristia, renova-se este mistério da redenção".
A missa da Ceia do Senhor é a celebração central da Quinta-feira Santa, mas não é a única que acontece.

Toda Quinta-feira Santa são celebradas duas missas diferentes.

Pela manhã é celebrada a chamada Missa Crismal, na qual é consagrado o santo Crisma e são abençoados os óleos que serão usados nos sacramentos de iniciação. À tarde é a Missa da Ceia do Senhor, ato central do dia.

Na Missa Crismal, acontece diante do bispo local a renovação das promessas sacerdotais de todos os sacerdotes incardinados numa diocese.

A Missa da Ceia do Senhor, celebrada à tarde, comemora a última Páscoa que Jesus passou com os apóstolos, uma Páscoa que seria "redefinida" a partir do sacrifício de Cristo na Cruz.

A Igreja celebra a Quinta-feira Santa com uma celebração eucarística muito especial. Nela, o padre faz à imitação de Cristo, o lava-pés de doze pessoas da assembleia, cada uma delas representando um dos apóstolos.

Como este gesto, é o próprio Jesus quem se coloca diante dos homens, tornando-se paradigma, modelo e medida de amor através do serviço: "Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz" (Jo 13,14-15).

Depois, ele acrescente: "Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros" (Jo 13,34). O Senhor dá o "novo mandamento" da caridade,, a "proposta maior, o desafio mais elevado - uma iniciativa de Deus à qual o homem pode responder cooperando com a sua Graça transbordante.

Não se deve perder de vista que hoje se celebra que Cristo instituiu o sacramento das ordens sacerdotais, juntamente com o sacramento da eucaristia.

Isso significa que Jesus estabeleceu um antes e um depois para a vida de Graça que cada um deve cultivar. Ele fez isso quando partiu o pão durante a Última Ceia e disse aos seus apóstolos: "Fazei isso em memória de mim". Nas palavras do padre Jeménez, "neste dia Jesus deixa o seu testamento: a eucaristia, o sacerdócio e o mandamento de amar uns aos outros". 
 


 

SÉRIE SANTOS CASADOS.

SANTA BERTA E SÃO GUMBERTO.
De acordo com o cronista Flodoardo de Reims, Gumberto, irmão de São Nivardo, arcebispo de Reims no século VII, casou-se pela segunda vez, com uma mulher chamada Berta. Ele era extremamente caridoso com a igreja e usou parte de sua fortuna para fundar o mosteiro de Saint-Pierre-le-Bas, ao lado da Porta Basilicaria, em Reims. Com a morte de São Nivardo, Gumberto legou todos os bens que herdara de sua mãe para as igrejas da cidade de Reims - o que herdara do pai ficou para os seus parentes. Então, com o consentimento de sua esposa Berta, partiu para evangelizar os habitantes ainda pagãos da costa norte do reino franco, cheio de entusiasmo missionário. Nessa missão, encontrou a morte e deu testemunho de Cristo com o próprio sangue.

Berto também seguiu o exemplo de seu nobre marido. Deixou a cidade de Reims - por volta do ano 660 - e foi para a vila de Avenay, a cerca de vinte e cinco quilômetros de Reims. Ali fundou um convento, para o qual deixou várias propriedades que lhe haviam sido herdadas. Ela mesma, então, entrou no claustro e tornou-se abadessa. Diz-se que foi assassinada por seus enteados no final do século VII, e é reverenciada como mártir, assim como seu marido. Na diocese de Reims, a celebração de Santa Berta e São Gumberto acontece no dia 1° de maio.
HOLBÖCK, Ferdinand. Santos Casados: A santidade do matrimônio ao logo dos séculos. P. 73, RS: Minha Biblioteca Católica 2020.

MEDITAÇÃO DE HOJE.


DO AMOR DE DEUS
Deus não se limitou a dar-nos todas essas formosas criaturas do universo, mas não viu satisfeito o seu amor enquanto não veio a dar a si próprio por nós (cf. Gl 2,20). O maldito pecado nos fez perder a graça divina e o Céu, tornando-nos escravos do demônio. Mas o Filho de Deus, com espanto do Céu e da terra, quis vir a este mundo, fazer-se homem pra remir-nos da morte eterna e reconquistar-nos a graça e o Paraíso perdido. Que maravilha seria ver um poderoso monarca tomar a forma e a natureza de um verme por amor aos homens. "Humilhou-se a si mesmo, tomando a forma de servo (...) e reduzindo-se à condição de homem" (Fl 2,7). Um Deus revestido de carne mortal! E o Verbo se fez carne (cf. Jo 1,14). Mas o prodígio ainda aumenta, quando se considera o que fez e sofreu depois por nosso amor esse Filho de Deus. Para nos remir, era bastante uma só gota de seu Sangue preciosíssimo, uma só lágrima, uma só súplica, porque esta oração, sendo um ato de pessoa divina, teria infinito valor e era suficiente para resgatar não só um mundo, mas uma infinidade de mundos que houvesse. Observa, entretanto, São João Crisóstomo que aquilo que bastava para resgatar-nos não era bastante para satisfazer o imenso que Deus nos tinha. Não queria unicamente salvar-nos, mas que muito o amássemos, porque Ele muito nos amava. Escolheu vida de trabalhos e de humilhações e a morte mais amargurada entre todas as mortes, a fim de nos fazer compreender o infinito e ardentíssimo amor em que ardia por nós. "Humilhou-se a si mesmo, fez-se obediente até à morte e morte de cruz" (Fl 2,8). Ó excesso de amor divino, que nunca os anjos nem os homens chegarão a compreender! Digo excesso, porque é exatamente assim que se exprimiam Moisés e Elias no Tabor, falando da Paixão de Cristo (cf. Lc 9,31). "Excesso de dor, excesso de amor", disse São Boaventura.

Se o redentor não tivesse sido Deus, mas simplesmente um parente ou amigo, que maior prova de afeto nos poderia dar do que morrer por nós? "Ninguém tem amor em maior grau do que ele, porque dá a vida por seus amigos" (Jo 15,13). Se Jesus Cristo tivesse de salvar seu próprio pai, que mais poderia ter feito por amor dele? Se tu, meu irmão, fosses Deus e Criador de Jesus Cristo, que mais poderia fazer por ti além de sacrificar sua vida num abismo de humilhações e de dores? Se o mais vil dos homens deste mundo tivesse feito por ti o que fez o Redentor, poderias viver sem o amar? Crês na Encarnação e na morte de Jesus Cristo? Crês e não o amas? Podes sequer pensar em outras coisas que não sejam Jesus Cristo? Duvidas, talvez, do Seu amor? O Divino Salvador, diz Santo Agostinho, veio ao mundo para sofrer e morrer por vós, a fim de vos patentear o amor que vos tem. Antes da Encarnação o homem, talvez, poderia pôr em dúvida que Deus o amasse ternamente; mas, depois da Encarnação e morte de Jesus Cristo, quem pode duvidá-lo? Que prova mais evidente e terna podia dar-nos do seu amor do que sacrificar a sua vida por nós? Estamos habituados a ouvir falar de Criação e redenção, de um Deus que nasce num presépio e morre numa cruz. Ó santa fé, ilumina nossas almas!

terça-feira, 15 de abril de 2025

O QUE É JEJUM E POR QUE ELE É IMPORTANTE NA SEMANA SANTA.


O que é o jejum e porque é importante para os cristãos, especialmente durante o tempo da Quaresma e da Semana Santa? Para que serve esta prática de penitência e qual é o seu propósito.

É uma forma de obster-se de alimentos corporais, e é uma forma de penitência e de oração. Jesus praticou o jejum em momentos importantes, antes de rezar, antes de escolher os apóstolos e em muitas ocasiões".

E a Igreja faz o jejum desde o século IV de forma regular. É uma maneira de ajudar a oração, de purificar o nosso corpo e, assim nos dispormos melhor para a escuta de nossa oração por Deus".

A Igreja, nos recorda o jejum no tempo da Quaresma e do Advento, especialmente na terça e na sexta-feira, com faziam tradicionalmente em muitas comunidades.

Atualmente, disse, a obrigação do jejum se mantém "na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira santa".

Segundo indica o Código de Direito Canônico, no número 1252, à lei do jejum "estão sujeitos todos os maiores de idade até terem começado os sessenta anos. Todavia os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e o jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência.

Além das pessoas que não jejuam devido à sua idade, pessoas com problemas mentais, doentes, mulheres grávidas ou lactantes, trabalhadores de acordo com as suas necessidades, convidados a refeição que não podem ser justificados sem ofender gravemente ou outras situações morais ou impossibilidade física de manter o jejum.

CONSELHOS PARA VIVER BEM A SEMANA SANTA.

A semana Santa é um tempo especial na vida de todo o cristão. Mais do que uma tradição ou simples lembrança, ela nos convida a acompanhar, com o coração aberto, os últimos passos de Jesus rumo à cruz e, finalmente, à sua gloriosa ressurreição.

Viver bem esse período não significa apenas assistir às celebrações ou repetir gestos de costume. Trata-se de mergulhar de maneira consciente e sincera no mistério do amor de Deus, que se doa inteiramente para salvar a humanidade. Para ajudar você a viver intensamente essa semana de fé.
Aqui estão alguns conselhos simples, mas profundos para viver bem a semana Santa:

1. Reserve tempo para a oração: Durante esses dias, silencie e busque a presença de Deus através da oração pessoal, da meditação das Escrituras e da contemplação da Paixão de Cristo (Lucas 22-23). A oração abre espaço para que a graça de Deus transforme o seu interior.

2. Participe das celebrações litúrgicas: A Igreja oferece uma rica programação litúrgica: Domingo de Ramos, Quinta-feira Santa, Sexta-feira da Paixão e, por fim, a Vigília Pascal. Cada momento tem um significado profundo e participar dessas celebrações é viver, passo a passo, o caminho de Jesus.

3. Pratique o silêncio e a reflexão: Em meio à rotina agitada, permita-se momentos de recolhimento. O silêncio não é vazio, mas espaço sagrado onde Deus fala ao coração. Reflita sobre sua vida, suas escolhas e sua atitudes à lua do exemplo de Cristo.

4. Reforce atos de caridade: Seguir Jesus é também olhar com amor para o próximo. Aproveite essa semana para praticar gestos concretos de solidariedade: um ato de perdão, uma palavra de conforto, uma ajuda material a quem precisa (Mateus 25:35-40).

5. Confissão e reconciliação: Busque o Sacramento da Reconciliação. A confissão é um gesto de humildade e coragem, e um passo importante para experimentar a verdadeira renovação espiritual, preparando o coração para celebrar a Páscoa com plenitude (1 João 1:9).

6. Viva a alegria da Ressurreição: A cruz não é o fim, mas a passagem para a vida nova! Prepare-se para celebrar a Páscoa com fé renovada, recordando que todo sofrimento em Cristo encontra sentido e toda vida Nele é transformada.

Que nesta Semana Santa Seu coração esteja aberto para acolher a grandeza do amor de Jesus. Não apenas observe os ritos - viva-os! Pois quem trilha o caminho da cruz com Cristo, caminha também rumo à alegria da ressurreição.

segunda-feira, 14 de abril de 2025

ESTAMOS DISPOSTOS A SEGUIR JESUS NO CAMINHO DA CRUZ?

Seguir Jesus é mais do que pronunciar Seu nome, mais do que levantar os olhos ao céu em momentos de necessidade. Seguir Jesus é um compromisso de amor, de entrega e de fidelidade — principalmente quando o caminho se torna estreito e difícil.

Muitos o aclamaram em Jerusalém, agitando ramos e cantando “Hosana ao Filho de Davi!” quando tudo parecia festa. Mas poucos permaneceram firmes quando a cruz apareceu, quando o sofrimento, a rejeição e a entrega total se tornaram reais.

Hoje, a pergunta ressoa forte para cada um de nós: estamos dispostos a seguir Jesus no caminho da cruz?

Seguir Cristo é aceitar os desafios da vida com fé, é não desviar o olhar diante das dificuldades, é amar e perdoar mesmo quando somos feridos, é manter a esperança acesa mesmo quando o mundo parece desabar. A cruz de Cristo não é sinal de derrota, mas de vitória sobre o pecado e a morte. E a nossa cruz, quando unida à d’Ele, se transforma em caminho de redenção e de vida nova.

Que neste tempo de oração e reflexão, especialmente durante a Semana Santa, tenhamos a coragem de dizer:

“Sim, Senhor, eu Te seguirei, mesmo no caminho da cruz!”

Pois quem caminha com Cristo, mesmo que passe pelo Calvário, chegará à alegria da Ressurreição.
Por: Clemildo Galdino

domingo, 13 de abril de 2025

DOMINGO DE RAMOS: O INÍCIO DA SEMANA SANTA.


O domingo de Ramos é muito mais do que o simples começo de mais uma semana no calendário litúrgico. Ele marca o ponto de partida da Semana Santa, o tempo mais profundo e sagrado da vida cristã, no qual revivemos os últimos passos de Jesus, desde sua entrada triunfal em Jerusalém até sua paixão, morte e ressurreição.

Neste dia, A Igreja recorda o momento em que Jesus montado em um jumentinho (sinal de humildade e paz), foi recebido pelo povo que, com ramos de palmeiras nas mãos, o aclamava como rei e Messias: "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!" (Mateus 21,9). Aqueles ramos não era apenas adorno, mas expressavam esperança e reconhecimento de que, naquele homem simples, estava o Salvador prometido.

Porém, o mesmo povo que exalta com cantos de alegria no Domingo de Ramos, poucos dias depois, guiado pela decepção e manipulado pelas autoridades religiosas, gritará: "Crucifica-o!" Esse contraste revela o coração humano inconstante, que muitas vezes se encanta pela novidade, mas se afasta quando é confrontado com a verdade do amor e da cruz.

O Domingo de Ramos, por isso, não é apenas uma comemoração exterior, mas um convite a refletimos sobre nossa fidelidade a Cristo. Estamos disposto a acolhê-lo em nossa vida não só nos momentos de festa, mas também nos tempos de dor e sacrifício. Estamos prontos para acompanhá-lo até a cruz, confiando que a ressurreição nos espera?

Este dia também inaugura um caminho de preparação interior, de conversão e contemplação. A liturgia nos conduz da alegria da acolhida è meditação da Paixão do Senhor, mostrando que o seguimento de Cristo não se resume a momentos de glória, mas passa necessariamente pelo mistério da cruz, pelo sofrimento redentor e pela entrega total de amor.

Na procissão dos ramos, quando carregamos nossos galhos abençoados, carregamos também a esperança de uma vida nova, a decisão de seguir Jesus com sinceridade e a coragem de permanecer firmes, mesmo nas dificuldades. E o início de uma jornada espiritual que culminará no Domingo da Ressurreição, onda a vida vende definitivamente a morte.

Que neste Domingo de Ramos, possamos abrir nossos corações para acolher o Cristo, não apenas com ramos e palavras, mas com gestos concretos de amor, perdão e humildade. Que seja um verdadeiro recomeço para cada um de nós, um tempo de renovação da fé e da certeza de que, apesar das cruzes da vida, o amor de Deus sempre triunfa.
Por: Clemildo Galdino